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Destaques

11 Meses Sem Fumar Cigarro

Quase completando 11 meses sem fumar cigarro, se dera conta de que um dia parecia impossível, havia se tornado real. E faltava tão pouco para completar o primeiro ano sem cigarro. Estaria mentindo se dissesse que vez ou outra não sentia uma vontade súbita de fumar cigarro, mas se sentia no controle da situação e era capaz de dizer não. Dizer não se tornava cada vez mais fácil com o passar do tempo. Mas era ilusão achar que nunca mais seria tomado pela vontade. A diferença era que agora era muito mais fácil se negar. Dizer não ao cigarro significava dizer sim para outras coisas. Parar de negar o quanto fumar fazia mal à saúde e aceitar que por mais difícil que fosse se manter longe do cigarro, os benefícios valiam a pena. Então, era um dia qualquer para os outros, mas para quem havia parado de fumar, celebrar esses pequenos passos fazia toda diferença. Só mais um dia sem fumar cigarro. Só mais um dia para ignorar os pensamentos de que não ia conseguir. Só mais um dia provando que era ca...

Resenha: Sobre Entrevistas: Teoria, Prática e Experiências – Stela Guedes Caputo

Em seu livro: "Sobre Entrevistas: Teoria, Prática e Experiências" (Ed. Vozes), lançado em 2006, a jornalista Stela Guedes Caputo aborda os conceitos de entrevistas, dá dicas de como melhorar esta ferramenta do jornalismo e da pesquisa, expõe algumas de suas entrevistas com diferentes pessoas e tece comentários sobre as mesmas.

Para a autora, as fórmulas podem ajudar na hora de se realizar uma entrevista, mas não resolvem. Caputo explica que se a entrevista é mais do que uma técnica para obter respostas através de um questionário: é preciso que haja comunicação entre as pessoas e uma das características fundamentais para qualquer jornalista é saber realmente ouvir. Outro ponto importante no jornalismo e que é pouco praticado, de acordo com a autora é o de: "Pluralizar ao máximo as visões sobre o assunto em pauta, ainda que não possa se desvencilhar de seu próprio ponto de vista".

O jornalista Eugênio Bucci escreveu o prefácio do livro e fala sobre a importância de se pensar nos direitos, necessidades e interesses dos destinatários da notícia e de saber separar o que é relevante do que é supérfluo. Bucci cita 5 características de um bom texto jornalístico: subordinado ao direito à informação; necessário; percebido e reconhecido como necessário; urgente; dialoga de perto com o desejo daquele a quem se destina.

Cada entrevista é influenciada pela forma feita, que de preferência seja realizada pessoalmente, depende da abordagem, do tempo e da aproximação. Para a autora, é difícil conceituar entrevista. Caputo acredita que a entrevista é uma aproximação do jornalista em uma dada realidade, a partir de determinado assunto e do próprio olhar, através de perguntas dirigidas a um ou mais indivíduos. "O que sinto, e apenas sinto, é que, quando o jornalista realiza bem essa aproximação, a entrevista se torna uma experiência. Uma experiência de olhar o mundo e ouvir o outro".

A ideologia do jornalista influencia ao se produzir uma matéria jornalística, a suposta neutralidade pregada pelo jornalismo é contrariada através da opinião - a favor ou contra - um acontecimento. A autora cita o jornalista Eugênio Bucci, que explica que o ideal é se buscar um equilíbrio ("pacificação entre as convicções e crenças pessoais do jornalista e o nível de objetividade requerido pelo público"). Ainda de acordo com Caputo, esta busca pelo equilíbrio, muitas vezes, tende a cair para o lado ideológico do veículo em que o jornalista trabalha.

Por meio dos exemplos de entrevistas realizadas por Stela Caputo percebe-se a diferença entre os entrevistados, os contextos e as abordagens, além de se aprender informações interessantes com estes diálogos enriquecedores. A jornalista conta que o livro não busca responder todas as perguntas e nem se tornar um manual, cabe ao jornalista desenvolver o seu próprio estilo, refletir e aprender a lidar com as diferentes situações da melhor forma possível.

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