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Destaques

Happy Old Year: Filme explora a linha tênue entre o desapego e a nostalgia

O filme tailandês Happy Old Year , de 2019, nos faz pensar sobre as relações que construímos com as coisas que guardamos ao longo da vida. Com direção e roteiro de Nawapol Thamrongrattanarit, a obra está disponível na Netflix. Chutimon Chuengcharoensukying interpreta Jean, uma mulher que deseja fazer um escritório em sua casa, mas se dá conta de que há uma pilha de objetos inutilizados pela casa. Interessada e inspirada pelo minimalismo, se dependesse só dela, ela colocaria tudo em sacos de lixo e jogaria fora, o que ela descreve como buracos negros, porém, à medida que ela coloca o seu plano em ação, Jean percebe que não será tão fácil como imaginava. Com a resistência da família a mudar, Jean encara de frente sua missão, doa em quem doer. O que deveria ser fácil e prático para ela, cuja necessidade é vista até mesmo como egoísmo, acaba se desdobrando em várias situações, fases e etapas conforme ela mergulha nas histórias, memórias e emoções que estão vinculadas aos objetos, especialm

Asperger: A diferença não tão invisível e o diagnóstico formal

Foto com a maravilhosa e super capacitada Dra. Raquel Del Monde (Núcleo Conexão, Jaguariúna/SP).


Mais ou menos um ano e meio desde que descobri que sou Asperger, finalmente agora estou com o maldito papel. A Diferença Invisível é tão realista que passei por muitas das situações que a personagem da graphic novel passa. Nesta jornada de autodescoberta e atrás de um diagnóstico formal, fui atacado por várias pessoas que mal sabem o básico do assunto na internet (incluindo aí muitos profissionais da área da saúde precisando de reciclagem sobre autismo e Aspergers) – mania de brasileiro de falar sobre assuntos que desconhece, de destilar preconceitos e de cuidar da vida dos outros.

Uma das frases mais ouvidas por Aspergers/autistas é: “Não parece autista”. Fui atrás dos meus direitos (para quem não sabe diagnóstico é direito, não é favor) e também para encerrar esse capítulo: de ter que ficar me justificando para pessoas que nem me conhecem e adoram cuidar da minha vida. Aos que tentaram me silenciar, sinto muito, não deu certo!

Um trecho da fala da Julie Dachez, autora de A Diferença Invisível: “Não há nada a curar em vocês, nada a mudar. Seu papel não é se encaixar em um molde, mas sim ajudar os outros – todos os outros – a sair dos moldes em que estão presos. Você não está aqui para seguir um caminho predefinido, mas, ao contrário, para seguir o seu próprio caminho e convidar aqueles ao seu redor a pensar fora da caixa”.

Compre o livro A Diferença Invisível: https://amzn.to/2TXLvAZ

*Ben Oliveira é escritor, blogueiro e jornalista por formação. É autor do livro de terror Escrita Maldita, publicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano: O Círculo (Vol.1) e O Livro (Vol. 2), disponíveis no Wattpad e na loja Kindle.

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