Pular para o conteúdo principal

Destaques

Quem Matou Sara?: Série mexicana da Netflix prende a atenção do início ao fim

Para quem está procurando uma série de vingança, segredos e muitas reviravoltas, Quem Matou Sara? (Who Killed Sara?/¿Quién mató a Sara? ) é uma ótima indicação. A série mexicana foi produzida pela Perro Azul para a Netflix , criada por José Ignacio Valenzuela e com episódios dirigidos por David Ruiz e Bernardo de la Rosa . Se você gosta de séries com personagens complexos e situações dramáticas, sem abrir mão da ação, como Revenge, How To Get Away With Murder e The Sinner, Quem Matou Sara? Vai te conquistar do primeiro até o último episódio da primeira temporada e te deixar com gostinho de quero mais ao conferir uma prévia do que vem na próxima temporada. Depois de 18 anos na prisão por um crime que não cometeu, Alejandro Guzmán (Manolo Cardona) passou anos se planejando para o dia em que saísse e começasse sua jornada à procura da verdade e da justiça: se vingar do real culpado pela morte de sua irmã e daqueles que traíram sua confiança. Entre sua luta no presente para encontrar in

Filme: Thérèse Desqueyroux – Audrey Tautou em drama francês sobre a infelicidade da mulher provinciana

Thérèse Desqueyroux ou Therese D. é o filme francês, de 2012, dirigido por Claude Miller, adaptado do romance homônimo do escritor François Mauriac. A atriz Audrey Tautou interpreta a protagonista Thérèse, uma mulher que se sente aprisionada na província onde nasceu, e acaba sofrendo de histeria pela incapacidade de aceitar que sua vida será comum e determinada como a de outras pessoas da região, principalmente das jovens garotas.

Atriz Audrey Tautou no filme Thérèse Desqueyroux

A atuação de Audrey Tautou, os pensamentos da personagem e a maneira que ela reage diante das escolhas que lhe foram tiradas são marcantes! À medida que eu assistia ao filme, eu ficava me lembrando do romance Madame Bovary, do também escritor francês Gustave Flaubert. Há certa semelhança entre as duas mulheres, vítimas e vilãs de suas escolhas.

De volta à Thérèse Desqueyroux, a história do filme é triste – a protagonista se comporta, literalmente, como uma prisioneira por causa de suas ações. Se nos anos em que a história se passa, aproximadamente 1926, era comum a mulher ser submissa ao homem (algumas continuam assim até hoje), atualmente o roteiro possibilita algumas reflexões sobre até que ponto deve-se abrir mão da própria liberdade para satisfazer o outro e se comportar conforme os costumes da sociedade.


Desde as cenas da infância de Thérèse já é possível perceber que ela é diferente de sua melhor amiga Anne (Anaïs Demoustier), a irmã de Bernard (Gilles Lellouche), o homem com quem ela se casa. Therese está sempre lendo livros e sente vontade de ir para Paris, enquanto Anne quer se apaixonar, um marido e uma vida normal. A protagonista sente-se asfixiada vendo todos aclamando aquela existência comum, enquanto ela quer algo melhor, ela quer a efervescência cultural, a liberdade e poder fazer suas próprias escolhas. Cansada da inteligência medíocre do marido, de como seu destino estava pré-determinado, ela decide agir.

"Senti como se eu não existisse mais"

Para não estragar a surpresa de ninguém, encerro os meus comentários sobre o filme. Tudo o que eu posso afirmar é que as reviravoltas, clímax o catarse são bem emocionantes. Fazia um tempo que não assistia filmes franceses, o último que eu havia visto foi Bonsai; O que eu mais gosto neles, além de sua fotografia, é do roteiro, que além de entreter, também proporciona a possibilidade de se emocionar e refletir sobre nossa própria vida, entrando na pele dos personagens. Quanto ao livro, nem preciso dizer que já estou com vontade de ler Thérèse Desqueyroux, né?

Fiquei com vontade de assistir a versão de 1962, dirigida por Georges Franju, de Thérèse Desqueyroux. Deve ser tão boa quanto a atual!

Atriz Audrey Tautou

Fica aqui a minha recomendação de filme para quem aprecia o cinema francês e gosta da belíssima Audrey Tautou (Sou suspeito, todos filmes que já vi com a atriz, eu gostei! Aliás, antes dela, para mim, só a Audrey Hepburn!). As expressões faciais e corporais, os brilhos nos olhos e a apatia da protagonista, creio que a atriz fez um ótimo papel!

Assista ao trailer de Thérèse Desqueyroux:

Comentários

Mais lidas da semana