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Destaques

Dia frio para escrever

O dia frio era um convite para a escrita. O mesmo dia frio que o convidava a descansar. A verdade era que escrever não deixa de ser uma forma de descanso. Palavra após palavra, ia sentindo as emoções se movimentando pelo corpo, e dando novo sentido às coisas. A cada vez que escrevia um texto, uma pessoa ficava para trás e se tornava alguém novo. Era como magia. Escrevia para esquecer e para lembrar. Escrevia, pois era seu modo de deixar registrado no mundo seus pensamentos e emoções. Escrevia. O mesmo frio que era um convite para a coberta, hoje era um convite à escrita. E as palavras, elas também aqueciam corpos, mentes e corações.  *Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo . Autor do livro de terror  Escritpa Maldita , p ublicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano:  O Círculo (Vol.1)  e  O Livro (Vol. 2) , disponíveis no  Wattpad  e na loja Kindle.

Escrita sem movimento

Depois de passar mais de um mês escrevendo entre passos ou depois da caminhada e corrida, o dia de chuva veio para me lembrar da importância da escrita sem movimento.


Os dias de chuva me lembravam da nostalgia. E nostalgia nem sempre era algo bom. Uma vez que um ciclo era encerrado, deveria ser deixado para trás. Mas é muito mais fácil na teoria do que na vida prática.

Inspirava o ar lentamente e deixava sair, tentando se tornar consciente da temperatura mudando, dos pingos de chuva caindo e sentindo a leve brisa refrescante.

Nos últimos tempos, vinha pensando na ideia de abrir mão da Coca-Cola. Não gostava de quando dependendo do horário, ela afetava o tempo de dormir.

Vinha escrevendo coisas aleatórias. Vinha dando sentido às palavras. Vinha ressuscitando ideias. Vinha deixando ir.

Nem sempre era fácil deixar ir. Mas assim como a chuva que atrapalha o dia de corrida, tudo o que podemos fazer é aceitar. E é na aceitação que novos ciclos vão surgindo, deixando os antigos para trás. 

De repente, o texto havia sido escrito. Seja em movimento ou parado, a escrita era como respirar e até quando pudesse, usaria de forma terapêutica.

Escreveria para lembrar as coisas boas, mas também para relembrar as ruins, até que tudo caísse no esquecimento e não sentisse mais necessidade de falar. 

*Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo. Autor do livro de terror Escrita Maldita, publicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano: O Círculo (Vol.1) e O Livro (Vol. 2), disponíveis no Wattpad e na loja Kindle.

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