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Destaques

Meses sem fumar cigarro

Seis meses. Metade de um ano. O que antes parecia só algo impossível de acontecer, havia se tornado realidade: conseguira passar 6 meses sem fumar cigarro.  Estaria mentindo se tinha dias em que não se imaginava fumando ainda, mas estava feliz por conseguir resistir à tentação, sabendo que uma vez que tinha decidido não ia dar um passo para trás. Há seis meses, talvez estaria fumando enquanto escrevia o texto ou quem sabe ouvindo música e usando o Instagram, mas as coisas tinham mudado e ainda bem. Por mais difícil que seja no início. Passei por várias tentativas e falhas e não sinto vergonha, precisava criar resiliência antes de conseguir parar o cigarro de vez.  Difícil, sim. Impossível, não. Seria mentira dizer que é fácil, embora algumas pessoas tivessem mais facilidade do que outras para parar de fumar cigarro. Porém, nem todo mundo era igual e para algumas pessoas, a fissura continuaria aparecendo de tempos em tempos. Porém, a informação importante é que a fissura por ci...

O último banho de sol do ano

Era o último banho de sol do ano quando aproveitava a luz solar para bronzear a pele enquanto pedalava pelos labirintos do seu condomínio. Escutava as músicas mais tocadas do ano por ele no Spotify, uma retrospectiva que o lembrava que mesmo subconscientemente sua mente estava em outra pessoa – ou seriam os gostos em comum que haviam adquirido ao longo do tempo? Não sabia responder.

Sentir os raios de sol o fazia se sentir vivo, especialmente nos dias em que dormia demais e parecia que nunca ia acordar. No início via a atividade como algo para simplesmente ajudar com o cérebro a se recuperar, até que se tornou algo prazeroso e inevitável no dia a dia.

Todos os dias, não importava o horário, ele ia tomar sua dose diária de sol – o que também o lembrava de um drama coreano, no qual se abordava a importância de pedir e aceitar ajuda para saúde mental quando necessário.

Os minutos ora passavam lentamente, ora passavam mais rápidos e a cada música reproduzida sentia emoções diferentes: era como dar uma volta em uma roda-gigante, sabendo que se estivesse sentindo demais, bastava trocar a música. Acelerava e desacelerava conforme o ritmo e sentia certo alívio quando voltava para casa e o ar era preenchido pelo silêncio.

A dose de sol havia chegado ao final, mas seus benefícios continuavam com ele. Era quando podia recarregar as energias e continuar com as atividades diárias, deixando o peso para trás. Sabendo que independente de ser fim de ano, amanhã estaria com a bicicleta novamente.

*Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo. Autor do livro de terror Escrita Maldita, publicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano: O Círculo (Vol.1) e O Livro (Vol. 2), disponíveis no Wattpad e na loja Kindle.

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