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Destaques

Livros não substituem terapia, mas são terapêuticos

Vez ou outra, navegando pela internet e redes sociais encontro algum comentário de que livros são terapia. A verdade é que os livros, embora nos façam bem, não são terapia, tampouco a substituem, porém são terapêuticos. Um livro não é capaz de substituir o papel do psicólogo, de modo que nem a inteligência artificial seja capaz disso, mesmo tendo avançado. Então, sim, ler é muito importante e pode ser fundamental para o dia a dia. Há livros que conversam com o leitor como se estivessem frente a frente. Desde o início de ano, embarquei numa aventura de ler mais livros sobre amor próprio. Alguns dos livros, confesso, acho terapeutizados demais, mas com cada um deles aprendi um pouco mais sobre mim. Para quem gosta de terapia e de livros, há uma demanda por livros que nos façam refletir como na terapia e até dão direcionamentos, mas apesar do bem-estar terapêutico, estão longe de substituírem a terapia. Se há um risco da inteligência artificial concordar quase sempre com o que falamos, li...

Após um mês sem fumar cigarro

Após um mês sem fumar cigarro, nem tudo são rosas. Às vezes você só se dá conta das coisas que o cigarro estava segurando quando você se vê livre dele. É, então, quando as coisas realmente começam a pesar e mesmo com os benefícios de abrir mão do cigarro, você percebe a falta que ele faz e ainda assim, não se arrepende de ter aberto mão dele de uma vez por todas.

De repente, você se dá conta de que ter aberto mão de fumar é só um dos hábitos negativos e que precisa preencher a vida com outras atividades prazerosas, seja redescobrindo ou aprendendo coisas novas. O importante era dar um jeito de preencher aquele tempo que antes era dedicado ao cigarro.

A experiência de parar de fumar cigarro era única. Cada pessoa sentia de alguma forma. Estaria mentindo se dissesse que era fácil, mas, sem dúvidas, não era impossível. Ainda que o desejo não parasse completamente, a cada dia que passava se tornava mais fácil resistir e dizer não. O desafiador era conseguir resistir nesses períodos mais críticos, nos quais há uma tentação maior de jogar tudo para o lado e fumar.

Em vez de procurar motivos para ceder, você começa a se fixar nos benefícios de continuar sem o cigarro. Não era fácil lutar contra a abstinência. Qualquer que tenha sido o método usado para parar de fumar e/ou se usou remédio, adesivos de nicotina e gomas de nicotina, há um tremendo desconforto, mas às vezes bastam alguns minutos para passar, ainda que se repetiam mais de uma vez ao dia.

É ao parar de fumar cigarro que você percebe que nem tudo é fácil como parece. Que existe toda uma fantasia de “quando eu quiser, vou conseguir parar” e você até consegue, mas paga um preço por isso, não é tão simples: ao cortar um hábito e ficar sem uma substância, seu corpo e mente reagem a isso e não é uma experiência fácil, bem longe de ser uma experiência agradável.

E, se você conseguiu continuar sem fumar, mesmo passando por esse furacão emocional, então, parabéns! Que você continue resistindo aos desejos, à abstinência, ficando cada dia mais longe da experiência de fumar e se reconstruindo, para não voltar aos velhos hábitos. Parar de fumar cigarro é uma dessas experiências que só quem passa sabe como é, é possível ter empatia, mas só quem vivencia sabe que está longe de ser algo fácil, que tem seus altos e baixos, mas que no final, o esforço vale a pena. 

*Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo. Autor do livro de terror Escrita Maldita, publicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano: O Círculo (Vol.1) e O Livro (Vol. 2), disponíveis no Wattpad e na loja Kindle.

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