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Destaques

Sem talvez

Não havia talvez quando se tratava de pôr a própria saúde mental em primeiro lugar, especialmente quando o outro a estava negligenciando. Não havia talvez para continuar sustentando um relacionamento que não ia para frente, no qual o outro se negava a se responsabilizar e se colocava constantemente no papel de vítima. Não havia talvez quando você havia se transformado em uma espécie de terapeuta que tinha que ficar ouvindo reclamações e problemas constantes, se sentindo completamente drenado após cada interação. Já não havia espaço para o talvez. Talvez as coisas seriam diferentes se o outro tivesse o mesmo cuidado com a saúde mental que você tem. Talvez a fase ruim iria passar um dia. Talvez a pessoa ia parar de se pôr como vítima e começar a se responsabilizar. Eram muitos talvez que não tinha mais paciência para esperar. Então, não, já havia aguentado mais do que o suficiente. Não era responsável por lidar com os problemas do outro. Não era responsável por tentar levar leveza diante...

Espectro Autista: Conselhos para quem está conhecendo alguém com Síndrome de Asperger

Nesta semana, pediram no Quora conselho para alguém que está começando um relacionamento com alguém que tenha Síndrome de Asperger/Espectro Autista. É importante ter em mente que não existem receitas de bolo para nenhum tipo de relacionamento, especialmente quando se tratam de pessoas no espectro autista, com características que podem ser bem diferentes.

No entanto, ter uma mente aberta e um olhar sem preconceitos, procurando conhecer mais a pessoa, pode fazer diferença. Dependendo do material que for ler, algumas informações podem gerar mais preocupações, dúvidas e questões negativas do que se você se deixar conhecer a pessoa naturalmente. Afinal, dentro ou fora do espectro autista, todos temos nossas particularidades, coisas que gostamos em nós, coisas que não gostamos, o que podemos ou não mudar.


Espectro autista: Conselhos para quem está conhecendo alguém com Síndrome de Asperger: 


– Procure conhecer de que forma a condição influencia a vida da pessoa. Algumas situações podem ser mal interpretadas por quem não entende do assunto: alguns estímulos sensoriais podem ser aversivos e provocar mal-estar, como os barulhos para quem tem hipersensibilidade auditiva;

– Toda pessoa tem um nível de energia que pode não ser necessariamente o mesmo diariamente. Há dias em que a pessoa vai estar bem e cheia de energia; há dias em que ela vai se sentir esgotada;

– Procure entender as questões das interações sociais. Por mais que a pessoa nem sempre saiba como reagir em determinadas situações, isso não significa necessariamente que ela não quer estar presente;

– Leia sobre o assunto, mas procure ler materiais produzidos por pessoas no espectro autista. As visões de profissionais e de pessoas no espectro autista podem ser bem diferentes. A visão clínica pode ser bem negativa e gerar mais estigma/preconceito;

– Na dúvida, sempre pergunte para a pessoa. Não presuma que ela seja de tal forma, só por causa dos critérios de diagnóstico. Existe uma variação dentro do espectro autista, independente do grau;

– Recomendo o filme Adam, porém, lembrando que todo Asperger é diferente: Síndrome de Asperger: Adam, adulto com autismo e os relacionamentos.

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E você, tem algum conselho? Deixei aqui embaixo nos comentários! 

*Ben Oliveira é escritor, blogueiro, jornalista por formação e Asperger. É autor do livro de terror Escrita Maldita, publicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano: O Círculo (Vol.1) O Livro (Vol. 2), disponíveis no Wattpad e na loja Kindle.

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