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Resenha: O Sol Ainda Brilha – Anthony Ray Hinton

Liberdade é uma palavra duvidosa, mas talvez faça mais sentido quando somos mais privados dela ainda. No livro O Sol Ainda Brilha (The Sun Does Shine), escrito por Anthony Ray Hinton com Lara Love Hardin, o leitor é apresentado à história trágica de um homem que passou 30 anos no corredor da morte por assassinatos que não cometeu. A obra foi publicada no Brasil pela Editora Vestígio, em 2019, com tradução de Luis Reyes Gil.


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Quem poderá dizer que é realmente livre? Ou que acredita que a justiça sempre acerta? O Sol Ainda Brilha pode servir como um conto caucionário sobre o sistema judiciário, especialmente em regiões com penas mais severas. O autor nos faz refletir sobre a existência de outras pessoas inocentes que também foram mandadas para o corredor da morte.

“Os sons à noite davam a impressão de se estar no meio de um filme de horror – criaturas rastejando, homens gemendo, gritando ou…

Zen: Mente-Cachorro

A mente é como um cachorrinho tentando brincar com você, quando você já não quer. Tudo o que você deseja é um pouco de paz e de silêncio, mas quanto mais você tenta se aproximar da criatura, mais ela corre para a outra direção. Eventualmente, seus caminhos vão se cruzar, mas ela continua saltitando de um lado para o outro e mesmo que você se abaixe para segurá-la, seus dedos vão tocá-la por um breve instante, não o suficiente para controlá-la.


Então, você começa a correr para a direção contrária. Pode ser que o animal te siga, pode ser que ele te ignore. Qualquer coisa é melhor do que continuar indo atrás dele, afinal, tudo não se passa de uma diversão para ele e você precisa daquele tempo só para si mesmo.

Quando você menos espera, o cachorrinho parou de latir, já não está mais correndo e voltou para dentro de casa. Você fecha a porta, desejando que ele não saia tão cedo. Seu coração ainda está acelerado, sua respiração ofegante, mas passado alguns instantes, tudo retorna à normalidade.

Dizem que as criaturas são ótimas para ajudarem a desenvolver sua paciência. Os cães têm desejos próprios. Às vezes, eles se aproximam como quem não quer nada, te dão um olhar triste, mas tudo o que eles estão aguardando é a oportunidade de você abrir a porta para que eles possam entrar correndo, carregar aquela sua meia de um cômodo para o outro e revirar a casa de cabeça para baixo. Ou quem sabe eles não querem saltar no seu colo e dar uma mordida no que você está comendo.

Quando a mente começa a latir demais, quando ela está correndo de um lado para o outro, como se tivesse mergulhado em uma enorme xícara de café, quanto mais atenção você tenta lhe dar para que ela se acalme, mais energia ela libera. É um ciclo vicioso. Então, você fecha os olhos ou olha para o lado e deixa tudo seguir o seu ritmo, respira bem e com o passar do tempo, a correria acaba.

A alteração cede lugar à paz. Você se sente no presente e tudo o que pode fazer é agradecer por cada uma das pequenas coisas que lhe aconteceram e te fizeram ser quem você é. E quando você vê que sua mente está prestes a querer brincar novamente, talvez você a deixe pular pelos quatro cantos e gentilmente devote um pouco de atenção a cada um desses pensamentos, talvez você aprenda que é preciso ignorá-la, até que só reste você: aqui e agora.

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