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Passarinha: Livro sobre garota autista e seu pai lidando com o luto

Uma garota pré-adolescente no espectro autista (Síndrome de Asperger) chamada Caitlin perde o irmão em um tiroteio na escola e, além da dificuldade de entender e ser entendida pelos outros no colégio, ela tenta ajudar o pai a superar a morte de Devon. Assim é a trama do livro Passarinha (Mockingbird), da escritoraKathryn Erskine, publicado no Brasil pela Editora Valentina, em 2013.

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Acredito muito no poder da literatura de entreter, informar e conscientizar sobre temas que nem sempre são abordados de forma suficiente na mídia ou que não são tão humanizados – a ficção ajuda com a empatia. Livros como Passarinha, A Diferença Invisível e Em Algum Lugar nas Estrelas deveriam ser trabalhados em salas de aula, levando em conta questões que vão além da literatura e ajudam na reflexão sobre inclusão social, amizade e relacionamentos de pessoas no espectro autista.

Narrado em primeira pessoa pela Caitlin, o livro Passarinha to…

Escrever sobre experiências traumáticas pode fazer bem para a saúde mental

Escrever, falar ou pensar sobre eventos marcantes da vida. Cada pessoa encontra uma maneira de lidar com experiências negativas e lembranças positivas. Três pesquisadores do Departamento de Psicologia da Universidade da Califórnia, Riverside, Sonja Lyubomirsky, Lorie Sousa e Rene Dickerhoof descobriram que a escrita de experiências traumáticas do passado pode trazer benefícios para o bem-estar e a saúde mental. Os resultados foram divulgados no artigo The Costs and Benefits of Writing, Talking, and Thinking About Life’s Triumphs and Defeats, publicado em 2006, no Journal of Personality and Social Psychology da American Psychological Association.


Com a premissa de descobrir o efeito positivo ou negativo da escrita, fala e pensamentos de experiências marcantes. Os autores da pesquisa descobriram que escrever e falar podem ser beneficiais para a saúde quando se tratam de problemas do passado, enquanto ficar pensando em eventos traumáticos da vida pode levar a pensamentos negativos e repetitivos (ruminação), atrapalhando com a concentração, motivação e a lidar com problemas.

Segundo os pesquisadores, ao escrever uma narrativa, acabamos organizando, integrando memórias de auto-entendimento e de aceitação, possibilitando também nomear as emoções, entendê-las e/ou desapegar delas.

"Escrever e falar envolve gravar ou documentar os pensamentos externamente... enquanto pensar não. Talvez as pessoas tendem a ensaiar, reexperimentar e elaborar eventos significativos para gravá-los em suas memórias. Escrever e falar sobre os pensamentos em voz alta pode ser um meio para aliviar a si mesmo narrando-os externamente, permitindo-se passar os problemas do passado”

Já quando se tratam de experiências positivas, os autores da pesquisa afirmaram que pensar (repetir memórias boas na mente) traz mais benefícios do que escrever, pois ao escrever, algumas pessoas tendem a questionar e reduzir o prazer associado, além de evocar emoções negativas.

Em uma pesquisa realizada com 97 participantes, separados em três grupos: os que escreveram sobre eventos negativos, gravaram sua fala ou só pensaram de forma privada, durante três dias consecutivos, os que obtiveram melhores resultados após 4 semanas, como previsto, foram os que escreveram e falaram sobre suas experiências traumáticas.

“Estudantes que escreveram ou falaram registraram aumento de satisfação com a vida, melhora da saúde mental, melhora da saúde em geral, melhor funcionamento social e menos sintomas de saúde física em relação aos estudantes que pensaram sobre suas experiências negativas”, afirmam os pesquisadores.

A pesquisa na íntegra está disponível (em inglês): The Costs and Benefits of Writing, Talking and Thinking About Life’s Triumphs and Defeats 

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