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Destaques

Nostalgia da nostalgia

Dias de nostalgia da nostalgia, em que parecia sentir falta de algo ou alguém. Dias em que sabia que era delicioso se perder na sensação de que o passado proporcionava, mas que sabia a importância de voltar a atenção para o presente. Então, os dias continuavam seguindo, mesmo quando uma parte nossa insistia na nostalgia. Nostalgia boa era coisa temporária, mais do que isso poderia se tornar tóxica. A verdade era que escrevia para dar sentido às coisas. A verdade era que tinha uma relação dupla com a nostalgia; em alguns instantes, adorava, em outros, achava que era o pior que poderia acontecer. Escrevia, então, na esperança de continuar mantendo a nostalgia sob controle, aceitando que o passado não voltaria e estava tudo bem ressignificar as coisas. Ao dar um novo sentido, a nostalgia também se transformava. E, então, quem sabe poderia se manter em um nível mais saudável e menos tóxico. Se apegar à nostalgia, mas sentir os pés firmes no presente.  *Ben Oliveira é escritor, formado ...

Exercício de esperança

Não querer saber e não saber são coisas diferentes. Às vezes a vida joga na nossa cara algo que gostaríamos de não ter entrado em contato e tudo que resta é seguir em frente.

Às vezes, você lembra com carinho de alguém que não faz mais parte da sua vida, mas você sempre vai desejar o bem. Como também pode acontecer o contrário, pessoas que passaram por suas vidas, tiveram mais chances do que deveria e você seguiu em frente.

Assim é a vida, com suas contradições. Guardar um pedaço do outro, mesmo que você não faça mais parte daquela realidade.  Em outros casos, se afastar totalmente e evitar correr o risco de ser compreensivo demais.

Quando você finalmente aprende que nem todo mundo fica, muita gente vai e está tudo bem, você se permite tratar com mais leveza quando também foi a pessoa que não faz mais parte da vida do outro, sem guardar qualquer rancor. 

É somente quando você deixa ir, que descobre que nem sempre é amado ou útil, mas talvez no passado tenha causado tantas boas sensações, que estar desconectado no presente talvez seja a menor das coisas. 

Há pessoas que lembramos com carinho e há que pessoas que gostaríamos de nossos caminhos nunca terem se cruzado antes. De todo modo, lidar com as contradições é um exercício de esperança. 

*Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo. Autor do livro de terror Escrita Maldita, publicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano: O Círculo (Vol.1) e O Livro (Vol. 2), disponíveis no Wattpad e na loja Kindle.

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