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Destaques

The Good Detective: Série coreana policial sobre antigo caso e a busca pela verdade

The Good Detective é uma série coreana policial que aborda um caso antigo, cujo julgamento levou à sentença de condenação de morte do acusado. Um detetive novato no departamento e um veterano se juntam para descobrir se aconteceram falhas nas investigações policiais. A série está disponível na Netflix . Com 16 episódios em sua primeira temporada, três personagens se destacam: o detetive que participou da investigação do caso, Kang Do Chang (Son Hyeon-ju) , o jovem detetive Oh Ji Hyuk (Seung-jo Jang) e a jornalista investigativa Jin Seo Kyung (Elliya Le) . Quando um novo caso de um suposto assassino confesso da filha do homem condenado ganha a atenção da mídia, muitas dúvidas pairam no ar sobre as motivações e os possíveis envolvidos, fazendo com que os detetives discretamente se aprofundassem nas investigações, mesmo sabendo que poderiam prejudicar as próprias carreiras. Kang é movido pela consciência pesada de ter sido parte do caso do condenado possivelmente inocente sofrer pena de

Escritor Marcelino Freire desperta a importância do olhar sobre as palavras

Na noite desta quinta-feira, 22 de janeiro, o escritor Marcelino Freire ministrou o primeiro dia da Oficina de Criação Literária na Casa de Ensaio, em Campo Grande (MS). Conhecido como Quebras, o projeto tem apoio do Rumos Itaú Cultural e está visitando diferentes capitais brasileiras com a proposta de ensinar mais sobre a literatura e conhecer quem são os autores, artistas e interessados destas cidades.
Escritor Marcelino Freire durante a Oficina de Criação Literária, em Campo Grande (MS). Foto: Ben Oliveira.

Além de oportunizar ao Marcelino Freire conhecer um pouco das realidades artísticas destas regiões, reunindo poetas, contistas, romancistas e cronistas, o evento é também uma ótima maneira destes artistas se encontrarem e se conhecerem.

Ao longo da noite, foram lidos poemas de Manoel de Barros e Antônio Moura (Rio Silêncio). Marcelino Freire também compartilhou um pouco de sua experiência de organização do livro Os Cem Menores Contos Brasileiros do Século, na qual ele desafiou 100 escritores brasileiros a escreverem histórias de até 50 letras. Ele contou que a inspiração para a obra surgiu de um microconto do escritor Augusto Monterroso: “Quando acordou, o dinossauro ainda estava lá”.

Marcelino falou sobre a importância dos poetas em sua vida. “Os poetas inauguram um olhar sobre as coisas”, acredita. Ele afirmou que cada escritor tem o seu próprio sistema linguístico, suas referências e palavras:

“Escrever é personalidade”.

Após os comentários iniciais, o escritor propõe um exercício para que os participantes realizassem com as palavras. “Que olhar vocês inaugurariam para essas palavras?”, pergunta. Então, os alunos se apresentam, escolhem uma palavra e depois tentam tecer uma definição, ou como Marcelino recomendou, um olhar sobre ela. Escolho a palavra “Horror”, mas é só uma entre as dezenas de escolhas da turma, como “Saudade”, “Medo”, “Música”, “Terra”, “Neurose” e “Sonhos”.
Registro da oficina de Criação Literária. Foto: Jorge Filholini / Quebras.

Fico ansioso. Cada um dos participantes é convidado a ler o que escreveu em poucas linhas. Há quem descreva cenas, enquanto outros vão mais para a poesia. O medo de ler em voz alta é visível em alguns, já outros parecem confortáveis diante do público.

– Ben, sua vez. A palavra é Horror.
– O coração salta e para por um instante. O horror do escritor é quando ele não consegue escrever. Congelado, o relógio quebrado.

Assim se passam os minutos e comentários sobre cada um dos textos. Marcelino fala algumas máximas:

– Escritor não escreve com pontuação, escreve com pulsação;

– Um conto é um trem. Um escritor não conta uma história, ele a compõe;

– Escritor não escreve com rima, escreve com ímã;

– Um escritor vale mais pelo que não está escrito.

Foi a minha primeira experiência ao vivo com outros escritores, como os colegas que tenho são de outras cidades e nossos contatos se resumem ao meio online. Saí de lá com novas ideias para escrever, recomendações de leituras de prosa e poesia e mais um exercício para colocar a imaginação para funcionar. É interessante observar a insegurança que as pessoas têm quando se trata da escrita. Pessoas de diferentes formações estavam lá, algumas com textos publicados, outras que escreviam só em casa e os interessados em desvendar o universo da criação literária.

Intercalando momentos de humor e literatura, o que Marcelino Freire ensina em sua oficina de escrita vai além do que os livros sobre a arte de ficção abordam, ele orienta e desperta um olhar mais consciente sobre as palavras – elemento que faz toda diferença na criação do estilo da escrita e não só chama mais atenção do leitor, como, muitas vezes, é o que determina o seu sucesso no mercado editorial.

Assista ao vídeo de Marcelino Freire contando sobre a amizade que teve com Manoel de Barros e lendo um texto do poeta:


No site, Marcelino Freire e Jorge Filholini compartilham o roteiro da viagem, escrevem crônicas sobre as capitais pelas quais eles passaram, entrevistam personagens e mais. Para conhecer melhor o projeto, ficar por dentro das cidades que o Quebras já passou e vai passar, acesse o site oficial: http://quebras.com.br/. Vale a pena! 

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