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Destaques

Uma dose diária de poesia, por favor

Uma dose diária de poesia, por favor. É uma das coisas que eu penso todos dias há algumas semanas. Me alimentar de literatura pelo simples prazer de ver os escritores brincando com as palavras. Poesia era algo que o lembrava de tempos antigos, algo que despertava nostalgia. Era quando estava lendo que memórias saltavam na mente e se transportava para outros lugares. Era no prazer de ver o autor usar as palavras de diferentes formas que encontrava algo que reconectava a alma. Dia após dia, ia se alimentando de poesia. Dia após dia, ia sentindo os efeitos colaterais, como o coração acelerado ou uma visão borrada.  Lia na esperança de manter viva a chama da escrita dentro de si. Lia para conhecer outros autores. Lia para que nenhuma escrita fosse em vão. Lia.  *Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo . Autor do livro de terror  Escritpa Maldita , p ublicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano:  O Círculo (Vol.1)  e  O...

Fora da Teia de Problemas

Uma semana. Uma semana sem ouvir reclamações e problemas, sem lidar com quem se faz de vítima de tudo e todos e nunca se autorresponsabiliza. Logo nas primeiras 24 horas, o dia parece mais leve e você percebe que estava carregando um peso desnecessário. Há coisas que não podemos fazer pelo outro, e mesmo a empatia tem seus limites.

Dia após dia foi deixando a mente se limpar, voltar para sua configuração normal. Você se solta dos sentimentos de nostalgia e foca no momento presente: se o relacionamento algum dia tinha tal significado, agora havia se transformado em um problemático ciclo de reclamação, no qual nada é bom o suficiente e não importa o quanto você tente ajudar, nada é suficiente.

Conhecendo o padrão do outro, às vezes, melhor até do que ele mesmo, incapaz de se autoperceber, você sabe que não bastam algumas sessões de terapia para ajudar, o problema é muito mais complexo, o outro se agarra ao papel de vítima e consciente ou subconscientemente vai criando novos problemas, te prendendo em uma teia de problemas.

Estava exausto de validar os sentimentos do outro, como se o outro fosse incapaz de ver o bom em si mesmo e desesperadamente procurava alguém para dizer o contrário –você acaba se doando tanto, que se deixa de lado. Acontece que se torna uma dinâmica doentia, o outro passa a se depender cada vez mais de você, tentando enviar mensagens dia, tarde e noite, tirando o tempo que você precisava para sua própria saúde mental.

Bloquear uma pessoa da sua vida, muitas vezes, é um ato de amor próprio. Ou como diziam na internet: “Aguentou muito e ainda foi simpática”. Deixar o outro ir acaba sendo também uma forma de devolver à pessoa todas reclamações e pedi-la para redirecionar para um profissional de saúde mental, afinal, às vezes você é um mero humano tentando lidar com os seus dias e não precisa de alguém constantemente desabafando e reclamando.

Depois de uma semana, fora da teia de problemas, você volta a apreciar os pequenos momentos do dia. De repente, você não só percebe que fez o certo ao se afastar, como se dá conta de que deveria ter feito muito antes. Seja sua energia, atenção ou tempo, há muitas coisas que você poderia estar usando para si mesmo, em vez de focar em alguém viciado em reclamar dos problemas e se vitimizar. Escolha suas companhias com sabedoria.

*Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo. Autor do livro de terror Escrita Maldita, publicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano: O Círculo (Vol.1) e O Livro (Vol. 2), disponíveis no Wattpad e na loja Kindle.

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