Pular para o conteúdo principal

Destaques

Dias de silêncio

Nos dias de silêncio estava dividido entre a fadiga e a ansiedade. Amava escrever, mas sentia como se não tivesse energia suficiente. Não poderia negar: gostava da sensação de estudar. Porém, os conteúdos difíceis eram como pedras: sabia que para algumas coisas precisava de um tempo a mais.  Entre aulas mais calmas, intermediárias e complexas, tentava fazer o melhor possível para aprender, sem se comparar com os outros, sabendo que cada um era único e todos tinham suas facilidades e dificuldades. A verdade era que mesmo coisas que gostávamos poderiam nos deixar cansados e tínhamos que tomar cuidado para não entrar em estado de esgotamento. Estava fazendo o possível para deixar a rotina equilibrada, de forma que não tivesse mais sobrecarga mental. O excesso de estudo poderia ser pior do que não estudar. Escrevia para registrar como os dias estavam sendo. Escrevia para matar a saudade de escrever. Escrevia para estudar. Escrevia. *Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo . Auto...

STOP

Fazer uma pausa antes de reagir talvez seja algo tão subestimado. A verdade é que aprendi na DBT que existem várias formas de usar o mindfulness para ajudar a lidar com a desregulação emocional.

Então, fico pensando em como seria o mundo se essas técnicas fossem ensinadas em colégios e universidades, se não ajudaria a saúde mental de uma forma coletiva.

Determinados diagnósticos sofrem mais do que outros com a desregulação emocional. Sim, na teoria as coisas pareciam mais fáceis de resolver, mas era aprendendo as técnicas e colocando em prática que as coisas poderiam mudar. Era preciso experimentar, dar um salto de fé.

No início era importante pausar, depois respirar de forma consciente. Logo em seguida, observar o que estava acontecendo sem julgamento e, por fim, prosseguir com a atividade de forma mais consciente e calma.

Lendo assim, talvez você pense que seja simples e fácil. Ou talvez, você pense o contrário, como se fazer uma pausa consciente fosse algo impossível. Mas era preciso tentar e caso a técnica não fosse assimilada, existiam outras de preferência.

Não havia nada de novo ou outro mundo na DBT, mas a maneira que era estruturada ajudava bastante. Talvez você fosse familiarizado com o mindfulness, por exemplo, mas nunca tinha parado para pensar em quantas formas existiam de colocar em prática e ajudar a regular as emoções.

Uma vez familiarizados com as técnicas da DBT, há sim como melhor a saúde mental e questões de regulação emocional. O que é intenso demais, difícil demais, acaba se tornando mais manejável.

Uma simples pausa para respiração consciente pode fazer toda diferença em ajudar na tolerância ao mal estar. Mesmo diante de casos graves, é importante lembrar que existem caminhos e a terapia pode fazer toda diferença, tão importante quanto os medicamentos. 

*Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo. Autor do livro de terror Escrita Maldita, publicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano: O Círculo (Vol.1) e O Livro (Vol. 2), disponíveis no Wattpad e na loja Kindle.

Mais lidas da semana