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Twin Flames: Das escolhas quando o juramento de amor e proteção se torna tóxico

Twin Flames são lindas nos livros, filmes, séries, músicas e demais expressões artísticas. Na vida real, no entanto, elas podem te levar ao céu e ao inferno em questão de minutos. Uma conexão de vidas passadas, presente e futuras; um casal destinado a se reencontrar de novo e de novo, até evoluírem na jornada espiritual, ficarem juntos novamente ou finalmente romperem o contrato de alma. Como cão e gato, um dos dois segue o outro; depois, o papel se inverte: caça vira caçador. Uma jornada intensa, complexa, repleta de emoções intensas capazes de te salvar nos dias sombrios e te proteger do mundo, afastando pessoas que podem te machucar ou com intenções ocultas; porém, nos dias de luz, a menos que estejam na fase de união, a fase de distanciamento pode quase te enlouquecer ao esperar uma reconciliação que pode levar anos ou nunca vir – especialmente, quando uma das duas decide se afastar intencionalmente e te ignorar, mas ao mesmo tempo, não consegue romper a conexão espiritual entre vo

Reflexão: Liberdade, Leitura e Livros

Sobre minhas estranhezas. Leitura, para mim, sempre foi sinônimo de liberdade. No ensino médio, enquanto muitos não liam ou só liam os livros nacionais de literatura de sempre que empurram em nossas gargantas, sempre me aventurei pelo que tinha vontade de ler, independentemente de convenções.


Ainda hoje, vejo o quanto o preconceito literário é uma prisão para muitos leitores e escritores. Li clássicos nacionais, mas li e ainda leio os internacionais que nem mesmo são citados em muitos colégios. Leio livros de psicologia, espiritualidade, bruxaria, filosofia, ficção, livros ilustrados, enfim, leio o que me der vontade – leituras que sempre me fizeram sentir um estranho, pois não eram o que pessoas próximas gostavam de ler (isso quando liam algum livro).

Os livros sempre foram e sempre vão ser uma maneira de conhecer e investigar outros universos. Criticar o que nunca se leu por mera necessidade de aceitação, pertencimento ou preconceito, me parece algo tão ultrapassado nos dias atuais diante de múltiplas possibilidades. Ingenuidade é acreditar que existe uma verdade única, inclusive quando se trata de literatura. Não pretendo nem entrar na velha e chata discussão sobre literatura canônica ou a tentativa de transformar a escrita em algo homogêneo ou como escritores contemporâneos penaram até serem reconhecidos com a máxima “isso não é literatura, é lixo para massa” – em algum lugar Edgar Allan Poe, que morreu miserável, deve estar sorrindo pelo sucesso de Stephen King e Neil Gaiman, após eles alcançarem seu lugar ao sol.

Trilhar sua jornada pode ser solitário, porém não é necessariamente algo ruim. Ler só liberta se você se permite sair da zona de conforto. Leia para se entreter, pesquisar, conhecer, se informar, leia o que tiver vontade.

Leituras não são estáticas. Quem lê determinado gênero e temática dificilmente vai ler só ele a vida inteira – um das grandes mentiras que espalham por aí. O preconceito se transforma com as gerações, mas não deixa de existir: “Livros de fantasia são perda de tempo”, “Nem parece que o livro foi escrito por autor brasileiro”, “Escritores nacionais são um lixo”, “A Bíblia é o único livro que vale a pena ser lido”, “Nunca li o livro do fulano, mas é uma merda”, “Não quero ler um livro com personagens LGBTs”, “Escritores nacionais precisam escrever histórias que se passem no Brasil”, entre tantas outras, mas a minha favorita talvez seja aquela que continua ecoando até hoje e muitas vezes, ironicamente, vêm da boca de muitos escritores contemporâneos: “Autores contemporâneos são uma merda”, enquanto pensa “O meu livro é o único que vale a pena ser lido, do resto só autores clássicos”.

Egos e prisões. Leia para se libertar, mesmo que seja da prisão que você criou para si mesmo.

Comentários

  1. Lindo texto Ben. Uma das maiores vantagens da leitura é que ela torna as pessoas mais compreensivas. Pelo menos comigo foi assim. Você conhece tantos personagens por dentro que não há como ter certa empatia por eles, mesmo com seus erros. E na não ficção também. Comhecer um assunto a fundo é a maior arma contra o preconceito.

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    1. Oi, Ronaldo! Gratidão pela visita.
      Concordo contigo. Acredito que quanto mais lemos, mais estamos dispostos a perceber que pouco sabemos... Ainda que tenhamos muitas leituras sobre determinado gênero ou assunto, sempre vai ter algo novo a descobrir.
      Abraços

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