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Destaques

Quando a previsão do tempo erra

Quando a previsão do tempo erra podemos ficar felizes ou frustrados. Se gostamos de sol e não queremos chuva ou frio, é uma alegria quando a previsão do tempo erra. A verdade é que nem sempre a previsão do tempo acerta e está tudo bem. O mesmo vale sobre pessoas – há momentos em que podemos ficar felizes ou frustrados –, mas fazia parte da vida. Então, quer você estivesse torcendo por um dia de chuva ou desejando que o sol tomasse conta, é importante lembrar que nem sempre o que queremos, é o que o outro quer e está tudo bem. É até um exercício de empatia, de se colocar no lugar do outro e tentar entender, como duas pessoas poderiam querer coisas opostas. Havia aprendido que mais de uma coisa poderia ser verdade. Então, havia conseguido tomar sua dose diária de sol. Precisava, pois ajudava na sua regulação do humor. Mas também entendia quem se alegrava com a chuva e o frio. Mudávamos com o tempo e as previsões do tempo também mudavam. Ficamos felizes, frustados, mas dificilmente indife...

O Triângulo das Impossibilidades

O triângulo das impossibilidades era formado por nostalgia e expectativas irreais. Era de certa forma poético, mas quando se encarava no plano real, era só isso: um triângulo de impossibilidades. Pessoas no presente presas ao passado e pensando no futuro, uma combinação que era uma bomba para a saúde mental.

Não havia jeito certo ou errado de enxergar as coisas, tudo era possível no impossível. Como se os três estivessem de uma forma envolvidos por um novelo que os conectavam. Quem puxaria o primeiro fio? Quem ficaria de fora? Não havia nada concreto. Não havia resposta certa ou errada.

O choque de três personalidades diferentes. Era como se o roteirista do universo estivesse fora de si, se divertindo com cada ato falho e aumentando a pressão: “Uma hora você vai ter que escolher só um dos dois”.

Qual dos dois o deixava menos confuso? Qual dos dois era o que fazia seu coração bater mais forte? Qual dos dois? As perguntas não o deixavam em paz. Um era como um furacão dentro do seu peito, o outro tinha tanta paixão que explodia como um vulcão. Sentimentos intensos que buscava na teoria, mas na prática eram capazes de tirar os pés do chão, levitar e então cair em queda livre, sem ter onde se ancorar.

Era uma tragédia desde o início, fadada a uma série de incompreensões e incompatibilidades, de desencontros e reencontros. Teria feito a escolha certa? Teria feito a escolha errada? Não sabia. Tudo o que sabia era que as coisas seriam sem dúvidas e mais claras com a pessoa certa e no momento não sentia aquilo com os dois. Estava mergulhado em um poço escuro, torcendo pela entrada de luz, cansado de divagar sobre as coisas que tinham acontecido e tentando não pensar nas que viriam a seguir.

Diante de um triângulo de impossibilidades, decidira escolher a si mesmo. Por que precisava escolher entre um e outro? Queria tudo? Queria nada? As perguntas o atormentariam por um bom tempo, mas a resposta já estava ali: diante de uma série de confusões, o amor-próprio era tudo o que precisava e os triângulos virariam quadrados, círculos e, no final, tudo terminaria em estrelas.

*Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo. Autor do livro de terror Escrita Maldita, publicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano: O Círculo (Vol.1) e O Livro (Vol. 2), disponíveis no Wattpad e na loja Kindle.

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