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Destaques

Sorte

Às vezes, ser otimista era como um golpe de sorte. Nada como a sensação de se surpreender e poder confiar que sua intuição estava certa, ainda que para os outros parecesse errado. Então, assim, a vida surpreendia e os pensamentos positivos se tornavam realidade. Dia após dia, a espera havia chegado ao fim e tudo o que poderia fazer era acreditar que em determinadas situações manter a calma era o melhor que poderia fazer. Por pouco, se entregara ao pânico e era como mergulhar em um rio de águas escuras. Mas assim que se dera conta de que estava tudo bem em apostar em si mesmo, se permitira respirar novamente. Quando a sorte daria as caras novamente, não sabia. Sabia que uma vez por ano era o suficiente para fazê-lo acreditar no lado bom da vida novamente. Até quando estaria protegido pela sorte? Não fazia ideia. Tudo o que conseguia pensar era no agora. Agora, tudo ficaria bem. Agora, poderia ficar em paz com suas escolhas. Agora. *Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo . Autor ...

Somos Heróis das Nossas Histórias

Após aprender um pouco sobre o herói e sua importância nas narrativas, percebi que todos nós somos os protagonistas de nossas jornadas, por isso acabamos
nos identificando com personagens de livros, séries e filmes. Devemos parar de esperar alguém para nos salvar, olhar para o espelho e reconhecer que somos os melhores heróis que poderíamos ter.

Desde o dia em que nascemos, saímos de um mundo comum, confortável e protegido, para um mundo de situações desconhecidas, onde precisamos lutar diariamente pelas nossas vidas, matar dragões, enfrentar fantasmas e nossos próprios demônios. No entanto, passamos por desafios e testes, superando limitações, medos, inseguranças, e não valorizamos nossas atitudes heroicas. Todos aqueles que lutam pelo seu desenvolvimento deveriam se orgulhar de si mesmos.

A todo instante nossos ciclos se repetem. Somos desafiados a viver algumas aventuras pela vida, hesitamos até termos coragem para aceitá-las e partimos rumo a um novo trabalho, curso, academia, boate, viagem, mudança. Estamos sempre em busca de nossas identidades, essências. Não somos sempre bem ou mal, nos comportamos de cada maneira de acordo com o que vem pela frente.

Nossos medos nem sempre são reais, palpáveis, observáveis externamente. Nossas recompensas não são só financeiras, às vezes, recebemos amor, amizade, família, confiança, coragem, felicidade, porém também lidamos com a doença, velhice, desilusão e morte. Faz tudo parte do nosso teatro da vida e é por essa e outras que nos emocionamos quando assistimos, ouvimos e lemos histórias parecidas com as nossas contadas por aí. Somos todos iguais e diferentes. Carregamos uma herança coletiva, mesmo quando não imaginamos.

Alguns heróis são mais valentes, corajosos e não temem o desconhecido, se divertindo com suas aventuras, enquanto outros são mais retraídos, inseguros e assustados com o futuro. Não importa como somos, estamos sempre agindo, em movimento e nossas atitudes definem como será a nossa jornada.

Pergunto-me por que ficamos tão desejosos e aficionados pela perfeição, quando os melhores heróis da literatura e do cinema, os quais adoramos nos espelhar e também servimos como fonte de inspiração, são aqueles com características mais humanas, imperfeitas, beirando à loucura, com suas manias e defeitos.

Os heróis precisam passar por todas essas etapas da jornada antes de desfrutarem da felicidade, experiência, transformação e conhecimento. Precisamos continuar na estrada de tijolos amarelos. Só então, quem sabe, aprenderemos como Dorothy, a importância do nosso lar, amigos, coração, mente, alma, esperança, amor e coragem. Como todo herói, fazemos sacrifícios ao longo do caminho e não devemos desistir, para perceber que tudo vale a pena e faríamos tudo de novo se fosse possível. E a jornada do herói recomeça. No fundo, após derrotar nossos inimigos, visitar terras distantes, conhecer nossos aliados, escutar nossos mestres sábios, receber nossos tesouros, todos nós queremos uma só coisa, uma história com um final feliz.

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