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Destaques

Escrita em fluxo

Às vezes, quando a escrita está travada, tudo o que podemos fazer é deixar as ideias correrem soltas em fluxo de consciência. Não queria escrever naquele dia? Ou não conseguiria escrever? A verdade era que pensar no próprio processo de escrita rendia textos. Então, em alguns dias, tudo fluía com facilidade. Enquanto, em outros, parecia impossível usar palavra atrás de palavra. Poderia desistir antes do texto nascer, mas sabia que se arrependeria depois. Era preciso colocar palavra atrás de palavra, encontrar um sentido maior. E a escrita ganhava vida própria. De repente, o texto que sequer imaginara, havia nascido. De repente, tinha seguido o fluxo de consciência. De repente, muita coisa poderia acontecer quando enfrentava o medo e deixava fluir. *Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo . Autor do livro de terror  Escritpa Maldita , p ublicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano:  O Círculo (Vol.1)  e  O Livro (Vol. 2) , dis...

Limites

Limites: linhas que não devem ser ultrapassadas. Espaço onde a paz permanece. Ausência de conflitos desnecessários. Deixar claro que o que incomoda deve ser respeitado.

Era na falta de limite que crescia o desrespeito. Era na falta de limite que tudo ficava estagnado. Era na falta de limite que elos podem ser quebrados, sem qualquer necessidade de adeus.

Os dias passavam e quanto mais se dera conta da importância dos limites, mais entendia a decisão de quem escolhera não fazer mais parte da sua vida. 

Era ao dizer adeus que abria espaço para o novo. Era ao deixar para trás tudo aquilo que pesava que aceitava que algumas coisas simplesmente não eram para ser. Era ao desapegar quando percebia que o que algo fazia sentido antes, agora era indiferente.

Escrevia para lembrar. Escrevia para esquecer. Escrevia na esperança de que o aqui e agora deixassem o passado no passado, sem perder tempo pensando no futuro.

Escrevia como quem sabia que ciclos encerrados faziam parte da vida. Escrevia para que o passado entendesse que não havia espaço no presente. Escrevia e continuaria escrevendo, até que o óbvio não precisasse ser dito. Escrevia para lembrar que despedidas nem sempre precisavam de adeus. Escrevia. 

*Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo. Autor do livro de terror Escrita Maldita, publicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano: O Círculo (Vol.1) e O Livro (Vol. 2), disponíveis no Wattpad e na loja Kindle.

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