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Destaques

Sobrecarga mental

Tinha lido além do que se dera conta. Em questão de minutos tinha sentido uma sobrecarga mental. Tudo o que queria era passar um tempo sem fazer nada.  A verdade é que quando se tratavam dos livros, poderia perder a noção do tempo. Precisava se impor limites, para proteger a própria mente. Somente quem nunca tinha passado pela sobrecarga mental poderia achar que o comportamento era saudável. Os limites existiam para proteção da saúde mental. Quando foi que tinha ultrapassado os próprios limites? Quando foi que a linha entre saudável e sobrecarga havia sido ultrapassada? Não sabia ao certo. Tudo o que sabia era que não estava disposto a repetir novamente. Diante de uma nova rotina e novos objetivos, se dera conta da pior maneira possível que talvez não seja só uma questão de constância, mas também de deixar espaço livre para a mente, sem entrar em estado de sobrecarga. Ia, então, reaprendendo os próprios limites, sem deixar que algo tão lindo como a leitura se tornasse um pesadelo. ...

Somos Heróis das Nossas Histórias

Após aprender um pouco sobre o herói e sua importância nas narrativas, percebi que todos nós somos os protagonistas de nossas jornadas, por isso acabamos
nos identificando com personagens de livros, séries e filmes. Devemos parar de esperar alguém para nos salvar, olhar para o espelho e reconhecer que somos os melhores heróis que poderíamos ter.

Desde o dia em que nascemos, saímos de um mundo comum, confortável e protegido, para um mundo de situações desconhecidas, onde precisamos lutar diariamente pelas nossas vidas, matar dragões, enfrentar fantasmas e nossos próprios demônios. No entanto, passamos por desafios e testes, superando limitações, medos, inseguranças, e não valorizamos nossas atitudes heroicas. Todos aqueles que lutam pelo seu desenvolvimento deveriam se orgulhar de si mesmos.

A todo instante nossos ciclos se repetem. Somos desafiados a viver algumas aventuras pela vida, hesitamos até termos coragem para aceitá-las e partimos rumo a um novo trabalho, curso, academia, boate, viagem, mudança. Estamos sempre em busca de nossas identidades, essências. Não somos sempre bem ou mal, nos comportamos de cada maneira de acordo com o que vem pela frente.

Nossos medos nem sempre são reais, palpáveis, observáveis externamente. Nossas recompensas não são só financeiras, às vezes, recebemos amor, amizade, família, confiança, coragem, felicidade, porém também lidamos com a doença, velhice, desilusão e morte. Faz tudo parte do nosso teatro da vida e é por essa e outras que nos emocionamos quando assistimos, ouvimos e lemos histórias parecidas com as nossas contadas por aí. Somos todos iguais e diferentes. Carregamos uma herança coletiva, mesmo quando não imaginamos.

Alguns heróis são mais valentes, corajosos e não temem o desconhecido, se divertindo com suas aventuras, enquanto outros são mais retraídos, inseguros e assustados com o futuro. Não importa como somos, estamos sempre agindo, em movimento e nossas atitudes definem como será a nossa jornada.

Pergunto-me por que ficamos tão desejosos e aficionados pela perfeição, quando os melhores heróis da literatura e do cinema, os quais adoramos nos espelhar e também servimos como fonte de inspiração, são aqueles com características mais humanas, imperfeitas, beirando à loucura, com suas manias e defeitos.

Os heróis precisam passar por todas essas etapas da jornada antes de desfrutarem da felicidade, experiência, transformação e conhecimento. Precisamos continuar na estrada de tijolos amarelos. Só então, quem sabe, aprenderemos como Dorothy, a importância do nosso lar, amigos, coração, mente, alma, esperança, amor e coragem. Como todo herói, fazemos sacrifícios ao longo do caminho e não devemos desistir, para perceber que tudo vale a pena e faríamos tudo de novo se fosse possível. E a jornada do herói recomeça. No fundo, após derrotar nossos inimigos, visitar terras distantes, conhecer nossos aliados, escutar nossos mestres sábios, receber nossos tesouros, todos nós queremos uma só coisa, uma história com um final feliz.

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