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Destaques

Resenha: Você – Caroline Kepnes

Frieza e perversão. Se eu pudesse resumir Joe em duas palavras seriam essas. O livro Você (You), da autora Caroline Kepnes nos leva para uma viagem para a mente doentia de um homem capaz de tudo para obter seu prazer. A obra foi publicada no Brasil pela Editora Rocco, com tradução de Alexandre Martins, em 2018.

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Um jogo de gato e rato. Joe é dono de uma livraria, onde ele mantém não só sua obsessão por livros antigos e raros, como uma jaula que pertencia ao proprietário anterior. Com um passado traumático, o personagem desliga suas emoções e se aventura à procura de sua próxima vítima, alguém em quem possa projetar seus ideais românticos, ainda que unilaterais.
“Eu subo trotando e me sento para uma sessão de Beck, que consiste em escutar Rare and Well Done, olhar fotos suas que roubei do Facebook, assistir a cena de A Escolha Perfeita sem som. Eu me perco tanto nisso que amanhece na livraria e eu deveria estar cansado por caus…

Coronavírus: 10 Dicas para lidar com autistas na quarentena

Aproveitando que é Abril (Mês de Conscientização do Autismo) para levar informações que podem ser importantes nesses dias de quarentena e preocupações com o Coronavírus.



10 Dicas para lidar com autistas na Quarentena/Pandemia de Coronavírus:


1) Respeite o espaço pessoal. Não existem dois autistas iguais, mas muitos precisam de um tempo sozinho para recarregar as energias;

2) Não estranhe se agirmos de maneira diferente da idealizada por nao-autistas. Nossos cérebros são diferentes e lidamos com algumas situações de forma diferente. Quem me vê tranquilo nessa semana, não imagina o inferno que passei no ano passado;

3) Para autistas com hipersensibilidade sensorial, as ruas mais silenciosas por causa da quarentena podem ser algo positivo, gerando menos estresse sensorial e mais energia;

4) Reajustar rotinas nem sempre é fácil, mas necessário. Muitos autistas podem entrar em crise quando estão entediados. Vale lembrar que somos todos diferentes. Autistas com TDAH podem ter rotinas bagunçadas e lidar relativamente melhor com a situação;

5) Muitos dos comportamentos de autistas estão relacionados à sobrecarga sensorial e emocional. Como cada pessoa reage de forma diferente, nesses dias, será possível observar melhoras ou pioras temporárias de acordo com as particularidades do autista;

6) Não estranhe se ficarmos andando de um lado para o outro, girando, pulando etc., especialmente com espaços limitados, é um mecanismo de autorregulação;

7) Na dúvida, pergunte. Nem sempre nossas expressões faciais revelam o que sentimos. Podemos estar tristes e sorrir, feliz e parecer triste, e por aí vai;

8) Não deduza que o simples fato de ser autista significa que a quarentena é algo fácil para nós. Lembre-se que todo autista é diferente, embora muitos adoram ficar em casa, há aqueles que gostam de caminhar para autorregulação e podem ficar agoniados nesses dias;

9) Não estranhe se o hiperfoco estiver mais intenso ou menos intenso nos dias de quarentena. Ansiedade, depressão, estresse, rotinas, padrões etc. desempenham um papel forte no hiperfoco. O próprio hiperfoco também pode servir como autorregulação. Hiperfocar em algo pode trazer alívio. Por outro lado, se for hiperfoco que gera ansiedade, como catástrofes, é melhor segurar as pontas;

10) Nos aceitem como somos. ✨

PS: A utilização de materiais visuais para explicar a importância dos cuidados com a higiene é fundamental nesses dias. Use vídeos, fotos e ilustrações para explicar a importância do autocuidado. Cada autista tem mais facilidade com alguns tipos de pensamentos: alguns podem ser mais visuais, outros podem preferir conteúdos em textos ou áudio/orais.

PS2: Muitos autistas podem ser hipossensíveis e buscar estímulos. Nessas horas, vale lembrar a importância do cuidado com as mãos. Podemos querer tocar texturas diferentes (e/ou sentir aversão).

PS3: Cuidado em dobro com a saúde mental e comorbidades, especialmente por causa da relação entre saúde mental e imunidade. Embora o simples fato de ser autista não seja um fator de risco, há quem possa ter comorbidades, como diabetes e problemas imunológicos. Cuidem-se!

Sobre o autor – Ben Oliveira foi diagnosticado autista (Síndrome de Asperger) aos 29 anos, é escritor, formado em jornalismo. Autor do livro de terror Escrita Maldita, publicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano: O Círculo (Vol.1) e O Livro (Vol. 2), disponíveis no Wattpad e na loja Kindle.




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