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Destaques

1 ano e dois meses sem fumar cigarro

Muita gente deve se perguntar porque eu comemoro a cada mês sem fumar cigarro. A verdade é que isso ajuda a manter com os objetivos firmes e dá validação para o que está fazendo. No primeiro ano e dois meses sem fumar cigarro, passei por dias de estresse que por si só, lembravam de quando o cigarro era usado como uma muleta para lidar com os problemas e a ansiedade. A verdade é que muitos dos materiais informativos sobre parar de fumar cigarro estão certos, muitas vezes, a fissura não some completamente, mas há um limite de tempo. É possível dizer não, mesmo quando uma pequena parte de si queria dizer sim. É desafiador não fumar cigarro, mas repito: é algo difícil, mas não impossível. Depois que você abre mão do cigarro, pensa em coisas positivas, como o dinheiro que vai economizar e até mesmo os benefícios da saúde. É uma luta parar de fumar cigarro, mas continuo na torcida por melhores tratamentos. Então, a cada vez que você passa pela conveniência que costumava comprar cigarro. Com ...

Viver e aprender

Viver era uma constante fonte de aprendizado. Havia quem usava a internet só para se distrair, mas há também quem usava para procurar conteúdos relevantes, ajudando a entender melhor sobre o que está passando. Nenhum conteúdo substitui sessões de terapia nem acompanhamento médico, porém podem ser úteis no processo de desenvolvimento de autoconhecimento.

É somente ao entendermos o que estamos passando que, muitas vezes, podemos mudar de direção. Em vez de ficar preso no ciclo de ruminação, muitas vezes escutar um profissional da área falando sobre o assunto pode fazer toda diferença. Escolher se autoaperfeiçoar, dia após dias, também era um ato de amor-próprio.

Tinha tantas informações boas na internet. Era possível selecionar e filtrar o que desejava. Mas muita gente preferia se focar em usar como uma mera distração. É nas pequenas mudanças de hábitos que vamos nos transformando. Ao identificarmos nossas limitações e o que podemos melhorar, temos a oportunidade de tentar desenvolver essas áreas.

Ter dificuldade em dizer não, por exemplo, sinalizava uma dificuldade com a inteligência emocional. Saber reconhecer as próprias falhas é tão importante quanto reconhecer os padrões disfuncionais do outro. Todos somos humanos e estamos destinados a falhar, mas também temos a oportunidade de aprender algo novo a cada dia. Quando foi a última vez que você fez algo pela primeira vez?

Ao passar por um período difícil, em vez de negar as próprias emoções e a realidade, estava encarando de frente. Sabia que era incapaz de mudar o outro, só podia transformar a si mesmo – não importava o quanto tentasse. Reconhecer que só o outro pode se mudar, abre uma porta para que a gente encare o espelho e se dê conta de que a quantidade de tempo gasto com o outro, muitas vezes poderia ser usado consigo mesmo.

Mudar a si mesmo, em alguns casos significava deixar para trás algo que não estava funcionando. Aprender mais sobre o assunto significava que tinha empatia para entender o outro e a si mesmo, mas que também poderia escolher mudar a rota. Estabelecer limites ou escolher se afastar, em alguns casos era uma simples questão de saúde mental ou de incompatibilidade, após tantas repetições de ciclos disfuncionais. 

Em vez de se ignorar, muitas vezes, precisamos passar pelo processo aprendendo mais, para finalmente conseguir encerrar um ciclo, consciente de que independente do quanto você tenha tentado ajudar, você fez o melhor que podia no momento e está pronto para seguir em frente. No lugar de sentir medo de perder o outro, tenha medo de perder a si mesmo no processo.

*Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo. Autor do livro de terror Escrita Maldita, publicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano: O Círculo (Vol.1) e O Livro (Vol. 2), disponíveis no Wattpad e na loja Kindle.

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