Pular para o conteúdo principal

Destaques

Seis meses sem cigarro

Seis meses sem cigarro. Há um tempo parecia algo impossível de alcançar e aqui estava ele: estaria mentindo se dissesse que ainda não tinha fissura, mas havia conseguido controlar bem mais como nunca imaginara antes. Seis meses davam uma sensação boa. Seis meses sem fumar um cigarro, mesmo passando por inúmeras situações de estresse e de ansiedade. Seis meses aprendendo a regular as emoções de forma a não descontar no vício. Os meses iam passando. Datas que antes pareciam impossíveis se tornam reais. Já imaginara quando seria quando completasse um ano sem cigarro. Ia escrevendo para comemorar e lembrar que os pequenos dias também importavam. Escrevia para lembrar que o difícil não era impossível e qualquer um poderia conseguir se livrar do cigarro, por mais difícil que parecesse no início. Escrevia para agradecer a si mesmo por ter se libertado de algo que fazia tão mal e muita gente ainda acreditava que fazia bem. Escrevia para deixar claro que não queria voltar atrás e mesmo nos dias...

Zen: Mente-Cachorro

A mente é como um cachorrinho tentando brincar com você, quando você já não quer. Tudo o que você deseja é um pouco de paz e de silêncio, mas quanto mais você tenta se aproximar da criatura, mais ela corre para a outra direção. Eventualmente, seus caminhos vão se cruzar, mas ela continua saltitando de um lado para o outro e mesmo que você se abaixe para segurá-la, seus dedos vão tocá-la por um breve instante, não o suficiente para controlá-la.


Então, você começa a correr para a direção contrária. Pode ser que o animal te siga, pode ser que ele te ignore. Qualquer coisa é melhor do que continuar indo atrás dele, afinal, tudo não se passa de uma diversão para ele e você precisa daquele tempo só para si mesmo.

Quando você menos espera, o cachorrinho parou de latir, já não está mais correndo e voltou para dentro de casa. Você fecha a porta, desejando que ele não saia tão cedo. Seu coração ainda está acelerado, sua respiração ofegante, mas passado alguns instantes, tudo retorna à normalidade.

Dizem que as criaturas são ótimas para ajudarem a desenvolver sua paciência. Os cães têm desejos próprios. Às vezes, eles se aproximam como quem não quer nada, te dão um olhar triste, mas tudo o que eles estão aguardando é a oportunidade de você abrir a porta para que eles possam entrar correndo, carregar aquela sua meia de um cômodo para o outro e revirar a casa de cabeça para baixo. Ou quem sabe eles não querem saltar no seu colo e dar uma mordida no que você está comendo.

Quando a mente começa a latir demais, quando ela está correndo de um lado para o outro, como se tivesse mergulhado em uma enorme xícara de café, quanto mais atenção você tenta lhe dar para que ela se acalme, mais energia ela libera. É um ciclo vicioso. Então, você fecha os olhos ou olha para o lado e deixa tudo seguir o seu ritmo, respira bem e com o passar do tempo, a correria acaba.

A alteração cede lugar à paz. Você se sente no presente e tudo o que pode fazer é agradecer por cada uma das pequenas coisas que lhe aconteceram e te fizeram ser quem você é. E quando você vê que sua mente está prestes a querer brincar novamente, talvez você a deixe pular pelos quatro cantos e gentilmente devote um pouco de atenção a cada um desses pensamentos, talvez você aprenda que é preciso ignorá-la, até que só reste você: aqui e agora.

Mais lidas da semana