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Destaques

Assista Gatos recriando filmes clássicos de terror

Clássicos do cinema de terror serviram de inspiração para um vídeo de conscientização de adoção de gatos publicado pelo Mashable . Embora tenha sido lançado no Halloween de 2015, a mensagem permanece importante levando em conta a quantidade de gatos abandonados pelo mundo. “O verdadeiro horror é que muitos gatos precisam de um lar. Para ajudar, e você está procurando se tornar voluntário, doar ou adotar, visite um abrigo de animais perto de você” – Mashable Assista ao vídeo Gatinhos Adoráveis Recriam Filmes Clássicos de Terror (Adorable Kittens Recreate Classic Horror Films): Para quem ficou curioso e não sabia, dos quatro filmes, três foram adaptações para o cinema de livros e o outro tem uma obra com curiosidades sobre os seus bastidores: O Iluminado, O Massacre da Serra Elétrica, Psicose e Carrie. Fundada em 1866, a ASPCA tem como missão a prevenção da crueldade contra animais nos Estados Unidos. Livros relacionados aos filmes que serviram de inspiração para o vídeo: O Iluminado (

Reflexão: Liberdade, Leitura e Livros

Sobre minhas estranhezas. Leitura, para mim, sempre foi sinônimo de liberdade. No ensino médio, enquanto muitos não liam ou só liam os livros nacionais de literatura de sempre que empurram em nossas gargantas, sempre me aventurei pelo que tinha vontade de ler, independentemente de convenções.


Ainda hoje, vejo o quanto o preconceito literário é uma prisão para muitos leitores e escritores. Li clássicos nacionais, mas li e ainda leio os internacionais que nem mesmo são citados em muitos colégios. Leio livros de psicologia, espiritualidade, bruxaria, filosofia, ficção, livros ilustrados, enfim, leio o que me der vontade – leituras que sempre me fizeram sentir um estranho, pois não eram o que pessoas próximas gostavam de ler (isso quando liam algum livro).

Os livros sempre foram e sempre vão ser uma maneira de conhecer e investigar outros universos. Criticar o que nunca se leu por mera necessidade de aceitação, pertencimento ou preconceito, me parece algo tão ultrapassado nos dias atuais diante de múltiplas possibilidades. Ingenuidade é acreditar que existe uma verdade única, inclusive quando se trata de literatura. Não pretendo nem entrar na velha e chata discussão sobre literatura canônica ou a tentativa de transformar a escrita em algo homogêneo ou como escritores contemporâneos penaram até serem reconhecidos com a máxima “isso não é literatura, é lixo para massa” – em algum lugar Edgar Allan Poe, que morreu miserável, deve estar sorrindo pelo sucesso de Stephen King e Neil Gaiman, após eles alcançarem seu lugar ao sol.

Trilhar sua jornada pode ser solitário, porém não é necessariamente algo ruim. Ler só liberta se você se permite sair da zona de conforto. Leia para se entreter, pesquisar, conhecer, se informar, leia o que tiver vontade.

Leituras não são estáticas. Quem lê determinado gênero e temática dificilmente vai ler só ele a vida inteira – um das grandes mentiras que espalham por aí. O preconceito se transforma com as gerações, mas não deixa de existir: “Livros de fantasia são perda de tempo”, “Nem parece que o livro foi escrito por autor brasileiro”, “Escritores nacionais são um lixo”, “A Bíblia é o único livro que vale a pena ser lido”, “Nunca li o livro do fulano, mas é uma merda”, “Não quero ler um livro com personagens LGBTs”, “Escritores nacionais precisam escrever histórias que se passem no Brasil”, entre tantas outras, mas a minha favorita talvez seja aquela que continua ecoando até hoje e muitas vezes, ironicamente, vêm da boca de muitos escritores contemporâneos: “Autores contemporâneos são uma merda”, enquanto pensa “O meu livro é o único que vale a pena ser lido, do resto só autores clássicos”.

Egos e prisões. Leia para se libertar, mesmo que seja da prisão que você criou para si mesmo.

Comentários

  1. Lindo texto Ben. Uma das maiores vantagens da leitura é que ela torna as pessoas mais compreensivas. Pelo menos comigo foi assim. Você conhece tantos personagens por dentro que não há como ter certa empatia por eles, mesmo com seus erros. E na não ficção também. Comhecer um assunto a fundo é a maior arma contra o preconceito.

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    1. Oi, Ronaldo! Gratidão pela visita.
      Concordo contigo. Acredito que quanto mais lemos, mais estamos dispostos a perceber que pouco sabemos... Ainda que tenhamos muitas leituras sobre determinado gênero ou assunto, sempre vai ter algo novo a descobrir.
      Abraços

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