Pular para o conteúdo principal

Destaques

11 Meses Sem Fumar Cigarro

Quase completando 11 meses sem fumar cigarro, se dera conta de que um dia parecia impossível, havia se tornado real. E faltava tão pouco para completar o primeiro ano sem cigarro. Estaria mentindo se dissesse que vez ou outra não sentia uma vontade súbita de fumar cigarro, mas se sentia no controle da situação e era capaz de dizer não. Dizer não se tornava cada vez mais fácil com o passar do tempo. Mas era ilusão achar que nunca mais seria tomado pela vontade. A diferença era que agora era muito mais fácil se negar. Dizer não ao cigarro significava dizer sim para outras coisas. Parar de negar o quanto fumar fazia mal à saúde e aceitar que por mais difícil que fosse se manter longe do cigarro, os benefícios valiam a pena. Então, era um dia qualquer para os outros, mas para quem havia parado de fumar, celebrar esses pequenos passos fazia toda diferença. Só mais um dia sem fumar cigarro. Só mais um dia para ignorar os pensamentos de que não ia conseguir. Só mais um dia provando que era ca...

Livro-Reportagem sobre Famílias Homoafetivas vence Prêmio Autêntica

O livro-reportagem Famílias Homoafetivas, da jornalista Lícia Loltran, foi lançado neste mês de maio pela Editora Autêntica. A obra que surgiu como um projeto, enquanto a autora ainda cursava jornalismo na universidade e decidiu contar a trajetória de mulheres que constroem famílias com outras mulheres, venceu o Prêmio Autêntica de Livro-Reportagem.


O projeto deu origem ao livro vencedor do Prêmio Autêntica de Livro-Reportagem, agora publicado pela Autêntica Editora, que tem prefácio assinado por Marília Serra, jornalista e vice-presidente da Abrafh (Associação Brasileira de Famílias Homoafetivas). A obra apresenta histórias que formam e transformam, sobre os encontros, as descobertas, as alegrias e as tristezas de mulheres que romperam com paradigmas de uma sociedade patriarcal e desconstruíram imagens criadas por estereótipos e generalizações.

Famílias Homoafetivas: a insistência em ser feliz é um livro que relata as distintas vivências, os relacionamentos, a superação de preconceitos, ou a não superação deles, a aceitação, a maternidade, enfim, todos esses temas que permeiam a experiência de cada uma dessas famílias. Cada capítulo é composto por uma dessas histórias e narra momentos de ansiedade e satisfação da autora e das entrevistadas a cada porta aberta, a cada sorriso, a cada surpresa com o encontro e a cada gesto de recepção.

Para Lícia, o principal objetivo é que essas mulheres sirvam de inspiração para um Estado mais democrático e para leis mais igualitárias que abarquem todos os tipos de família e de união. “Elas mudaram a minha vida. Passei a lutar ainda mais em meu nome, em nome delas, de suas crianças, de todas as famílias homoafetivas e de tudo o que passam ou já passaram”, declara.


Confira a sinopse do livro Famílias Homoafetivas:


Este livro-reportagem de Lícia Loltran é um convite à desconstrução de estereótipos sobre os relacionamentos homoafetivos. Há, na sociedade, uma distorção quanto ao público e o privado dessas relações e uma tendência em limitá-las, apenas, ao campo do sexo e da intimidade (privado) e não ao da afetividade, da busca pela felicidade e do respeito à diversidade.

 De forma humana e sensível, Lícia Loltran traz para o público leitor histórias de vida que ressaltam a busca pela felicidade fora dos “padrões” judaico-cristãos. Essas histórias também destacam as dificuldades de casais homoafetivos na legalização de suas uniões, nas adoções e, principalmente, na superação de preconceitos. 

Mesmo que o teor “militante” não se faça presente nos textos, este livro é, na verdade, uma brilhante iniciativa de humanizar casais de mulheres com filhos que fogem da heteronormatividade, mas que, para existirem, tiveram de se sujeitar a leis e à ordem estabelecida. 

Nesse sentido, o livro tem uma perspectiva política, pois traz situações decorrentes da própria luta dos casais homoafetivos, como a superação de barreiras familiares, sociais e institucionais. Tudo isso sem cansar o leitor, pois cada narrativa está recheada de detalhes, singularidades que, no conjunto, se tornam plurais. Na verdade, a leitura de Famílias homoafetivas: a insistência em ser feliz é mais que um convite à reflexão sobre o sentido de democracia e de respeito à diversidade em uma sociedade ainda homofóbica.

– Céres Santos, Jornalista e mestre em Educação e Contemporaneidade

Sobre a autora 


Lícia Loltran nasceu em 1992, em Juazeiro-BA. É jornalista formada pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB) e graduanda em Direito pela Faculdade de Ciências Aplicadas e Sociais de Petrolina (FACAPE). A ideia de escrever sobre famílias homoafetivas partiu de uma inquietação da escritora em entender como essas formações familiares nasciam e conviviam com uma sociedade ainda eivada de preconceito e pré-conceitos.

O livro Famílias Homoafetivas já está sendo vendido nas principais livrarias do país. Garanta seu exemplar do livro na Amazon

*Com informações da assessoria de imprensa do Grupo Autêntica.

Mais lidas da semana