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Destaques

Uma dose diária de poesia, por favor

Uma dose diária de poesia, por favor. É uma das coisas que eu penso todos dias há algumas semanas. Me alimentar de literatura pelo simples prazer de ver os escritores brincando com as palavras. Poesia era algo que o lembrava de tempos antigos, algo que despertava nostalgia. Era quando estava lendo que memórias saltavam na mente e se transportava para outros lugares. Era no prazer de ver o autor usar as palavras de diferentes formas que encontrava algo que reconectava a alma. Dia após dia, ia se alimentando de poesia. Dia após dia, ia sentindo os efeitos colaterais, como o coração acelerado ou uma visão borrada.  Lia na esperança de manter viva a chama da escrita dentro de si. Lia para conhecer outros autores. Lia para que nenhuma escrita fosse em vão. Lia.  *Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo . Autor do livro de terror  Escritpa Maldita , p ublicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano:  O Círculo (Vol.1)  e  O...

Happy Old Year: Filme explora a linha tênue entre o desapego e a nostalgia

O filme tailandês Happy Old Year, de 2019, nos faz pensar sobre as relações que construímos com as coisas que guardamos ao longo da vida. Com direção e roteiro de Nawapol Thamrongrattanarit, a obra está disponível na Netflix.

Chutimon Chuengcharoensukying interpreta Jean, uma mulher que deseja fazer um escritório em sua casa, mas se dá conta de que há uma pilha de objetos inutilizados pela casa. Interessada e inspirada pelo minimalismo, se dependesse só dela, ela colocaria tudo em sacos de lixo e jogaria fora, o que ela descreve como buracos negros, porém, à medida que ela coloca o seu plano em ação, Jean percebe que não será tão fácil como imaginava.

Com a resistência da família a mudar, Jean encara de frente sua missão, doa em quem doer. O que deveria ser fácil e prático para ela, cuja necessidade é vista até mesmo como egoísmo, acaba se desdobrando em várias situações, fases e etapas conforme ela mergulha nas histórias, memórias e emoções que estão vinculadas aos objetos, especialmente a um ex-namorado.

Neste ano de pandemia, no qual muitas pessoas estão adotando o home office, assim como a protagonista precisou abrir espaço, creio que muita gente vai se envolver com essa história sobre as coisas ditas e não ditas, sobre ressentimento e perdão e, acima de tudo, sobre seguir em frente, mesmo quando o passado é uma prisão confortável. No final, essas escolhas são muito subjetivas, mas suas consequências nem sempre são unilaterais, já que algumas bagagens são como teias que nos prendem às outras pessoas.

Para quem leu a história do filme e logo pensou na Marie Kondo, o livro dela é citado, bem como aparecem trechos de vídeos de suas participações ensinando o seu método de arrumação. A própria protagonista entra em conflito com suas opiniões sobre o Método Marie Kondo quando ela percebe que abrir mão de sua própria bagagem, seja daquela que remete aos momentos felizes ou aos tristes, é deixar ir uma parte de si mesma.

Happy Old Year é um dos achados internacionais na plataforma de streaming de vídeos. Para quem gosta de viajar através dos filmes, vale a pena fuçar o catálogo da Netflix, que tem apostado cada vez mais na produção e disponibilização de obras de diferentes países: um presente para quem quer se aventurar por outras culturas e quer um descanso das produções de Hollywood. 

*Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo. Autor do livro de terror Escrita Maldita, publicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano: O Círculo (Vol.1) e O Livro (Vol. 2), disponíveis no Wattpad e na loja Kindle.

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