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A História do Autismo: 10 Motivos para ler o livro Outra Sintonia

Dizem que quem não conhece o próprio passado está fadado a repeti-lo. No mundo do autismo isso fica muito claro, especialmente quando questões que já foram discutidas em outros países chegam atrasadas ao Brasil. Para quem quer entender um pouco sobre todas transformações sociais do mundo do autismo, recomendo o livro Outra Sintonia: A História do Autismo, dos jornalistas John Donvan e Caren Zucker, publicado no Brasil pela Editora Companhia das Letras, em 2017, com tradução de Luiz A. de Araújo.



Compre o livro Outra Sintonia: A História do Autismo: https://amzn.to/2lMNRTJ

Desde sua origem, o autismo passou por uma série de problemas, desde suas definições e percepções dos profissionais envolvidos com a pesquisa e a atuação clínica, passando pelas descobertas e tratamentos, pelas questões políticas e diferentes perspectivas e mais recentemente, pelas polarizações.

A história do autismo é toda construída em cima de luta, de desejos e de crenças, que afetaram positivamente e negativamente…

Sobre nuvens, perspectivas e criação

“Boas ideias vêm de acidentes felizes”. Com essa premissa, o curta de animação A Cloudy Lesson narra a história de um avô tentando ensinar o seu ofício de criação de nuvens para o seu neto. A história com um gostinho de nostalgia me fez refletir sobre a importância da técnica, de respirar bem e também de saber transformar imprevistos em oportunidades.


Assista ao curta de animação A Cloudy Lesson:




Quando era criança, me lembro das longas viagens de carro e de como além da música, as nuvens eram uma distração para mim. Era como se através dos seus formatos, elas contassem uma história. Mas o mais interessante é notar que nossa percepção se transforma a todo instante e as formas das nuvens também ganhavam outros contornos e significados.

Com sensibilidade e delicadeza, o curta mostra a paciência do avô ao instruir o neto e como o homem permanece observador e se maravilha com a descoberta do neto. Creio que, muitas vezes, dessa forma é preciso se posicionar diante do estado criativo, se deixar levar pelo fluxo e se permitir apreciar a arte final.

A liberdade criativa ajuda a balancear o excesso de autocrítica. O curta também me faz refletir sobre a importância da leveza, da respiração consciente e da intenção. O processo de criação pode ser mágico ou pode ser um pesadelo dependendo de como nos relacionamos com ele.

Embora a figura do mestre esteja presente na animação, é preciso levar em conta que o processo criativo pode ser bem solitário e para garantir sua existência contínua, se no processo de revisão e edição podemos ser mais críticos, quando estamos fervilhando de ideias, não podemos esquecer de sermos nossos próprios mentores e não cairmos na tentação de desistir no meio do caminho. Como diz a expressão, “feito é melhor do que um nada perfeito”.

Sobre a animação – Produzido no Ringling College of Art + Design, o curta foi dirigido e animado por Yezo Xue e design de som por Tom Lecher / Echo Boys.

Sobre a Ringling College of Art and Desing – Desde 1931, criativos de todos os cantos do mundo visitam a Faculdade de Artes e Design de Ringling para aprofundar, transformar e explorar suas paixões. Mais de 1.400 alunos são motivados pela necessidade de criar - e fornecemos as ferramentas para transformar a paixão em profissão: um corpo docente premiado, tecnologia de ponta e uma comunidade criativa e de apoio. Mais informações: https://www.ringling.edu/

*Ben Oliveira é escritor, blogueiro e jornalista por formação. É autor do livro de terror Escrita Maldita, publicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano: O Círculo (Vol.1) e O Livro (Vol. 2), disponíveis no Wattpad e na loja Kindle.

Comentários

  1. Oi, Ben!
    Eu achei o seu texto excelente, e o curta é também bom demais. Faz refletir sobre vários aspectos da vida e de como a gente pode se adequar às dificuldades, sem perder a doçura e a criatividade. A importância de continuar sonhando com o inusitado e mesmo assim poder escutar os mais velhos, quando tantas pessoas não dão valor a conselhos, mas se fosse diferente, poderíamos, jovens e mais velhos fazer uma parceria incrível em favor de uma mundo mais colorido e mais justo para todas as idades e todas as ideias. Foi muito bom vir aqui! Grande abraço!
    Drica.

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    Respostas
    1. Oi, Drica!
      Muito obrigado pelo comentário, por assistir ao curta e tirar um tempo para ler o texto. Gostei muito das suas considerações. Espero que mais pessoas também possam refletir.
      Abraços

      Excluir

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