Pular para o conteúdo principal

Destaques

Meses sem fumar cigarro

Seis meses. Metade de um ano. O que antes parecia só algo impossível de acontecer, havia se tornado realidade: conseguira passar 6 meses sem fumar cigarro.  Estaria mentindo se tinha dias em que não se imaginava fumando ainda, mas estava feliz por conseguir resistir à tentação, sabendo que uma vez que tinha decidido não ia dar um passo para trás. Há seis meses, talvez estaria fumando enquanto escrevia o texto ou quem sabe ouvindo música e usando o Instagram, mas as coisas tinham mudado e ainda bem. Por mais difícil que seja no início. Passei por várias tentativas e falhas e não sinto vergonha, precisava criar resiliência antes de conseguir parar o cigarro de vez.  Difícil, sim. Impossível, não. Seria mentira dizer que é fácil, embora algumas pessoas tivessem mais facilidade do que outras para parar de fumar cigarro. Porém, nem todo mundo era igual e para algumas pessoas, a fissura continuaria aparecendo de tempos em tempos. Porém, a informação importante é que a fissura por ci...

Resenha: Veronika Decide Morrer - Paulo Coelho

Ao entrar na livraria uma obra chamou a minha atenção: "Veronika Decide Morrer", escrita por Paulo Coelho, conhecido como "o autor brasileiro mais lido do mundo". Já havia assistido ao filme, cujo roteiro foi adaptado do livro e confesso que fiquei surpreso com a atuação de Sarah Michelle Gellar no papel da protagonista.

Nunca tinha lido nenhum livro do escritor tão aclamado por alguns e criticado por outros. A linguagem simples permite a fluidez da leitura e talvez seja um dos motivos de tamanho sucesso pelo mundo, já que permite a sua tradução para diversas línguas sem a perda do sentido, o que também provoca uma certa ira nacionalista nos amantes dos escritores clássicos da literatura nacional.

Chega um momento da vida em que todos nós nos perguntamos o que temos feito e a insatisfação toma conta de nossos dias. A rotina traz a miséria e ficamos acomodados com nossos empregos, relacionamentos e ações. A falta de novidade e a repetição robótica está relacionada à normalidade, mas também pode nos levar a depressão. Já a loucura, seria necessária e vista como o aproveitamento da vida.

Inspirado em experiências pessoais, o livro nos faz refletir sobre a loucura e traz uma mudança de perspectiva sobre a mesma. "A loucura é a incapacidade de comunicar suas ideias", comenta uma personagem internada no mesmo hospício em que Veronika.

Veronika é uma eslovena de 24 anos,  insegura e frágil, porém como somos representações sociais, a imagem que a mulher sempre transmitiu para os outros era de independente e forte, como ela mesmo cita no livro, do tipo que poderia causar inveja e admiração nos amigos.

Formada em Direito por orientação de sua mãe, a mulher trabalhava em uma biblioteca e morava num lar de freiras, no qual alugava um quarto. Deixando seus desejos de lado durante toda a sua existência, ela começou a sentir que sua vida não tinha mais sentido, pois todos os dias eram iguais e decidiu que queria morrer. Veronika planejara seu suicídio tomando remédios e quase conseguiu, mas acorda em um sanatório e descobre que só tem mais alguns dias de vida, por conta de uma condição cardíaca resultante da sua ação.

Tendo ignorando o ódio e o amor durante anos, a mulher vivencia experiências diferentes no sanatório e reflete como seria sua vida se tivesse mais tempo sabendo o que sabe agora. Da tentativa frustrada de suicídio e descoberta de que morreria em alguns dias, na obra acompanhamos Veronika tocando piano, realizando um sonho antigo e lutando finalmente pela sua vida.

O livro nos faz refletir sobre a vida, morte, loucura, justiça, prazer e sexo, elementos que dão sentido às nossa existências pessoais e em sociedade. Nascemos sabendo que vamos morrer um dia, mas deixar de viver torna-se um dilema quando já não temos esta opção e temos uma data definida para acontecer.

Mais lidas da semana