Pessoas não eram produtos para fazer um recall quando agiam de forma diferente do esperado. Entre as expectativas e a realidade existia uma distância gigantesca. Às vezes, tudo o que bastava era um dia para que corações percam a sincronia – e uma vez que seus ritmos desalinhavam, era difícil fazê-los baterem ao mesmo tempo. Talvez o segredo estivesse em não se importar tanto com o que não poderíamos controlar. Talvez ficar sem sincronia fazia parte do processo. Talvez aceitar que nada será como foi antes. Sabia que colocava um peso insustentável no outro e precisava buscar sua própria felicidade. Sabia que, às vezes, a distância era o melhor para os dois, ainda que fosse difícil para o coração aceitar. Havia uma tentação de devolver a pessoa até que ela volte como costumava ser, mas não poderíamos controlar pessoas. Não, tudo o que poderíamos fazer era aceitar. Aceitar que muitas vezes precisamos aceitar as coisas como elas são e de que não há nada a fazer, ninguém virá nos salvar de n...
Há algo na lua cheia que mexe com a gente. Tudo começa assim em O Círculo. A personagem principal tem um sonho com os amigos no qual eles estão morrendo. Receosa, ela sente vontade de se abrir, mas nem sempre estamos preparados para o que vamos escutar.
Jess poderia ser uma garota comum, talvez ela seja. Pelo menos é como ela se sente, até o instante em que as coisas começam a mudar não só para ela, mas também para os amigos, Manu, Babi e Léo.
Amizades podem ser mais espinhosas do que imaginamos. Os relacionamentos em geral são construídos com base em muitas expectativas. É interessante notar o choque dos leitores em relação aos amigos de Jess. Aquele que é diferente incomoda. Em um primeiro instante, os amigos reagem com descrença – Jess deveria manter os sonhos só para ela e não sair contando para os outros, se não quisesse parecer louca. À medida que eles vão se descobrindo, as emoções vão se moldando. O que antes era estrangeiro começa a se tornar familiar.
Há quem acredite que na vida nada acontece por acaso. O que une os quatro amigos? O que significa aquele sonho? Dizem que os caminhos da magia e do amor são misteriosos. Revelações são feitas. Ter nascido em uma cidade cujo nome foi uma homenagem ao bruxo talvez não seja só uma coincidência e talvez não tenha sido uma ideia tão boa assim.
Segredos podem aproximar ou afastar pessoas. De repente, o que parecia normal ganha outros contornos. Seria possível que o sonho fosse uma mensagem? De que forma as personalidades dos jovens estão relacionadas às afinidades com a magia? A morte pode ter muitos significados. Muitas vezes, pode significar o renascimento.
Ao se aventurar pelos caminhos da bruxaria, Jess e os amigos precisam lidar com os seus próprios dramas da adolescência e enfrentar os medos que estavam adormecidos. Mergulhamos na escuridão para encontrar a luz que ainda brilha em nós.
Há algo na lua e suas diferentes fases, em círculos e essa conexão entre o início e o final, que nos mantêm esperançosos. Estamos mais conectados com as energias dos outros do que imaginávamos. Uma vez que removemos alguns véus, abrimos espaço para novas perspectivas e mundos que eram invisíveis. Jess está prestes a descobrir que os pesadelos podem se tornar reais e que bruxas não estão só em nossa imaginação.
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*Ben Oliveira é escritor, blogueiro e jornalista por formação. É autor do livro de terror Escrita Maldita, publicado na Amazon e do livro de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano: O Círculo (Vol.1), disponível no Wattpad.