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Destaques

Para Toda a Eternidade: Livro explora rituais funerários diversos

Entre a naturalidade e o espanto, o tradicional e o moderno, o ocidental e o oriental, Caitlin Doughty transmite ao leitor histórias de suas visitas a espaços e profissionais envolvidos com o universo mortuário. Uma das obras pedidas por quem já tinha lido Confissões do Crematório, o novo livro foi publicado no Brasil pela editora DarkSide Books, em junho de 2019, com tradução de Regiane Winarski e ilustrações de Landis Blair.


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“Eu passei a acreditar que os méritos de um costume relacionados à morte não são baseados em matemática [...] mas em emoções, numa crença na nobreza única da própria cultura da pessoa. Isso quer dizer que consideramos os rituais de morte selvagens apenas quando eles não são como os nossos” – Caitlin Doughty, Para Toda a Eternidade
Dá para ler tranquilamente Para Toda a Eternidade sem ter lido Confissões do Crematório, mas acredito que as duas leituras são complementares. Enquanto na p…

Livro de crônicas de Arnaldo Jabor

Texto: Ben Oliveira

"Amor é prosa, sexo é poesia"
é o título do livro que reúne as melhores crônicas escritas por Arnaldo Jabor. Publicado em 2004, pela editora Objetiva, o leitor é convidado a viajar nos textos sobre diferentes temas do cotidiano abordados pelo cronista.

Jabor discorre sobre os relacionamentos, suas experiências da infância, velhice, família, política, sociedade e nostalgia. Por meio das crônicas, o jornalista narra situações, provoca reflexões e compartilha sua opinião.

O cronista, por exemplo, mostra-se indignado com o comportamento do brasileiro, sempre relembrando fatos do passado. O excesso de exposição do corpo, os prazeres fáceis – e o sexo – e as diferenças dos relacionamentos atuais em relação às outras épocas são alguns dos principais alvos de Arnaldo Jabor.

Arnaldo Jabor consegue traduzir os sentimentos de uma época. Mesmo as crônicas sendo textos factuais, eles continuam interessantes e também servem para reviver momentos históricos e registrar impressões de acontecimentos marcantes.

Como não abrir um sorriso ao ler um texto em que Arnaldo Jabor comenta estar cansado de ver tantas bundas ou quando ele critica os relacionamentos na sociedade pós-moderna, um assunto pelo qual simpatizo e também gosto de escrever? O cronista destila seu veneno e despeja ironia em coisas que o deixam inconformado, como o Bush e a transformação das pessoas e relacionamentos em produtos, sem esquecer também de declarar sua saudade pelas coisas da vida.

Recomendo as crônicas para quem deseja aprender mais sobre o gênero, para quem gostar dos textos do Arnaldo Jabor ou quer conhecer mais sobre o autor ou simplesmente para quem quer desfrutar de uma boa leitura.

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