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Destaques

Escrita Maldita e contos: De graça do dia 27 ao dia 31 de outubro de 2026

Atenção, em comemoração ao Halloween. Aviso para quem tem Kindle, seja o aparelho de leitura, o aplicativo para celular ou versão web, o livro Escrita Maldita estará de graça entre os dias 27 de outubro e 31 de outubro de 2026. Além de Escrita Maldita, estarão de graça os contos O Último dos Príncipes, Para Sempre Uma Estrela, O Assassino da Floresta e Pesadelos no Hotel.  Sinopse: Após se tornar um best-seller com seu romance de terror de estreia, Daniel Luckman está prestes a realizar um sonho: escrever um livro com Laurence Loud, um dos melhores escritores de horror dos últimos tempos. Quando o colega põe os pés em sua casa, coisas estranhas começam acontecer. A linha entre a ficção e a realidade, a loucura e a sanidade, os pesadelos e as alucinações se dissolvem. Uma história de mistérios, passados sombrios e amor. Quando dois escritores de terror se juntam para escrever uma história, tudo pode acontecer. O processo de criação pode ser intenso, as emoções podem ficar confusas...

Crônica: Amor em Aquarela

O céu, como um papel para aquarela, se pintava de laranja e amarelo, com um toque da brisa que beijava suas peles. Estava prestes a escurecer e o sol dava o seu último show. A beleza do mar se contrastava com as dunas e as plantas que cresciam pela areia. Cinco minutos ou uma vida toda, não sabia dizer quanto tempo passou; Era como observar uma obra de arte e se deixar levar pelas sensações, até que tudo ao seu redor desaparecesse – as horas, as preocupações e as perguntas sem respostas. Naquele momento, tudo parecia certo, certo suficiente para que seus corpos descansassem em um abraço e os sons de suas respirações se alinhassem com as ondas.

Amor em Aquarela Imagem

Vinte e quatro horas juntos. Vinte e quatro horas sem pensar nas contas, sem escutar o som da reforma ao lado, sem se deixar incomodar pelo cachorro do vizinho que latia para qualquer sombra ou sem pensar na infinita pilha de louças e poeiras que se acumulava pela casa. Aquela imagem gravada em suas mentes era o melhor suvenir que poderiam levar da viagem. Os dias passariam, mas a pintura continuaria com eles, refletindo a magia ainda viva que queimava seus corações.

Naquele lugar, eles estavam sozinhos e, ao mesmo tempo, estavam conectados com o universo. Coisas boas acontecem quando nos permitimos desacelerar. Sem pensar no antes ou no depois, ali, no meio de sua praia particular, deixaram suas marcas na areia e não se importavam com o vento que logo fariam desaparecê-las ou com a maré que logo cobriria suas pegadas, tudo o que importava era o agora. Estavam juntos e aquilo era mais do que suficiente.

Suspirou. Agradeceu aos céus pela exposição de arte viva. De todos os quilômetros, de todos os lugares que percorreram, aquele era especial. Não precisaram de palavras para compartilhar o que estavam sentindo, seus olhos enxergavam pelas mesmas lentes. Tudo fazia sentido. Seus braços se encontravam e se relutavam em soltar. Não se importavam se nunca mais saíssem dali, daquele lugar sem sinal para fazer ligações ou se conectar com a internet, tinham ali toda a conexão que precisavam. Aquela era a ilha, que um dia se prometeram mudar, o seu pequeno paraíso, onde poderiam respingar tintas e contar histórias lado a lado, como as coisas deveriam ser.

Precisavam partir. Assim como as areias se levantavam e eram arrastadas, eles seguiriam em frente. Fragmentos por fragmentos; A troca era mais do que justa. Carregaram as areias para dentro do carro com seus pés, mas as verdadeiras lembranças permaneciam suspensas no ar. O céu se pintou de azul escuro, mas dentro deles a luz ainda brilhava.

Depois dos rabiscos e pinturas, dos beijos e abraços, de tocarem e serem tocados pelo cenário, estavam prontos para voltar para casa.

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