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Destaques

Limites

Estava aprendendo a cada dia mais a importância dos limites. Era ao usar as redes sociais quando via limites sendo ultrapassados o tempo todo e muitos comentários desrespeitosos, que levavam à importância de bloquear. Bloquear alguém no início poderia ser desconfortável, mas depois era libertador. Por que damos tanta importância para as opiniões dos outros? Por que abrimos a porta para que entrem e bagunçam nossas mentes? Não sabia porquê, mas havia um intervalo de tempo em que as coisas começavam a fazer sentido. “Eu não preciso passar por isso... Opiniões de estranhos não deveriam importar tanto assim”. Então, ia percebendo um padrão nesses comentários, mas preferia bloquear silenciosamente. A verdade era que nós ensinavámos aos outros como poderiam nos tratar. Escrevia como um lembrete e uma forma de autovalidação, de se confortar de que estava fazendo o certo. Escrevia para lembrar aos outros que seus limites também importavam. Escrevia.  *Ben Oliveira é escritor, formado em jo...

Asperger: A diferença não tão invisível e o diagnóstico formal

Foto com a maravilhosa e super capacitada Dra. Raquel Del Monde (Núcleo Conexão, Jaguariúna/SP).


Mais ou menos um ano e meio desde que descobri que sou Asperger, finalmente agora estou com o maldito papel. A Diferença Invisível é tão realista que passei por muitas das situações que a personagem da graphic novel passa. Nesta jornada de autodescoberta e atrás de um diagnóstico formal, fui atacado por várias pessoas que mal sabem o básico do assunto na internet (incluindo aí muitos profissionais da área da saúde precisando de reciclagem sobre autismo e Aspergers) – mania de brasileiro de falar sobre assuntos que desconhece, de destilar preconceitos e de cuidar da vida dos outros.

Uma das frases mais ouvidas por Aspergers/autistas é: “Não parece autista”. Fui atrás dos meus direitos (para quem não sabe diagnóstico é direito, não é favor) e também para encerrar esse capítulo: de ter que ficar me justificando para pessoas que nem me conhecem e adoram cuidar da minha vida. Aos que tentaram me silenciar, sinto muito, não deu certo!

Um trecho da fala da Julie Dachez, autora de A Diferença Invisível: “Não há nada a curar em vocês, nada a mudar. Seu papel não é se encaixar em um molde, mas sim ajudar os outros – todos os outros – a sair dos moldes em que estão presos. Você não está aqui para seguir um caminho predefinido, mas, ao contrário, para seguir o seu próprio caminho e convidar aqueles ao seu redor a pensar fora da caixa”.

Compre o livro A Diferença Invisível: https://amzn.to/2TXLvAZ

*Ben Oliveira é escritor, blogueiro e jornalista por formação. É autor do livro de terror Escrita Maldita, publicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano: O Círculo (Vol.1) e O Livro (Vol. 2), disponíveis no Wattpad e na loja Kindle.

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