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Destaques

Meses sem fumar cigarro

Seis meses. Metade de um ano. O que antes parecia só algo impossível de acontecer, havia se tornado realidade: conseguira passar 6 meses sem fumar cigarro.  Estaria mentindo se tinha dias em que não se imaginava fumando ainda, mas estava feliz por conseguir resistir à tentação, sabendo que uma vez que tinha decidido não ia dar um passo para trás. Há seis meses, talvez estaria fumando enquanto escrevia o texto ou quem sabe ouvindo música e usando o Instagram, mas as coisas tinham mudado e ainda bem. Por mais difícil que seja no início. Passei por várias tentativas e falhas e não sinto vergonha, precisava criar resiliência antes de conseguir parar o cigarro de vez.  Difícil, sim. Impossível, não. Seria mentira dizer que é fácil, embora algumas pessoas tivessem mais facilidade do que outras para parar de fumar cigarro. Porém, nem todo mundo era igual e para algumas pessoas, a fissura continuaria aparecendo de tempos em tempos. Porém, a informação importante é que a fissura por ci...

Fora de Sincronia

Conectados, mas fora de sincronia. Era como os dois estavam. Não sabia como resolver a situação, antes que se tornassem dois completos estranhos. No meio de tantos ciclos terminando, tinha acreditado que um novo ciclo se manteria. 

As horas que passavam conversando se transformaram em minutos, e então, em segundos. Já sabia que isso ia acontecer e tentara antecipar o fim várias vezes, então por que estava tão incomodado? Sentia saudades e não sabia como verbalizar? Não importava.

Foi deixando o outro cada vez mais livre, até que as mãos que um dia tinham se tocado se voltaram para os dedos que haviam deslizado pela última vez. Parte de seguir em frente era também como deixar as coisas irem, seguirem seu ciclo natural. Não adiantava criar qualquer forma artificial de manter o contato vivo, só precisava aceitar as coisas como elas eram.

Cansado de aceitar que tudo tinha sua finitude, foi cada vez menos se abrindo a novos inícios – se todos estavam fadados ao fim, por que se dar ao trabalho de iniciar? Foi, então, seguindo, sentindo a estranheza do outro, no que antes parecia confortável e seguro, deixando tudo seguir o próprio caminho, sem interromper nada.

Os relógios iam acertar duas vezes ou parariam de vez? Não sabia a resposta, mas, sem dúvidas, estava curioso para saber se o que tanto tentara antecipar, desta vez havia acontecido de forma natural. E a lista de ciclos que haviam chegado ao fim não parava de aumentar.

*Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo. Autor do livro de terror Escrita Maldita, publicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano: O Círculo (Vol.1) e O Livro (Vol. 2), disponíveis no Wattpad e na loja Kindle.

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