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Destaques

10 Meses Sem Fumar Cigarro

10 Meses Sem Fumar Cigarro e tudo o que eu conseguia pensar em como ainda havia uma tentação que eu ignorava, um desejo aleatório de fumar cigarro, mas que logo passava. Ilusão seria acreditar que o desejo de fumar sumiria completamente, mas era verdade que a cada mês ficava um pouco mais fácil. Seja em momentos de ansiedade ou estresse, era difícil não lembrar daquele que estava presente sempre. Mas não se arrependia de ter parado de fumar cigarro. Foi uma das melhores decisões que havia tomado em sua vida. Tudo havia começado quando estava em crise emocional e assim foi se tornando algo automático. Algo que eu poderia jurar que pararia quando quisesse, havia se tornado algo permanente. As primeiras horas podem ser incômodas. Os primeiros dias parecem que nunca vão passar. E assim vêm as primeiras semanas e os meses. Dez meses... Faltavam dois meses para completar um ano sem fumar cigarro. No início achou que não iria contar os dias, ia só deixar pra lá, mas a verdade era que cada dia...

O Prazer de Rever uma Série Favorita

Poucas sensações são tão boas quanto a de rever uma de suas séries favoritas após muitos anos terem passado desde que ela foi encerrada. Há algo poderoso na nostalgia e em relembrar tantos momentos passados assistindo ela que torna a atração quase perfeita, especialmente quando não se encontram filmes e séries atuais que tenham feito tanto sucesso quanto.



Após mais de dez anos, me aventurei a rever Dexter e me dei conta de quanto a série é revigorante, conseguindo captar a atenção mesmo depois desse tempo todo e podendo facilmente competir com séries dos dias atuais.

Um assassino que passa seus dias camuflado como um agente de perícia de sangue da polícia e consegue encontrar tempo para matar suas vítimas, seguindo seu próprio código de conduta. As cenas de crime e como ele trabalha com elas é fascinante, e mesmo com tantos anos após sua gravação, conseguem se manter frescas na memória.

Em um tempo em que somos impulsionados a sempre assistir algo novo, às vezes assistir algo que já gostou pode valer a pena. Afinal, os formatos das séries mudaram ao longo dos tempos, muitas vezes mais curtas e com menos orçamentos do que costumavam ter, e nem sempre é possível encontrar algo que desperta a atenção.

Levado pelo poder da nostalgia, tenho devorado os episódios, e mesmo com eventuais problemas de memória, fico com a sensação de familiaridade com o elenco e consigo relembrar cenas que pensei que jamais relembraria.

Assim se vai o tempo. Poderia estar assistindo algo novo, mas optei pelo velho. E não só com séries, recentemente tive a surpresa de rever Pânico 1 (Scream 1) e Pânico 2 (Scream 2), e a sensação de nostalgia foi prazerosa demais. “Qual é o seu filme de terror favorito?”, dois filmes cheios de metalinguagem e que deixaram sua marca na história, a ponto de que em breve poderemos assistir Pânico 7 (Scream 7).

As memórias da época em que assistiu pela primeira vez são acessadas quando revemos algo antigo. É como se você temporariamente viajasse no tempo e o prazer de lembrar de como as coisas eram tornam tudo mais divertido: como num jogo de memória, você se lembra do que vai acontecer e mesmo assim consegue sentir a euforia de como se fosse a primeira vez. É quase como se reapaixonar por alguém que conhecia há anos.

Para alguns pode parecer perda de tempo, afinal, com tantas séries sendo lançadas, por que perder o tempo revendo uma antiga? A verdade é que nem sempre o novo nos desperta o desejo de assistir. As coisas podem ter mudado no mundo na última década, mas algumas coisas sempre permanecem boas. 

*Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo. Autor do livro de terror Escrita Maldita, publicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano: O Círculo (Vol.1) e O Livro (Vol. 2), disponíveis no Wattpad e na loja Kindle.

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