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Criminologia, Jessica Jones e Mulher-Maravilha: Ficar do lado do agressor é sinal de perigo à sociedade – Ben Oliveira

Que dia lindo para servir Karma Coletivo para Diana, Lilith e Nêmesis ao mesmo tempo:  Resistam julgar as pessoas pela aparência. Meus 2 ex-namorados manipuladores se faziam de vítimas e todo mundo ficava ao lado deles e como eu sou porra louca, como Jessica Jones e Malévola, era injustiçado entre quatro paredes e julgado por todos ao redor. Como sou uma vaca, só há duas pessoas com a qual me importo no mundo, minhas duas chamas gêmeas, o resto é indiferente. Ainda assim... Vocês criam cada distorção cognitiva que só por Deus... É muita falta de terapia, autoconsciência, reflexão e bom senso.  Foi você que tava dentro do carro capotado? Foi você que quase morreu? Foi você que teve que recomeçar várias vezes na vida? Foi você que saiu como vilão quando a pessoa era tóxica pra cacete? Não foi. Então, boca fechada, sempre. Opinião só se dá quando é pedida. Sem falar os DELUSIONAIS que ficaram comentando: Que pena, achei que vocês iam casar. Quem quiser casar com ele, passo até o perfil KK

Nevertheless: Série coreana de romance sobre estudantes de arte em relacionamentos amorosos

Não é a primeira e longe de ser a última vez que uma série coreana brinca com elementos artísticos e relacionamentos. Para quem gosta desta combinação, Nevertheless (Apesar de Tudo, Amor) é uma boa indicação do que assistir na Netflix. Inspirada numa webtoon de Jung Seo, a série teve roteiro de Jung Won e foi dirigida pela Ga-Ram Kim, em 2021. 

O olhar feminino na criação da série dá um toque que explora bem a combinação entre fotografia, trilha sonora, atuações e o roteiro repleto de nuances sobre os diferentes relacionamentos, desde os mais intensos, nos quais os envolvidos lutam contra o apego por causa da sensação de incompletude, passando pelos platônicos e paixões secretas e indo até aqueles que se ancoram em algo mais concreto.

O roteiro e a fotografia captam a beleza dos pequenos atos de afeto. Os contrastes e as similaridades entre o amor e a paixão dão vida à série, bem como as diferentes reações e expectativas que acontecem quando duas pessoas se envolvem. Um dos personagens chega a ser associado à noite e o outro ao sol, além disso, a figura da borboleta é uma constante usada neste encontro entre arte, vida e amor.

Em um período em que os estudantes de arte de uma universidade precisam se focar nas suas criações e planejarem seus futuros, ao mesmo tempo em que os relacionamentos podem ajudar com a inspiração, também acabam afetando seus desempenhos.

Desde relacionamentos que consciente ou inconscientemente se transformam em tóxicos até aqueles que se desenvolvem com base na convivência e intimidade, Nevertheless aborda essas fases de transições onde alguns já sabem o que querem e outros ainda não têm maturidade suficiente e responsabilidade afetiva com seus parceiros.

De forma bem sútil, os personagens vão tocando em suas feridas emocionais e lidando com as dificuldades que vão surgindo nos seus relacionamentos. Como são estudantes de arte, é bem interessante acompanhar como seus processos criativos nem sempre estão conectados ao que sentem por causa dos bloqueios emocionais e limites que eles impõem. Essa tensão entre intensidade da paixão e o contraste frieza romântica de alguns personagens chega a causar no telespectador a mesma sensação ambígua que seus parceiros sentem.

Embora não seja algo exclusivo deste drama coreano, a trilha sonora é muito gostosa de ouvir e combina muito bem com a história – aliás, para quem ainda não se aventurou neste universo dos doramas, é uma das partes mais envolventes como a produção toma cuidado na hora de selecionar os artistas e as letras das músicas.

Já a parte fotográfica, como de muitas produções coreanas, há um cuidado impecável com o sensorial para transmitir as emoções da história e por se tratar de um drama com obras de arte, quando tudo se conecta, é bem difícil não sentir uma explosão de sensações, especialmente diante das mensagens que ficam nas entrelinhas, os constantes cortar e costurar e o resultado da escultura final criada pela protagonista.

*Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo. Autor do livro de terror Escrita Maldita, publicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano: O Círculo (Vol.1) e O Livro (Vol. 2), disponíveis no Wattpad e na loja Kindle.

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