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Destaques

Causa Autista, História e Divergências Políticas no mundo inteiro

Para quem acha que o que acontece no Brasil é inédito, basta conhecer a história do autismo. As divergências políticas são parte da história do autismo. Cada conquista aconteceu por causa das lutas dos movimentos sociais organizados.


Leia: A História do Autismo: 10 Motivos para ler o livro Outra Sintonia

O Brasil não inventou o fogo. As pessoas poderiam fazer escolhas melhores se estudassem mais. Serve para quem quer falar de política, mas não conhece as questões biológicas também.

Sobre o mundo das organizações brasileiras, já falei algumas vezes: nenhuma me contempla. Nenhum dos lados acerta sempre nem vai acertar, pois cada lado tem seu viés e puxa mais para o que acredita.

O que é melhor para um autista, pode não ser para o outro, seja por questões sociais ou neurobiológicas: o assunto SEMPRE será complexo, pois o autismo é complexo, não é simples como as pessoas fazem parecer.

Quem paga o preço? Quem é invisibilizado. Quem já tem diagnóstico, dificilmente se importa com os que não…

Escuridão

Os livros salvaram sua vida, então, você quis retribuir. Eu deveria saber desde o início o que nos aguardava. Mãos que sangram suas sombras estão fadadas a se afastar da luz.


Eu queria acreditar no seu melhor, mesmo você repetindo tantas vezes: “Você não pode me salvar. Ninguém pode”. No fundo, eu sabia que nós dois não seríamos capazes de sair dessa lama.

Dentro de sua mente, você criou um sistema para reforçar suas crenças nos fantasmas do passado. O que é real ou imaginário? A história por si só é uma ficção. Quantas fábulas contamos para nós mesmos ao longo da vida? Aprendemos a encontrar conforto nas narrativas; fragmentos que nos dão energia para seguir em frente diante de tudo aquilo que nunca foi, é ou será.

As escolhas te levariam ao fracasso ou você morreria se não tentasse? Agora, tanto faz. Te observo com a lucidez escapando entre os dedos. A realidade pode ser tão esmagadora que tentamos nos reinventar. Você saboreia a própria loucura em uma xícara de café. Por um instante, é como se bebesse sangue; em desespero, busca a bebida que tapeia sua apatia.

A primeira crise de pânico você nunca esquece. Deitado no chão gelado, aquele sentimento duplo te invade: estou ficando louco e vou morrer. Qual das duas estradas te parece mais acertada? Entre lágrimas afogando o espírito e a garganta asfixiada, reza – ainda que não acredite em Deus –, para que o fim seja rápido.

Um filme passa na cabeça. O inferno é a repetição e o som da sirene é capaz de fazê-lo espremer os ouvidos. Preso na própria mente, sente-se paradoxalmente fora de si e ancorado em seu lago sombrio. Quem vai te salvar?

Você ri do próprio destino. Loucura seria ficar indiferente. Parte sua sempre soube que finais felizes não faziam parte do seu livro. Abre as mãos e é quando abandona a necessidade de controle que o espírito, o corpo e a mente se fundem de novo. Quando sua mente é um parque de diversões, a aventura está só começando.



*Ben Oliveira é escritor, blogueiro e jornalista por formação. É autor do livro de terror Escrita Maldita, publicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano: O Círculo (Vol.1) e O Livro (Vol. 2), disponíveis no Wattpad.

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