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Fascismo à Brasileira: Livro do jornalista Pedro Doria fala da influência de Mussolini no Brasil

Fascismo . O termo tem circulado nas redes sociais nos últimos anos, mas muita gente reproduz sem saber seu significado, história ou contexto. Outros confundem com nazismo ou comunismo . Para explicar sobre suas origens, a influência no Integralismo brasileiro e as conexões com o Bolsonarismo, o livro Fascismo à Brasileira , escrito pelo jornalista especializado em política e tecnologia Pedro Doria . A obra nacional foi publicada pela editora Planeta , em 2020.  Compre o livro Fascismo à brasileira (Pedro Doria): https://amzn.to/3pN99xo   Ainda bem que as coisas mudam. Do mesmo modo que houve um aumento de governos de Extrema-Direita pelo mundo, o cenário agora está se revertendo, revelando quantos danos foram causados à democracia e também à diplomacia, criando mais divisões e tensões entre os países em um período tão difícil de pandemia. Embora tenha inspirações no fascismo italiano de Benito Mussolini e também possa ser comparado à Ação Integralista Brasileira , um movimento polí

Milton Hatoum ministra aulas sobre Tempo Narrativo e Personagens


O professor e romancista Milton Hatoum ministrou uma série de aulas sobre Construção do Romance, DVD que faz parte da série Grandes Cursos na TV Cultura. Além dos gêneros literários, o escritor abordou o tempo narrativo e os personagens em suas aulas.

Tempo Narrativo
Um dos elementos importantes para a construção de um romance é o tempo narrativo, tão importante quanto o foco narrativo. "O tempo não apenas faz parte da estrutura da narrativa, como também pode ser um tema literário. O tempo é problematizado. Além de técnica, é uma questão estética, da qual depende o andamento do romance", acredita Milton Hatoum.

Segundo Milton Hatoum, existem o tempo cronológico, o tempo histórico e o tempo psicológico, sendo o último o tempo de duração interior, do fluxo de consciência e marca do romance contemporâneo e da subjetividade insatisfeita do herói. "O tempo se torna uma questão filosófica. Confronto e conflito entre o tempo vivido e o cronológico. A narrativa começa a mudar a partir da insatisfação do narrador, do sujeito", argumenta.

"Um texto muito breve pode contar uma história muito longa", revela Milton Hatoum. De acordo com o escritor, mais do que o tempo estar relacionado ao tema, ele também marca a reflexão dos personagens e a maneira que eles conduzem os eventos.

Personagens


Sobre os personagens, Milton Hatoum explica a relação entre o termo em inglês "Character" (tradução para personagem) e o caráter, comportamento, atitude moral de uma pessoa. "O personagem vive através do enredo", comenta o romancista.

Ainda segundo o escritor, a discussão entre os personagens deve se relacionar direta ou indiretamente com uma configuração maior da narrativa, o enredo, elemento que extrai os distintos eventos que acontecem. "Os pequenos eventos, argumentos e histórias que fazem parte da narrativa, não podem estar completamente soltas, elas devem fazer parte da configuração. Se um dos elementos falhar, o leitor talvez perceba", ensina.

"Mesmo os eventos aparentemente fortuitos, tem uma relação com a obra toda", declara Milton Hatoum à respeito das ações descritas no romance, acreditando ele que não existe um ato gratuito, ou seja, que não tenha sido pensado pelo escritor e faça algum sentido no enredo.

Milton Hatoum fala sobre os personagens planos e superficiais e sobre os personagens redondos e esféricos. "Uma personagem plana quase nunca surpreende, caracteriza-se por gestos aparentes (aparência), atitudes que se repetem, traços físicos, cacoetes. Ao passo que uma personagem esférica é mais complexa, não pela aparência, mas pelo seu modo íntimo de se comportar, contradições que leva dentro de si e mudanças de comportamento e do modo de ser ao longo da narrativa", define. O escritor argumenta que os personagens redondos são mais difíceis de serem criados do que os personagens planos.

Mesmo sendo fictícios, o escritor acredita que os personagens podem causar fascínio ou repulsa nas pessoas, o que muitas pessoas vivas não causam. "O personagem é, às vezes, mais convincente que as próprias pessoas que nós conhecemos", justifica Milton Hatoum. Para o escritor, os personagens além de paradoxais, podem ter histórias mais convincentes e comoventes que o nosso cotidiano.

Tão complexos, segundo Milton Hatoum, os personagens não vem um de pessoa conhecida. "A construção de personagens mais complexas depende da vivência de cada um, da observação do nosso cotidiano e das leituras de grandes personagens que nos fascinam", esclarece.

Leia também: Milton Hatoum ministra aula sobre gêneros literários

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