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Destaques

Dose de poesia

Uma dose de poesia, às vezes, era tudo o que precisava para levar o dia. Tomava uma dose, mesmo sem saber sobre o que viria pela frente, gostava de se deixar surpreender pelo texto. Em dias mais tristes, encontrava certo conforto na poesia. Já nos dias mais felizes, encontrava uma certa dose de validação. O silêncio também poderia ser poesia. E havia certa beleza em desfrutar da paz. Era em dias barulhentos que mais valorizávamos o silêncio. Continuava se alimentando de letras, na esperança de produzir novas histórias e manter o fluxo de palavras livre. A cada poesia que lia era como se alimentar de uma colherada de uma sopa de letrinhas. Não sabia explicar o como, mas encontrava conforto para o espírito. A cada texto lido, algo se mudava dentro de mim e a pessoa que lia vai se transformando. Bastava uma dose de poesia.  *Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo . Autor do livro de terror  Escritpa Maldita , p ublicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bru...

Escrita sem movimento

Depois de passar mais de um mês escrevendo entre passos ou depois da caminhada e corrida, o dia de chuva veio para me lembrar da importância da escrita sem movimento.


Os dias de chuva me lembravam da nostalgia. E nostalgia nem sempre era algo bom. Uma vez que um ciclo era encerrado, deveria ser deixado para trás. Mas é muito mais fácil na teoria do que na vida prática.

Inspirava o ar lentamente e deixava sair, tentando se tornar consciente da temperatura mudando, dos pingos de chuva caindo e sentindo a leve brisa refrescante.

Nos últimos tempos, vinha pensando na ideia de abrir mão da Coca-Cola. Não gostava de quando dependendo do horário, ela afetava o tempo de dormir.

Vinha escrevendo coisas aleatórias. Vinha dando sentido às palavras. Vinha ressuscitando ideias. Vinha deixando ir.

Nem sempre era fácil deixar ir. Mas assim como a chuva que atrapalha o dia de corrida, tudo o que podemos fazer é aceitar. E é na aceitação que novos ciclos vão surgindo, deixando os antigos para trás. 

De repente, o texto havia sido escrito. Seja em movimento ou parado, a escrita era como respirar e até quando pudesse, usaria de forma terapêutica.

Escreveria para lembrar as coisas boas, mas também para relembrar as ruins, até que tudo caísse no esquecimento e não sentisse mais necessidade de falar. 

*Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo. Autor do livro de terror Escrita Maldita, publicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano: O Círculo (Vol.1) e O Livro (Vol. 2), disponíveis no Wattpad e na loja Kindle.

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