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Livros não substituem terapia, mas são terapêuticos

Vez ou outra, navegando pela internet e redes sociais encontro algum comentário de que livros são terapia. A verdade é que os livros, embora nos façam bem, não são terapia, tampouco a substituem, porém são terapêuticos.


Um livro não é capaz de substituir o papel do psicólogo, de modo que nem a inteligência artificial seja capaz disso, mesmo tendo avançado.

Então, sim, ler é muito importante e pode ser fundamental para o dia a dia. Há livros que conversam com o leitor como se estivessem frente a frente.

Desde o início de ano, embarquei numa aventura de ler mais livros sobre amor próprio. Alguns dos livros, confesso, acho terapeutizados demais, mas com cada um deles aprendi um pouco mais sobre mim.

Para quem gosta de terapia e de livros, há uma demanda por livros que nos façam refletir como na terapia e até dão direcionamentos, mas apesar do bem-estar terapêutico, estão longe de substituírem a terapia.

Se há um risco da inteligência artificial concordar quase sempre com o que falamos, livros também merecem ser lidos com cuidado. Não dá para negar que os livros podem ser complementares à terapia, mas continuam limitados em relação a ter um profissional com escuta ativa, conhecimentos de teorias e práticas e demais conhecimentos que exigem a presença e consciência do outro.

*Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo. Autor do livro de terror Escrita Maldita, publicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano: O Círculo (Vol.1) e O Livro (Vol. 2), disponíveis no Wattpad e na loja Kindle.

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