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Destaques

Autismo: O dever de combater o charlatanismo como autista, escritor e jornalista

Admiro artistas que se posicionam. Admiro pessoas que não ficam em silêncio quando vêem coisas erradas acontecendo. Neste mês, aproveitando o embalo da conscientização, estou fazendo campanha contra o charlatanismo e tratamentos falsos de autismo (Mais de 8).


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Mesmo sem muito apoio, sigo em frente. E ao mesmo tempo, colegas estão fazendo campanha para acabar com o MMS no Brasil – um produto corrosivo e proibido que muitos pais de autistas usam neles achando que vão curá-los e pode matar.

Eu poderia ficar omisso, afinal, sou Asperger com Altas Habilidades, tive diagnóstico só aos 29 anos e sei como me camuflar – do espectro autista inteiro, faço parte daqueles que estão mais próximos do que é ser um neurotípico (não-autista) aos olhos de quem não entende do assunto e dizem frases como 'não parece autista', mas me nego a ficar calado vendo ta…

A Saideira: Jornalista narra luta contra a dependência do álcool

A dependência do álcool é considerada uma doença crônica pela Organização Mundial de Saúde e ainda é um desafio complexo no Brasil e em diversos países. No livro autobiográfico A Saideira, a jornalista Barbara Gancia compartilha sua própria experiência e de que forma o transtorno influenciou e afetou sua vida. A obra foi publicada pela Editora Planeta do Brasil, em 2018.


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Quando é que o consumo do álcool se transforma em dependência? Como é estar na pele de alguém que bebe e, muitas vezes, acaba se esquecendo do que fez? Barbara Gancia narra como as bebidas alcoólicas entraram em sua vida e diversas situações nas quais o hábito, que se transformou em vício, a colocou em situações das quais se arrepende, seja na vida pessoal ou profissional.

“A minha realidade, que aprendi aos tropeços e ao custo de mil hematomas, é que, quando o abuso de substância passa a ser qualificado como dependência, não há mais como escapar. Tive problemas recorrentes do consumo em todas as áreas da minha vida. E sei que os abacaxis, no meu caso, nunca desapareceram por inércia” – Barbara Gancia, A Saideira

As histórias de Barbara nos lembram que a dependência do álcool está presente em diferentes classes sociais e nem sempre o assunto é tratado da forma que deveria, seja em famílias, na área da saúde ou ações de conscientização.

Embora a realidade da jornalista seja bem diferente de grande parte dos brasileiros – Barbara veio de uma família privilegiada e teve a oportunidade de viajar para vários países, conheceu várias pessoas famosas e teve mais contato com o universo da educação e meios de comunicação –, ela afirma como entrar em contato com outras pessoas com dependência, em grupos como Narcóticos Anônimos, e com familiares de dependentes em palestras, a fez perceber a pluralidade de realidades.

“Nos sete dias iniciais da minha primeira internação, fiz uma descoberta: eu não conseguia mais dormir sem ser embalada pelo álcool, tinha me acostumado a apagar na base do colapso. Nessas condições, quem teria espírito para realizar mudanças tão eloquentes de uma só vez?” – Barbara Gancia, A Saideira 

Entre desmaios, sincericídios, ações impulsivas e um acidente de carro que fez Barbara decidir procurar ajuda, A Saideira revela histórias que mostram a lucidez da autoaceitação e de quem sabe que quando se trata de dependência, é preciso se manter vigilante.

Barbara critica a cultura brasileira das aparências. Para ajudar outras pessoas, além do livro, ela também já ministrou várias palestras sobre sua luta contra a dependência do álcool e comenta que ainda há muita resistência por parte das empresas e das pessoas públicas em se envolver com causas.

“Por hipocrisia, desconhecimento ou pura negligência incentivada pela cultura da aparência, nosso país não parece enxergar o potencial da ajuda mútua. Poucos são os casos de empresas ou indivíduos de destaque que se situam com firmeza e responsabilidade diante de causas espinhosas, por mais urgente que seja falar delas” – Barbara Gancia, A Saideira 

É preciso coragem para escrever um livro sobre si mesmo, especialmente quando há passagens que nem sempre são agradáveis de relembrar. Barbara Gancia joga luz sobre a jornada de quem encontrou alívio após anos de sobriedade, mas que sabe que lidar com os instintos compulsivos é um desafio diário.

Sobre a autora – A jornalista Barbara Gancia nasceu em São Paulo, em 10 de outubro de 1957. Foi colunista da Folha de São Paulo por 32 anos (de 1984 até 2016). Trabalhou também nas editoras Três e Abril e no Caderno 2 do jornal O Estado de São Paulo. Na televisão aberta, participou como ombudsman do programa de Otávio Mesquita e, de 2002 até 2011, apresentou no canal Bandsports o programa Dois na Bola ao lado do mitológico narrador Silvio Luiz. Foi ainda colunista na rádio Bandnews FM, de 2008 até 2015. Desde 2013 integra o elenco do canal GNT, no qual participou como apresentadora do programa Saia Justa, de 2013 até 2016.

*Ben Oliveira é escritor, blogueiro e jornalista por formação. É autor do livro de terror Escrita Maldita, publicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano: O Círculo (Vol.1) e O Livro (Vol. 2), disponíveis no Wattpad e na loja Kindle.

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