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Destaques

11 Meses Sem Fumar Cigarro

Quase completando 11 meses sem fumar cigarro, se dera conta de que um dia parecia impossível, havia se tornado real. E faltava tão pouco para completar o primeiro ano sem cigarro. Estaria mentindo se dissesse que vez ou outra não sentia uma vontade súbita de fumar cigarro, mas se sentia no controle da situação e era capaz de dizer não. Dizer não se tornava cada vez mais fácil com o passar do tempo. Mas era ilusão achar que nunca mais seria tomado pela vontade. A diferença era que agora era muito mais fácil se negar. Dizer não ao cigarro significava dizer sim para outras coisas. Parar de negar o quanto fumar fazia mal à saúde e aceitar que por mais difícil que fosse se manter longe do cigarro, os benefícios valiam a pena. Então, era um dia qualquer para os outros, mas para quem havia parado de fumar, celebrar esses pequenos passos fazia toda diferença. Só mais um dia sem fumar cigarro. Só mais um dia para ignorar os pensamentos de que não ia conseguir. Só mais um dia provando que era ca...

6 Motivos para ler Dopamina: A molécula do desejo

Demonizada ou glamorizada, cada vez mais tem se falado sobre a dopamina, uma substância que está relacionada às coisas que fazemos e sentimos. O psiquiatra Daniel Z. Lieberman e o escritor Michael E. Long escreveram um livro acessível sobre o assunto, facilitando a compreensão sobre nossos hábitos, vícios e a criatividade, entre outras coisas que são influenciadas pelo neurotransmissor.

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Dopamina: A molécula do desejo é um ótimo livro para entender um pouco mais sobre comportamento humano e como nossas decisões podem ser influenciadas em diversas áreas da vida, desde o amor e o sexo, até passando por processos criativos e vícios. 

“A dopamina não tem um padrão para o que é bom nem uma linha de chegada. Os circuitos de dopamina no cérebro só podem ser estimulados pela possibilidade de algo que seja brilhante e novo. Não importa que as coisas estejam perfeitas agora. O lema da dopamina é: “Quero mais”” – Daniel Z. Lieberman e Michael E. Long
 

Confira 6 Motivos para ler Dopamina: A molécula do desejo:

1) Amor

Embora seja importante inicialmente para o amor, para que dure, os autores explicam que é preciso passar por uma transição para outras substâncias químicas do cérebro. Seria como ir da fase do amor apaixonado, no qual a dopamina tem papel fundamental e seguir para o amor companheiro, mais focado no mundo real.

2) Drogas

O uso de drogas pode alterar a quantidade de dopamina, um dos motivos para se tornarem tão viciantes, criando cada vez desejo por mais e mais. Diferente da dopamina natural, as drogas aumentam de forma artificial. Os autores lembram que a intensidade do pico de dopamina pode mudar de acordo com as drogas. 

“As drogas viciantes atingem o circuito de desejo com uma intensa explosão química, que nenhum comportamento natural pode igualar. Nem comida, nem sexo, nem nada” – Daniel Z. Lieberman e Michael E. Long 

3) Desejo

O desejo e/ou motivação de fazer as coisas pode ser influenciado pelo sistema de recompensa da dopamina. Os autores explicam que algumas pessoas têm tanta dopamina que são movidas por suas conquistas profissionais, por exemplo, sempre indo atrás da próxima coisa e com dificuldade de aproveitar o momento presente. 

“Não basta vencer o Tour da France. Não é suficiente vencer duas ou sete vezes. Vencer nunca é suficiente. Nada basta para a dopamina. É a busca que importa – e a vitória, mas não há linha de chegada, e nunca haverá. Vencer, assim como as drogas, pode ser viciante” – Daniel Z. Lieberman e Michael E. Long

4) Medicamentos

Pessoas com determinadas doenças, como o Parkinson podem ter deficiência de dopamina e os medicamentos podem aumentar o nível, levando a comportamentos prejudiciais e destrutivos, como o vício em jogos de aposta e a hiperssexualidade. As anfetaminas que costumavam ser usadas em 1960 também são citadas no livro, bem como as drogas para tratamento do TDAH.

5) Jogos e internet

Para algumas pessoas, o vício em jogos é uma realidade. O assunto tem sido cada vez mais discutido na sociedade e a dopamina acaba desempenhando um papel, por exemplo, por meio de bônus e diferentes formas de manter o jogador preso no jogo, incentivando determinadas ações. Sem mencionar as redes sociais que se tornam viciantes por meio de mecanismos de recompensa.

6) TDAH

Segundo os autores, as pessoas com TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade) tem podem ter problema de controle de impulso, pois tem baixa dopamina de controle, além de serem mais propensas a desenvolverem dependência. E o tratamento consiste em medicamentos que aumentam a dopamina.

*Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo. Autor do livro de terror Escrita Maldita, publicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano: O Círculo (Vol.1) e O Livro (Vol. 2), disponíveis no Wattpad e na loja Kindle.

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