Quase completando 11 meses sem fumar cigarro, se dera conta de que um dia parecia impossível, havia se tornado real. E faltava tão pouco para completar o primeiro ano sem cigarro. Estaria mentindo se dissesse que vez ou outra não sentia uma vontade súbita de fumar cigarro, mas se sentia no controle da situação e era capaz de dizer não. Dizer não se tornava cada vez mais fácil com o passar do tempo. Mas era ilusão achar que nunca mais seria tomado pela vontade. A diferença era que agora era muito mais fácil se negar. Dizer não ao cigarro significava dizer sim para outras coisas. Parar de negar o quanto fumar fazia mal à saúde e aceitar que por mais difícil que fosse se manter longe do cigarro, os benefícios valiam a pena. Então, era um dia qualquer para os outros, mas para quem havia parado de fumar, celebrar esses pequenos passos fazia toda diferença. Só mais um dia sem fumar cigarro. Só mais um dia para ignorar os pensamentos de que não ia conseguir. Só mais um dia provando que era ca...
Há algo na lua cheia que mexe com a gente. Tudo começa assim em O Círculo. A personagem principal tem um sonho com os amigos no qual eles estão morrendo. Receosa, ela sente vontade de se abrir, mas nem sempre estamos preparados para o que vamos escutar.
Jess poderia ser uma garota comum, talvez ela seja. Pelo menos é como ela se sente, até o instante em que as coisas começam a mudar não só para ela, mas também para os amigos, Manu, Babi e Léo.
Amizades podem ser mais espinhosas do que imaginamos. Os relacionamentos em geral são construídos com base em muitas expectativas. É interessante notar o choque dos leitores em relação aos amigos de Jess. Aquele que é diferente incomoda. Em um primeiro instante, os amigos reagem com descrença – Jess deveria manter os sonhos só para ela e não sair contando para os outros, se não quisesse parecer louca. À medida que eles vão se descobrindo, as emoções vão se moldando. O que antes era estrangeiro começa a se tornar familiar.
Há quem acredite que na vida nada acontece por acaso. O que une os quatro amigos? O que significa aquele sonho? Dizem que os caminhos da magia e do amor são misteriosos. Revelações são feitas. Ter nascido em uma cidade cujo nome foi uma homenagem ao bruxo talvez não seja só uma coincidência e talvez não tenha sido uma ideia tão boa assim.
Segredos podem aproximar ou afastar pessoas. De repente, o que parecia normal ganha outros contornos. Seria possível que o sonho fosse uma mensagem? De que forma as personalidades dos jovens estão relacionadas às afinidades com a magia? A morte pode ter muitos significados. Muitas vezes, pode significar o renascimento.
Ao se aventurar pelos caminhos da bruxaria, Jess e os amigos precisam lidar com os seus próprios dramas da adolescência e enfrentar os medos que estavam adormecidos. Mergulhamos na escuridão para encontrar a luz que ainda brilha em nós.
Há algo na lua e suas diferentes fases, em círculos e essa conexão entre o início e o final, que nos mantêm esperançosos. Estamos mais conectados com as energias dos outros do que imaginávamos. Uma vez que removemos alguns véus, abrimos espaço para novas perspectivas e mundos que eram invisíveis. Jess está prestes a descobrir que os pesadelos podem se tornar reais e que bruxas não estão só em nossa imaginação.
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*Ben Oliveira é escritor, blogueiro e jornalista por formação. É autor do livro de terror Escrita Maldita, publicado na Amazon e do livro de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano: O Círculo (Vol.1), disponível no Wattpad.