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Destaques

A terceira semana sem fumar cigarro

Como era difícil criar hábitos positivos. Havia acabado de passar da terceira semana sem fumar cigarro e ainda sentia certo desconforto. Seja para bem ou para mal, descobrira que mesmo após anos, algumas pessoas continuavam lutando contra a vontade de fumar, ou seja, era muito mais difícil do que parecia. Na tentativa de substituir comportamentos negativos por mais saudáveis, se via diante da necessidade de se desapegar um pouco da nostalgia e voltar a se focar mais no momento presente. Havia tomado mais do que o suficiente sua dose de nostalgia e agora estava preparado para continuar seguindo em frente. Era chocante o quanto o cigarro havia segurado comportamentos e ao abandoná-lo, comportamentos que antes estavam sob controle, agora pareciam soltos. Precisava de um detox das redes sociais, como quem sabia que fumar fazia mal. Precisava voltar a focar em si mesmo, deixando o passado de uma vez por todas para trás. Era no momento presente que ia celebrando as pequenas conquistas. Para ...

Asperger: Autismo não tem rosto

Compartilho informações sobre Asperger, porque acho importante ajudar a diminuir o preconceito, mas em relação aos diagnósticos, cada um tem que ir atrás de ajuda profissional e especializada se tem interesse. Existem pessoas que passam a vida inteira bem sem o diagnóstico, outras, que descobrem que podem melhorar de vida, evitando situações que podem fazer mal. Não sou médico nem psicólogo: e nem todos eles são especializados no autismo. Então, se for procurar um, saiba escolher bem.


O cérebro do Asperger funciona de forma diferente do Neurotípico (Não-autista). O diagnóstico formal é importante? É, mas existem autistas que passam a vida inteira sem diagnóstico e podem melhorar de vida quando percebem que passam mal diante de episódios de hipersensibilidade, como de barulhos, luz, toques e odores. Autoconhecimento ajuda a reduzir as crises.

Autismo não tem rosto, já o preconceito... Esse lance de 'mas nem parece autista' é bobeira e meio ofensivo também. Existe um espectro e variações nele. Nem todo Asperger é igual ao Sheldon, Adam ou qualquer outro personagem autista (outro dia faço uma lista de personagens autistas, atenção a dois nomes da lista e aos seus personagens Alice Edward Mãos de Tesoura) – existem vários personagens que têm traços de autismo, que as pessoas simpatizam, mas não fazem ideia. Até porque o hiperfoco pode ser completamente diferente. Me parece que para alguns, é mais fácil gostar dos personagens ficcionais do que das pessoas autistas do mundo real. Paciência.

Existem muitos artistas, escritores e pessoas da área cultural que são autistas e ninguém imagina: 1) Porque nunca foram diagnosticadas oficialmente; 2) Porque não querem contar aos outros; 3) Porque o preconceito é real e diário. A análise não é feita somente com experiências e comportamentos do presente, mas da infância também e, como já foi dito aqui, os sintomas podem melhorar ou agravar, além dos comportamentos se transformarem conforme eles aprendem com base da observação e repetição.

Existem pessoas que descobrem que são Aspergers aos 60 anos de idade, outros aos 28 anos (como eu e vários escritores), muitos na infância e existem pessoas que nunca vão descobrir que são. Existem autistas em diferentes áreas profissionais. É extremamente preconceituoso achar que alguém por ser autista não conseguirá ser bem-sucedido.

Algumas personalidades autistas:


Albert Einstein

Isaac Newton

Thomas Jefferson

Michelangelo di Ludovico Buonarroti

Charles Darwin

Wolfgang Amadeus Mozart

Lewis Carroll 

Temple Grandin

Susan Boyle

Jerry Seinfeld

Anthony Hopkins

Daryl Hannah

Tim Burton (Não é diagnosticado formalmente)

*Ben Oliveira é escritor, blogueiro e jornalista por formação. É autor do livro de terror Escrita Maldita, publicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano: O Círculo (Vol.1) e O Livro (Vol. 2), disponíveis no Wattpad e na loja Kindle.

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