Pular para o conteúdo principal

Destaques

Dias de silêncio

Nos dias de silêncio estava dividido entre a fadiga e a ansiedade. Amava escrever, mas sentia como se não tivesse energia suficiente. Não poderia negar: gostava da sensação de estudar. Porém, os conteúdos difíceis eram como pedras: sabia que para algumas coisas precisava de um tempo a mais.  Entre aulas mais calmas, intermediárias e complexas, tentava fazer o melhor possível para aprender, sem se comparar com os outros, sabendo que cada um era único e todos tinham suas facilidades e dificuldades. A verdade era que mesmo coisas que gostávamos poderiam nos deixar cansados e tínhamos que tomar cuidado para não entrar em estado de esgotamento. Estava fazendo o possível para deixar a rotina equilibrada, de forma que não tivesse mais sobrecarga mental. O excesso de estudo poderia ser pior do que não estudar. Escrevia para registrar como os dias estavam sendo. Escrevia para matar a saudade de escrever. Escrevia para estudar. Escrevia. *Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo . Auto...

Exercício de esperança

Não querer saber e não saber são coisas diferentes. Às vezes a vida joga na nossa cara algo que gostaríamos de não ter entrado em contato e tudo que resta é seguir em frente.

Às vezes, você lembra com carinho de alguém que não faz mais parte da sua vida, mas você sempre vai desejar o bem. Como também pode acontecer o contrário, pessoas que passaram por suas vidas, tiveram mais chances do que deveria e você seguiu em frente.

Assim é a vida, com suas contradições. Guardar um pedaço do outro, mesmo que você não faça mais parte daquela realidade.  Em outros casos, se afastar totalmente e evitar correr o risco de ser compreensivo demais.

Quando você finalmente aprende que nem todo mundo fica, muita gente vai e está tudo bem, você se permite tratar com mais leveza quando também foi a pessoa que não faz mais parte da vida do outro, sem guardar qualquer rancor. 

É somente quando você deixa ir, que descobre que nem sempre é amado ou útil, mas talvez no passado tenha causado tantas boas sensações, que estar desconectado no presente talvez seja a menor das coisas. 

Há pessoas que lembramos com carinho e há que pessoas que gostaríamos de nossos caminhos nunca terem se cruzado antes. De todo modo, lidar com as contradições é um exercício de esperança. 

*Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo. Autor do livro de terror Escrita Maldita, publicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano: O Círculo (Vol.1) e O Livro (Vol. 2), disponíveis no Wattpad e na loja Kindle.

Mais lidas da semana