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Destaques

Criminologia, Jessica Jones e Mulher-Maravilha: Ficar do lado do agressor é sinal de perigo à sociedade – Ben Oliveira

Que dia lindo para servir Karma Coletivo para Diana, Lilith e Nêmesis ao mesmo tempo:  Resistam julgar as pessoas pela aparência. Meus 2 ex-namorados manipuladores se faziam de vítimas e todo mundo ficava ao lado deles e como eu sou porra louca, como Jessica Jones e Malévola, era injustiçado entre quatro paredes e julgado por todos ao redor. Como sou uma vaca, só há duas pessoas com a qual me importo no mundo, minhas duas chamas gêmeas, o resto é indiferente. Ainda assim... Vocês criam cada distorção cognitiva que só por Deus... É muita falta de terapia, autoconsciência, reflexão e bom senso.  Foi você que tava dentro do carro capotado? Foi você que quase morreu? Foi você que teve que recomeçar várias vezes na vida? Foi você que saiu como vilão quando a pessoa era tóxica pra cacete? Não foi. Então, boca fechada, sempre. Opinião só se dá quando é pedida. Sem falar os DELUSIONAIS que ficaram comentando: Que pena, achei que vocês iam casar. Quem quiser casar com ele, passo até o perfil KK

Hometown Cha-Cha-Cha: Série sul-coreana de drama aposta na simplicidade e serendipidade

Hometown Cha-Cha-Cha é uma dessas séries sul-coreanas para quem está procurando algo relaxante para assistir na Netflix. Repleto de momentos de sensibilidade, o drama se foca na história de uma dentista que abandona Seoul e se muda para uma cidade pequena no litoral, onde precisa se adaptar às diferenças de comportamentos dos moradores.

Frustrada no trabalho ao ter que lidar com uma chefe insuportável, Yoon Hye Jin (Shin Min-a) se arrisca a recomeçar em uma região litorânea da Coreia do Sul, onde muitos serviços estão em falta, entre eles, uma clínica odontológica para atender a demanda da população local. 

O que de fora poderia parecer uma mera fuga da difícil e competitiva realidade na capital coreana ou até mesmo uma maneira fácil de ganhar dinheiro pela falta de concorrência, esconde motivos pelos quais a própria protagonista parece desconhecer, que pouco a pouco são revelados conforme ela relembra sua história de vida e se aproxima lentamente de uma figura central da cidade ficcional Gongjin, Hong Du Sik (Kim Seon-Ho), um homem que presta inúmeros serviços para o vilarejo e está sempre disposto a ajudar.

Para quem gosta de histórias lentas de romance, tão comuns em muitos dramas coreanos, e de quando personagens que parecem opostos se envolvem, Hometown Cha-Cha-Cha não decepciona ao servir cenas de encontros e desencontros, mas também explorar o lado doce e azedo de morar em um vilarejo onde todo mundo se conhece e as fofocas correm soltas.

Se parte da psicologia explica que aquilo que nos incomoda no outro diz muito sobre nós mesmos, quanto mais Hye Jin mergulha nessa nova realidade, mais ela percebe coisas sobre si mesma que nem sempre são agradáveis. É do contato com Du Sik e com os outros moradores do vilarejo que Hye Jin vai tirando lições sobre humanidade, companheirismo, solidariedade, compaixão e, como acontece com toda mudança ou viagem, ainda que não perceba, ela vai mudando aos poucos, desde seus comportamentos e percepções sobre o lugar que escolheu para ser seu novo lar, até a maneira que ela permite se relacionar consigo mesma e com os outros.

"Você está fadado a encontrar situações inesperadas na vida. Mesmo se você usar um guarda-chuva, você vai acabar ficando encharcado. Apenas levante as mãos e dê boas-vindas à chuva" – Hometown Cha-Cha-Cha

Por ser uma série mais humanizada e que aborda diferentes temas, como o luto e os medos, Hometown Cha-Cha-Cha também se diferencia de muitos dramas por abrir bastante espaço para atrizes veteranas com seus personagens idosos: quase uma aula sobre interdependência humana e como apesar de cidades pequenas não terem os mesmos recursos e oportunidades do que as grandes cidades, por outro lado, os climas de acolhimento e generosidade transformam a vida de todos ao seu redor.

Para quem gosta de narrativas com muita serendipidade, sobre aproveitar os pequenos momentos e prazeres da vida, bem como sobre a importância de se reencontrar, Hometown Cha-Cha-Cha é uma daquelas séries que marcam justamente pela simplicidade e pelas mensagens nas entrelinhas sobre as diferentes formas de amor, da infância até a velhice.

*Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo. Autor do livro de terror Escrita Maldita, publicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano: O Círculo (Vol.1) e O Livro (Vol. 2), disponíveis no Wattpad e na loja Kindle.

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