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Destaques

Um ano sem fumar cigarro

Em um ano muita coisa pode acontecer. Depois de tanta espera, finalmente completei um ano sem fumar cigarro. Confesso que no início não tinha certeza se iria conseguir, assim como muitas pessoas. A sensação de que parece impossível toma conta, mas a de que é possível também vem à tona. Um ano sem fumar cigarro. Poderia fazer a conta de quanto havia economizado, mas estava mais interessado no quanto havia ganhado de saúde. O que antes parecia uma estratégia para lidar com a ansiedade, descobriu tarde demais que também causava ansiedade. Estaria mentindo se dissesse que estava completamente livre do risco de recaída, ninguém estava, mas estava feliz pelo dia finalmente ter chegado. Então, respirava com mais tranquilidade e mesmo nos dias de ansiedade, aprendera que o cigarro não era a resposta. Pelo contrário, que criava mais problemas. Um ano acreditando em si mesmo e confiando no processo. Um ano sem fumar cigarro. Um ano.  *Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo . Autor do...

Fogos de artifício no peito

Enquanto os fogos de artifício explodiam no céu, dentro do peito algo também explodia. A mensagem que havia esperado durante anos havia chegado e com ela, tudo aquilo que havia receio em ler.

Palavras que mesmo contidas eram capazes de machucar. Lia, relia e relia, enquanto o barulho no céu se misturava ao som das batidas do coração. Era o timing perfeito. Precisava de uma resposta, mais uma oportunidade de cair na realidade e apesar de ficar insatisfeito e frustrado, sabia que tudo o que poderia fazer era respeitar o desejo do outro.

Entre memórias felizes e outras não tão felizes, apesar dos anos terem passado, continuava nutrindo sentimentos, como se tivesse congelado no tempo. Sua parte racional sabia que não era saudável, mas sua parte romântica fantasiava que algum dia iriam voltar a se falarem.

Então, depois de tanto engolir as emoções, decidira colocá-las para fora: em vez de explodir, temia implodir. Palavras que para ele nada significavam, como se eu estivesse falando em outra língua, de outra pessoa – não de quem ele era.

Muitos e muitos anos se passaram, mas o arrependimento de como as coisas foram no final nunca o haviam abandonado. Se ao menos pudesse voltar no tempo e fazer tudo diferente. O futuro era completamente incerto e o presente marcado por uma ausência que era sentida e tentava se reconfortar dizendo que se era o melhor para ele, pois que fosse assim.

Fez uma pausa para olhar os fogos queimando no céu. Era assim que seu corpo sentia sempre que pensava nele. O fogo foi iluminando, em seguida tudo o que conseguia ver era o céu de estrelas. Por alguns minutos, o coração havia pegado fogo, até virar faísca e tudo ficar frio e escuro.

*Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo. Autor do livro de terror Escrita Maldita, publicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano: O Círculo (Vol.1) e O Livro (Vol. 2), disponíveis no Wattpad e na loja Kindle.

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