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Destaques

Limites

Estava aprendendo a cada dia mais a importância dos limites. Era ao usar as redes sociais quando via limites sendo ultrapassados o tempo todo e muitos comentários desrespeitosos, que levavam à importância de bloquear. Bloquear alguém no início poderia ser desconfortável, mas depois era libertador. Por que damos tanta importância para as opiniões dos outros? Por que abrimos a porta para que entrem e bagunçam nossas mentes? Não sabia porquê, mas havia um intervalo de tempo em que as coisas começavam a fazer sentido. “Eu não preciso passar por isso... Opiniões de estranhos não deveriam importar tanto assim”. Então, ia percebendo um padrão nesses comentários, mas preferia bloquear silenciosamente. A verdade era que nós ensinavámos aos outros como poderiam nos tratar. Escrevia como um lembrete e uma forma de autovalidação, de se confortar de que estava fazendo o certo. Escrevia para lembrar aos outros que seus limites também importavam. Escrevia.  *Ben Oliveira é escritor, formado em jo...

De volta ao tapete de yoga

No tapete de yoga tudo pode acontecer, inclusive nada, e isso não deixa de ser uma maravilha. Após anos longe de uma prática de yoga, o corpo vai lentamente se acostumando às posturas. Coisas que antes pareciam fáceis por conta de anos de prática, voltam a se tornar desafiadoras e há certo conforto em saber que você não está competindo com ninguém, além de si mesmo.

A primeira aula pode parecer algo fora deste mundo. Mesmo sabendo o que esperar, as mãos ficam frias, as pernas parecem mais rígidas que o comum e tudo pode se tornar uma oportunidade de reaprender, refazer o caminho, como entrar o espaço de volta para casa e se deixar entregar ao universo.

Passo a passo, seguindo as orientações do instrutor de yoga, o corpo é estimulado a ir se abrindo. De repente, a postura que você achou que não ia conseguir fazer, se torna algo natural, como respirar. 

Inspira o ar lentamente e deixa o ar ir. Respirar parece tão simples, mas se torna algo prazeroso quando se está no tapete de yoga, como um bálsamo para a alma. É o que dá ritmo para o corpo enquanto se estica de um lado para o outro. Como mergulhar em uma onda e se reerguer depois como uma palmeira.

Retornar ao tapete de yoga tem seu preço. A flexibilidade não só física, mas também mental vai sendo exercitada. A respiração se torna o instrumento número um junto com o corpo, ambos alinhados para um propósito maior. Crescer, abrir, expandir, curar…

É impossível sair de uma aula de yoga sem notar as diferenças do início, meio e final da prática. Cada pequeno movimento se transforma em uma junção de ações que transformam o corpo de dentro para fora e a mente? Já dizia o pensador: A mente que se abre não volta ao mesmo estado.

*Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo. Autor do livro de terror Escrita Maldita, publicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano: O Círculo (Vol.1) e O Livro (Vol. 2), disponíveis no Wattpad e na loja Kindle.

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