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Resenha: Jurassic Park – Michael Crichton

Jurassic Park (O Parque dos Dinossauros) foi uma leitura nostálgica para mim. À medida que me aventurava pelas páginas do romance, foi como se eu desenrolasse várias memórias relacionadas ao universo ficcional dos dinossauros, popularizado pela adaptação cinematográfica dirigida por Steven Spielberg, em 1993. O livro de ficção científica escrito por Michael Crichton foi republicado em 2015, pela Editora Aleph, com tradução de Marcia Men.


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Mais do que entretenimento para os amantes de dinossauros, Jurassic Park é um conto caucionário sobre ciência, genética, ética e ambição humana. Hammond é um homem rico que idealiza um parque de diversão com dinossauros reais, sem se dar conta dos potenciais perigos de dar vida às criaturas.

Antes da abertura do parque, uma equipe de profissionais é convidada a visitar a Ilha Nublar, na Costa Rica, entre eles um matemático que alerta sobre as chances do projeto se tornar caótico e…

Síndrome de Asperger: Adam, adulto com autismo e os relacionamentos

Quando você pensa em autismo, talvez a primeira imagem que vem à sua cabeça seja de uma criança. O que muitas pessoas não sabem é que o autismo não é exclusivo da infância – isso inclui várias pessoas que não estudam o assunto, especialmente profissionais que deveriam entender (estou acenando para vocês e lembrando que esses conhecimentos não deveriam ser raros ou só de especialização). Acredito na importância dos livros, filmes e séries para ajudar na conscientização sobre o autismo e quando se tratam sobre Aspergers adultos, poucos filmes conseguem ser tão completos como Adam (2009).


Escrito e dirigido por Max Mayer, o filme foi ganhador de dois prêmios de cinema e teve duas nomeações. Entre os atores principais estão Hugh Dancy (Adam Raki), Rose Byrne (Beth Buchwald), Peter Gallagher (Marty Buchwald), Amy Irving (Rebecca Buchwald) e Frankie Faison (Harlan).

O filme se foca em um personagem com Síndrome de Asperger, uma forma leve de autismo (Transtorno do Espectro Autista). Só para não perder o costume, vou deixar as informações de sempre: Síndrome de Asperger/Autismo é uma condição neurológica diversa, não é uma doença. Vale lembrar que nenhum personagem da ficção e nenhuma pessoa serão capazes de representar todo o espectro autista, pois o mesmo é bem amplo. Mesmo entre Aspergers, duas pessoas podem ser completamente diferentes.

Tendo esclarecido essas informações, é preciso ter em mente que qualquer conteúdo sobre autismo está sujeito a ser questionado. Como o espectro é amplo, independente do grau de funcionamento (termo bem desagradável), autistas podem e são distintos, afinal, somos seres humanos e todos nós temos diferentes habilidades, facilidades, dificuldades e limitações.

Pensando em como os filmes podem ajudar a espalhar informações de uma forma envolvente, principalmente porque muitas pessoas têm preguiça de ler sobre o assunto, o filme Adam trata sobre várias questões relacionadas ao universo dos aspies adultos, como a adaptação, trabalho, amizades, relacionamento amoroso e a psicofobia.

Para não precisar adicionar o termo 'alguns' várias vezes ao longo do texto, sempre que eu falar de autismo, basta ter essa consciência ao ler o texto: nenhum autista é igual ao outro (mesmo Aspergers podem ter interesses, comportamentos, rotinas, facilidades e dificuldades completamente diferentes).

Assista ao trailer de Adam:



*Não encontrei o trailer legendado ou dublado. Para quem ficou curioso para assistir, como o filme é de 2009, nem sempre é fácil encontrar o DVD de Adam ou o filme em serviços de streaming de vídeo, como Netflix. Ao longo do texto, adicionei alguns vídeos em inglês (infelizmente, sem legenda, mas que ajudam a ilustrar as situações).

AVISO: Esse texto podem conter revelações sobre o filme. A intenção do texto é comentar de que forma o filme pode servir como entretenimento e informação sobre a Síndrome de Asperger. Em outras palavras, se você ainda não viu e não gosta de SPOILERS, não leia o texto. Se você não se importa com spoilers e quer aprender mais sobre o universo do autismo, siga em frente.

6 Coisas sobre o universo Asperger descritas no filme Adam:


1) Psicofobia


Você sabe o que é psicofobia? Psicofobia é o preconceito contra pessoas que têm transtornos e/ou deficiências mentais. Como nem sempre a pessoa com Síndrome de Asperger tem comportamentos visíveis, isso leva a várias situações: nem todo autista revela que tem a condição por medo de ser julgado pelos outros e/ou por não achar relevante. Aqui já deixo o lembrete de que ter Asperger não é só um rótulo, o cérebro funciona de forma diferente e o autista está sujeito a ser mal-interpretado.

Tem uma cena em que Adam está observando crianças brincando e um policial o intimida e ele fica sem reações, pois não consegue entender o que fez de errado e isso quase provoca uma crise de ansiedade no meio da rua. Alguns aspies podem gostar de observar pessoas, especialmente para entender o comportamento humano, já que muitas das interações sociais não fazem sentido ou não são naturais para nós. Como escritor e formado em jornalismo, por exemplo, sempre achei que essa atitude tivesse relação com minha área de formação/profissional, porém é mais comum do que as pessoas imaginam.

Sabendo ou não da própria condição, autistas podem ter problemas com relacionamentos sociais, o que pode levar direta ou indiretamente a sensação de isolamento, exclusão e desencaixe, elementos que podem estar relacionados à depressão, ansiedade, fobia social, paranoia, entre outras condições. A psicofobia também está ligada à dificuldade de autoaceitação, resistência de procurar apoio e/ou entender melhor sobre autismo e neurodiversidade

Embora Adam seja bem consciente de sua condição, dá para perceber que Rose quer entendê-lo e ao mesmo tempo, tem dificuldade de mergulhar em seu mundo. O preconceito explícito contra autistas por parte dos pais dela, também afeta o relacionamento entre os dois. Para lidar melhor com o Adam, Rose passa a ler livros sobre o assunto.

2) Autonomia


Por ser uma condição invisível para muitas pessoas que não entendem do assunto, algumas pessoas com Síndrome de Asperger podem ter dificuldades com coisas que parecem simples para neurotípicos (não-autistas). Adam perdeu a mãe quando era criança e desde o início do filme, mostra a dificuldade dele de adaptação. As primeiras cenas do filme revelam que o pai dele morreu recentemente e que ele precisa se reorganizar. Esse início é algo que pode levar a muita reflexão, especialmente porque muitas pessoas com Síndrome de Asperger ou lidam com a superproteção, ou não são compreendidas pelos próprios familiares e não têm o apoio necessário. 

Aspergers podem gostar de rotinas e padrões e algumas alterações podem causar crises e/ou mal-estar, especialmente se for levar em conta as hipersensibilidades (Transtorno do Processamento Sensorial – que pode variar completamente entre autistas: luz, barulho, odor, textura, toque). Por isso, é importante o autoconhecimento para o autista (entender as coisas que podem fazê-lo mal e desencadear crises – bato na tecla, mesmo sem o diagnóstico formal, especialmente se você tiver hipersensibilidade saber essas informações são importantes, levando em conta a dificuldade de formação de profissionais que entendam do Transtorno do Espectro Autista no Brasil) e a empatia e entendimento do não-autista (perceber que só porque algo não te incomoda, não quer dizer que não possa machucar ou fazer mal a um autista).

Alguns autistas estão mais suscetíveis ao burnout (seja porque seus cérebros pulam de uma atividade para outra sem pausas ou pela constante necessidade de reajuste, adaptação e interpretação), muitas vezes, essas crises podem ser confundidas com ansiedade e depressão – basicamente, o autista funciona com um sistema de compensação, por isso alguns comportamentos podem parecer estranhos para neurotípicos (não-autistas), mas são normais para autistas.

3) Trabalho


Na parte do trabalho, Adam não parece ter muitas dificuldade. Sua mesa fica em um canto isolado do barulho, porém dá para perceber como ele é bem solitário. No entanto, às vezes, ele confunde as instruções que recebe do chefe. Isso nos leva a discussão sobre como a inclusão de autistas no mercado de trabalho ainda é falha. Mesmo estando há anos na empresa, o chefe dele não sabia que o pai de Adam havia morrido e o demite sem aviso prévio.

*O mercado de trabalho está longe de ser adaptado para autistas. Poucas empresas têm inclusão, entre elas, aquelas do Vale do Silício que dão preferência para aspies por conta do hiperfoco em tecnologia e facilidade com números e sistemas de informações. 

Depois de perder o emprego, Adam precisa conseguir um novo e Rose o ajuda com o treinamento para entrevistas. Como existem muitas coisas que podem confundir Aspergers ou que provocam ansiedade, esse treinamento e saber o que esperar de determinadas situações podem fazer muita diferença.

Em um cenário ideal, autistas trabalhariam em algo relacionado ao seu interesse restrito (hiperfoco). No entanto, nem sempre isso é possível, principalmente no Brasil. Então, muitas vezes, isso também pode levar ao adoecimento psíquico. É por isso que a pessoa com Síndrome de Asperger pode precisar de apoio, mas infelizmente, existem poucos psicólogos e médicos no Brasil que entendem do assunto e podem confundir seus comportamentos. Vale lembrar que a taxa de suicídio pode ser mais alta entre Aspergers do que em autistas de outros graus no espectro, justamente porque suas dificuldades não são sempre visíveis e eles não contam com o mesmo apoio; sem levar em conta as pessoas que têm Síndrome de Asperger e vão passar a vida inteira sem diagnóstico (eu mesmo só descobri aos 28 anos e foi um alívio entender melhor meus comportamentos).

Na cena do filme abaixo, é possível perceber como ele repete até mesmo a linguagem corporal da Rose. Coisas simples, como olhar nos olhos, muitas vezes, podem causar incômodos em autistas. Nem todo autista tem dificuldade com contato visual, mas alguns podem se focar na boca e/ou no som das palavras e em uma entrevista de emprego, se a vaga não for inclusiva, isso pode provocar um desentendimento.


4) Relacionamento amoroso


É um mito dizer que pessoas com Síndrome de Asperger não mentem e que todos são ingênuos (essa visão é mais uma opinião do que um fato), mas é verdade que elas podem ter dificuldade com mentira e como elas costumam ser hipersinceras, a tolerância às mentiras pode ser bem baixa. Tem uma cena do filme que isso fica bem claro quando Adam descobre que a Rose tinha mentido para ele e isso desencadeia um meltdown nele. Mesmo mentiras sociais podem ser bem desconfortáveis, especialmente porque o autista pode se sentir numa posição em que ele oferece algo que a pessoa é incapaz de oferecer a ele: sinceridade. A hipersinceridade também acaba provocando conflitos entre os dois (algo bem comum de acontecer em diferentes relacionamentos, pois nem sempre sabemos se a pessoa quer a sinceridade completa ou se quer a sinceridade social: alerta de spoiler, quase ninguém quer a sinceridade completa e mesmo sendo difícil, aspies que não conseguem soltar mentiras sociais podem ter dificuldade em amizades, amor e trabalho).



A ingenuidade, muitas vezes, vem da dificuldade de reconhecer expressões faciais, detectar ironia, dificuldade de entender piadas e das limitações da Teoria da Mente – lembrando que isso não é uma regra fixa, Aspergers podem aprender a reconhecer padrões e compensar algumas limitações usando a inteligência e mesmo dentro do espectro (não é algo linear), alguns autistas podem ser mais comunicativos do que outros.

No filme, a dificuldade de envolvimento entre Adam e Rose é perceptível desde o primeiro momento. Ele não consegue identificar se ela também está interessada nele. Situações que podem ser comuns para não-autistas, inicialmente, podem ser confusas para alguns autistas, mas é possível aprender com as experiências. Ainda sobre o relacionamento, mesmo se esforçando, Rose é incapaz de captar os sinais de que Adam realmente gosta dela por causa das diferenças de percepção, expressão de emoções, expectativas e comportamentos de autistas e não-autistas.


5) Amizade


Amizades podem ser bem complicadas. Muitas vezes, aspies têm dificuldade de detectar quem é amigo, quem é só colega e até mesmo quem não gosta dele. Segundo Tony Attwood, o autor do guia sobre Síndrome de Asperger, aproximadamente 90% das crianças e adolescentes aspies sofrem bullying. Esse número não está relacionado somente ao diagnóstico, pessoas que têm Síndrome de Aspergers podem ser vistas de forma diferente pelos outros e, muitas vezes, não percebem. As experiências ruins da infância podem influenciar como as pessoas autistas enxergam o mundo: muitas vezes, com desconfiança.



Outro ponto interessante a se discutir sobre a amizade é o hiperfoco. Adam adora falar sobre astronomia e pesquisar sobre o assunto. Isso faz com que ele tenha dificuldades de ser ouvido pelas pessoas, já que elas podem não entender o assunto ou se entediarem com facilidade. É claro, existem as pessoas que adoram ver aspies falando sobre o que gostam, pois ficamos entusiasmados.



No filme fica bem claro que Adam tem pouquíssimos amigos. Ele gosta de conversar com Harlan, que era um amigo do pai dele e o ajuda a lidar com situações que podem fazê-lo mal. Harlan dá conselhos para Adam, mas não tem muita paciência quando ele começa a falar de astronomia – o mesmo acontece quando Adam é levado para festas que ele não queria ir, além de se sentir deslocado, ele tem dificuldades de saber quando está falando mais do que deveria sobre seu hiperfoco ou sendo hipersincero a ponto de quebrar convenções sociais que são esperadas, como elogiar bebês. Porém, a figura do amigo/mentor acaba fazendo muita diferença, especialmente quando Adam perde o emprego e precisa se virar com as contas.

6) Recomeços


Primeiros dias não são fáceis para qualquer pessoa, mas quando se tratam de pessoas com Síndrome de Asperger podem ser desafiadores. Mudanças de sala e professores, mudança de cidade, mudança de curso, primeiro dia no trabalho, primeiro encontro, primeiros eventos e situações, por exemplo, podem provocar desconforto e até mesmo crises dependendo do ambiente (se tiver algo que possa afetar as hipersensibilidades) e do nível de estresse envolvido. Subir a um palco com as luzes no meu rosto, por exemplo, quase me fez ter um episódio de dissociação e perder as palavras – mais uma vez, é um comportamento que muitas vezes é confundido somente com ansiedade ou fobia social.

Mesmo com as limitações, aspies podem aprender a se adaptar. Do início ao final do filme, Adam vai aprendendo mais sobre ele mesmo e percebendo que mesmo quando suas intenções são boas, ele pode ser mal-interpretado. Essa dificuldade de comunicação acontece diariamente e é por isso que muitos aspies, intencionalmente ou não, acabam se afastando dos outros ou só falam quando sabem que não serão julgados. Essa atenção é direcionada para os interesses restritos (hiperfocos) que podem variar completamente de autista para autista: arte, música, matemática, dinossauro, astronomia, livros, literatura, ciência, dança e por aí vai...

Tentei falar sobre o filme, mas sem revelar todas as reviravoltas da trama. O filme Adam traz uma história bem realista e mistura o romance, drama e algumas cenas cômicas. Como telespectadores, existem vários momentos que ficamos com vontade de intervir nas situações e fazer os personagens perceberem como com alguns ajustes, ficaria mais fácil de Adam e Rose se entenderem melhor, mas como alguém com Síndrome de Asperger, posso afirmar que essa dificuldade é maior do que simplesmente ter o conhecimento. Muitas vezes, magoamos e somos magoados pelos outros sem querer e no final, percebemos que independente do tipo de relacionamento: se o relacionamento amoroso/amizade/trabalho entre não-autistas podem ser bem complicados, entre autistas e neurotípicos dão mais trabalho ainda, o que não quer dizer que não valham a pena, afinal, também somos humanos.

Estou devendo vídeos novos para o meu canal do YouTube. Já se inscreveu lá? Apesar de abordar alguns conteúdos sobre autismo aqui no blog (não é o meu foco principal), se tiver alguma indicação de assunto que tenha alguma relação com a cultura, pode deixar comentário abaixo. Estou pensando em breve em fazer algumas listas com indicações de filmes, livros e/ou séries com personagens autistas, mas nada certo ainda. .

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*Ben Oliveira é escritor, blogueiro e jornalista por formação. É autor do livro de terror Escrita Maldita, publicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano: O Círculo (Vol.1) e O Livro (Vol. 2), disponíveis no Wattpad e na loja Kindle.

Comentários

  1. Respostas
    1. Obrigado pela leitura! No Brasil, pouco se fala sobre o autismo na fase adulta. Muitos Aspergers não têm apoio por parte de profissionais da saúde (que, muitas vezes, nem sabem o que é Síndrome de Asperger) – situação vergonhosa. As pessoas têm uma visão errada de que o autismo é exclusivo da infância. Autistas também envelhecem.

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  2. Esse termo, "Síndrome de Asperger", ainda é aceito pelos especialistas? Sou Asperger, mas tenho colega com filho autista (que frequenta psiquiatra, psicólogo, fisioterapeuta...) e ela me disse que essa expressão não é aceita mais no meio.

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    1. Olá, Helen. O termo Asperger é uma subclassificação do autismo. Devido à dificuldade de diagnósticos de autista leve, o termo ainda é usado, sim. O fato de terem englobado Síndrome de Asperger em Transtorno do Espectro Autista era para 'facilitar' e fornecer o mesmo apoio que outros graus de autismo tem, mas infelizmente, existem muitos Aspergers que têm dificuldade de encontrar psicólogos e médicos que entendam do assunto, inclusive pouco se fala sobre autismo na fase adulta.

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    2. Caso queira ler mais sobre o assunto. Deixei várias indicações de artigos sobre autismo para leitura: http://www.benoliveira.com/2018/06/autismo-entre-mentiras-mitos-preconceitos.html
      Sobre o 'meio' autista, não é algo homogêneo. O correto seria adotar só o termo autista, porém como o Asperger tem um 'autismo invisível' para profissionais que não entendem do assunto, os próprios aspies adotam como identidade.
      Caso queira ler sobre a mudança de classificação e como ela atrapalhou aspergers, segue a indicação de leitura: O DSM-5 Não Melhorou Serviços Para Autistas Adultos https://medium.com/@eltonwade/o-dsm-5-n%C3%A3o-melhorou-servi%C3%A7os-para-autistas-adultos-e724dd0ed9e2

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  3. hipersinceridade é algo real, vai mudando com o tempo mas existe e as vezes atrapalha. .

    E isso tem varias facetas, de algo em alguns momentos cômico/engraçado (Uma mistura de Seu saraiva com o supersincero), a algo socialmente desagradável como falar a verdade sobre uma pergunta, que a resposta esperada não é ela.
    Ou mesmo, em alguns casos parecer "rude"/incensivel por soltar o que pensa sem pensar muito.

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    1. Olá, Anônimo!
      Muito obrigado pelo comentário. Realmente, a hipersinceridade é real. Eu mesmo sou sincero até demais.
      Abraços

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  4. Olha, parabéns, seu texto é claro, bem escrito e com excelentes informações. Me senti contemplada pelas coisas que vc escreveu nesse e em outros textos. Infelizmente, ser Asperger em um mundo neurotípico pode ser bem difícil.

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    1. Oi, Mírian! Muito obrigado. Realmente, não é muito fácil, pois mesmo quando parecemos adaptados, entram em jogo várias questões que são difíceis para um Asperger entender, como as mentiras e convenções sociais.
      Abraços

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  5. Nesta sociedade, ser sincero é complicado...
    Parabéns pelo texto. Sempre é bom conhecer um pouco mais esse universo.

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