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A História do Autismo: 10 Motivos para ler o livro Outra Sintonia

Dizem que quem não conhece o próprio passado está fadado a repeti-lo. No mundo do autismo isso fica muito claro, especialmente quando questões que já foram discutidas em outros países chegam atrasadas ao Brasil. Para quem quer entender um pouco sobre todas transformações sociais do mundo do autismo, recomendo o livro Outra Sintonia: A História do Autismo, dos jornalistas John Donvan e Caren Zucker, publicado no Brasil pela Editora Companhia das Letras, em 2017, com tradução de Luiz A. de Araújo.



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Desde sua origem, o autismo passou por uma série de problemas, desde suas definições e percepções dos profissionais envolvidos com a pesquisa e a atuação clínica, passando pelas descobertas e tratamentos, pelas questões políticas e diferentes perspectivas e mais recentemente, pelas polarizações.

A história do autismo é toda construída em cima de luta, de desejos e de crenças, que afetaram positivamente e negativamente…

Pesquisa aponta que Ler Literatura desenvolve a mente e as relações interpessoais

Os pesquisadores David Comer Kidd e Emanuele Castano, do The New School for Social Research de Nova Iorque, descobriram que a Leitura de Ficção Literária Melhora a Teoria da Mente – a habilidade de entender os estados mentais de outras pessoas, o que possibilita uma melhor compreensão dos relacionamentos sociais das sociedades humanas e a habilidade de inferir as crenças e intenções de outras pessoas. A pesquisa foi publicada em Outubro de 2013, na Science Mag.


Kidd e Castano realizaram cinco experimentos para demonstrar como a leitura de obras literárias pode levar a uma melhor performance nos testes de afetividade e de cognição comparados aos leitores de não-ficção, leitores de ficção popular e não-leitores.

De acordo com os pesquisadores, uma das maneiras de promover a sensibilidade das relações interpessoais é por meio das práticas culturais e entre elas, está a leitura de livros de ficção. Entre as vantagens da leitura de ficção apontadas por Kidd e Castano estão: Aumento da simpatia (Compreender o outro) e Aumento do conhecimento dos outros.

“A ficção também parece expandir o nosso conhecimento da vida dos outros, ajudando-nos a reconhecer nossa semelhança com eles. Embora a ficção possa explicitamente transferir valores sociais e reduzir a estranheza dos outros, a relação observada entre a familiaridade com a ficção e a Teoria da Mente pode ser devido a características mais sutis do texto. Ou seja, a ficção pode alterar a forma como, não apenas o quê, as pessoas pensam sobre os outros”.

Ao longo da pesquisa, houve a distinção entre literatura e ficção popular, sendo que de acordo com as informações, a primeira havia uma tentativa de desfamiliarizar a linguagem, exigindo mais interação intelectual e criatividade dos leitores do que as obras de entretenimento populares e livros de não-ficção. A melhora da Teoria da Mente se dá pela possibilidade do leitor mergulhar em mundos fictícios com diferentes personalidades complexas, rompendo as expectativas e fugindo dos estereótipos e previsibilidade.


Dos cinco experimentos, o que demonstrou melhores resultados foi o com participantes que leram as obras de literatura (entre as leituras estavam excertos dos finalistas e ganhadores do National Book Award e Henry Prize de contos), enquanto os livros populares foram os best-sellers selecionados da Amazon.com e antologias recentes e os textos de não-ficção foram selecionados na Smithsonian Magazine.

David Comer Kidd e Emanuele Castano concluíram que a pesquisa foi um passo para ajudar a entender o impacto das nossas interações com a leitura de ficção, contribuindo para o desenvolvimento da consciência e de nossas vidas diárias.

“É nossa esperança que pesquisas futuras se foquem em outras formas de arte, como jogos e filmes, que envolvem identificar e interpretar as experiências subjetivas de outros”, afirmam.

Embora, nos Estados Unidos, a literatura seja usada em programas de promoção do bem-estar social, para promover a empatia entre os médicos e melhoria de vida dos reclusos, além de ser uma disciplina no Ensino Médio, há quem discuta sua real relevância. Kidd e Castano finalizam o artigo dizendo que os resultados da pesquisa mostram que a leitura de literatura de ficção pode aprimorar a Teoria da Mente em adultos, uma capacidade social complexa e crítica.

O artigo na integra (em inglês) pode ser lido no link a seguir: Reading Literary Fiction Improves Theory of Mind 

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