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Destaques

Resenha: Jurassic Park – Michael Crichton

Jurassic Park (O Parque dos Dinossauros) foi uma leitura nostálgica para mim. À medida que me aventurava pelas páginas do romance, foi como se eu desenrolasse várias memórias relacionadas ao universo ficcional dos dinossauros, popularizado pela adaptação cinematográfica dirigida por Steven Spielberg, em 1993. O livro de ficção científica escrito por Michael Crichton foi republicado em 2015, pela Editora Aleph, com tradução de Marcia Men.


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Mais do que entretenimento para os amantes de dinossauros, Jurassic Park é um conto caucionário sobre ciência, genética, ética e ambição humana. Hammond é um homem rico que idealiza um parque de diversão com dinossauros reais, sem se dar conta dos potenciais perigos de dar vida às criaturas.

Antes da abertura do parque, uma equipe de profissionais é convidada a visitar a Ilha Nublar, na Costa Rica, entre eles um matemático que alerta sobre as chances do projeto se tornar caótico e…

Entrevista: Ademir Pascale fala de Caçadores de Demônios e promete mais livros de Fantasia Sombria

Escritor paulista, ativista cultural, crítico de cinema, roteirista de quadrinhos e linguista, Ademir Pascale é autor de vários livros de romance e de contos, sendo o mais recente o livro de Fantasia Sombria, Aventura e Terror, Caçadores de Demônios, publicado pela Editora Draco, no início de 2015.

Ademir Pascale é casado com a publicitária Elenir Alves que o ajuda na divulgação, assessoria de imprensa e foi o elo para que eu tivesse a oportunidade de conhecer sua história de caçadores de criaturas diabólicas e dar minhas impressões para os leitores do blog, além de tornar possível esta entrevista.


Leia: Resenha do livro Caçadores de Demônios – Ademir Pascale

Para conhecer mais sobre os trabalhos de Ademir Pascale, visite o seu blog O Desejo de Lilith, no qual é possível conferir a biografia completa do autor. Ademir Pascale foi o 14º escritor entrevistado para o blog! Obrigado, Elenir e Ademir por toparem a entrevista. :-)

Durante a entrevista, Ademir Pascale contou sobre sua carreira literária, a influência de Edgar Allan Poe, sua opinião sobre os preconceitos contra a temática de Horror, Ficção Científica e Fantasia e com o gênero literário Conto, além de falar sobre o crescimento dos eBooks no Brasil. Se gostar, não deixe de comentar, compartilhar, para que eu possa continuar trazendo mais novidades para vocês, leitores.

Confira a entrevista com o escritor Ademir Pascale:

Ben Oliveira: Com tantas publicações (romances, novelas, organizador de coletâneas de contos etc.), você consegue sobreviver de Literatura no Brasil?

Ademir Pascale: Depende, pois trabalhando com literatura não tenho um salário fixo. Tem mês que é melhor que o outro, mas como a maioria dos escritores preciso ter o meu emprego fixo.  ;)

Ben Oliveira: Recentemente foi o aniversário de 206 anos de Edgar Allan Poe. Você não esconde sua admiração pelo escritor, sempre escrevendo artigos e falando sobre ele. Como surgiu este encantamento e qual é a influência de Poe em sua escrita?

Ademir Pascale: Minha admiração por Poe surgiu na faculdade, na aula de literatura estrangeira. Minha professora gostava do Poe e pude aprender muito com ela. Poe usava em seus textos personagens solitários e problemáticos e isso influenciou também em meus textos. Mas sempre digo que a melhor história do Poe é a sua própria história. Sou fã da sua obra e o considero o escritor nº 1.

Ben Oliveira: Edgar Allan Poe não teve o reconhecimento necessário quando estava vivo. Stephen King foi muito criticado nos anos iniciais de carreira. A Literatura de Horror, entre outras temáticas que cativam o leitor sempre foram alvos de preconceito. Como você avalia esta situação nos dias atuais?  

Ademir Pascale: Algumas pessoas ainda têm preconceito. Faz poucos anos que entrevistei um dos membros da ABL e ele deixou claro o seu preconceito sobre o gênero. Perguntei: “É notório o crescimento no interesse por parte dos leitores brasileiros, por obras dos gêneros Fantasia, FC e Horror. Na sua opinião, quais seriam as principais influências causadoras?”, e ele respondeu: “A facilidade desses gêneros, ao trabalharem com emoções em estado bruto. Quanto mais elaborados e complexos forem os sentimentos expressos numa obra, provavelmente menos leitores ela conquistará, mas aí, mesmo com perda de leitores, é a literatura que sai ganhando.”.

Ben Oliveira: Caçadores de Demônios foi publicado 5 anos após O Desejo de Lilith e os dois se passam no mesmo universo ficcional. O que passou pela sua cabeça quando o projeto foi aprovado?

Ademir Pascale: “O Desejo de Lilith” foi o meu primeiro romance, mas o primeiro livro que publiquei foi uma pesquisa intitulada “Jesus e os manuscritos proibidos”, com uma baixa tiragem que se esgotou rapidamente, mas que ainda pretendo publicar novamente. Adoro pesquisar sobre a antiguidade, sobre as religiões e principalmente sobre a vida de Jesus Cristo. Voltando a pergunta, fiquei super feliz quando recebi o e-mail do Erick, editor da Draco, aprovando o meu original! :)


Ben Oliveira: Neste intervalo de publicação entre os dois livros, sem dúvidas, sua bagagem de leitura e escrita aumentou. Você teve mais facilidade para desenvolver a narrativa?

Ademir Pascale: Sim, sem dúvida. O aprendizado de um escritor nunca acaba. Daqui 10 anos serei bem melhor do que hoje. “O Desejo de Lilith” foi escrito em 1ª pessoa e não é fácil escrever um livro inteiro assim. No caso de “Caçadores de Demônios”, tive mais liberdade para escrever, pois foi em 3ª pessoa.

Ben Oliveira: Um dos destaques de Caçadores de Demônios é a história se passar em São Paulo. Muitos livros de ficção com temáticas sombrias se passam em outros países. Ao ler o seu livro, a capital paulista me pareceu ideal para uma invasão de criaturas sombrias. De onde surgiu esta ideia para cenário?

Ademir Pascale: Conheço muito bem a cidade de São Paulo. Trabalhei como Office Boy dos 13 aos 18 anos. Foram cinco anos percorrendo as ruas desta grande cidade de pedra. Faço sempre o possível para valorizar a minha cidade natal e não teria motivos para escrever o meu romance ambientado num outro país. Mas já escrevi contos ambientados na antiga Europa.

Ben Oliveira: Os leitores podem esperar mais histórias de caçadores e criaturas diabólicas?

Ademir Pascale: Sim, claro. Estou fazendo a releitura daquele primeiro livro que citei, intitulado “Jesus e os manuscritos proibidos”, mas assim que terminar e acabar alguns trabalhos pendentes, iniciarei algumas histórias com os personagens de “Caçadores de Demônios”, pois em meus sonhos eles clamam por isso...(rsrs).

Ben Oliveira: Você já trabalhou como consultor da Revista UFO. Você acredita em vida extraterrestre? 

Ademir Pascale: Claro, acredito, principalmente na teoria de Steven Hawking da possibilidade da existência de outros universos, então seria praticamente impossível existir vida apenas na Terra. A vida existe de diversas maneiras, muitas incompreensíveis para nós humanos.

Ben Oliveira: Além de escrever narrativas fantásticas, você já escreveu contos de ficção científica. Como este contato com pesquisadores e estudos de Ufologia te ajudam na composição de histórias? 

Ademir Pascale: Ajudam bastante, no aprofundamento de determinados assuntos, em palavras um pouco mais técnicas etc. Devido a esta influência publiquei o livro “Time Out – Os Viajantes do Tempo” (Editora Estronho) e “Estranhas Invenções” (Editora Ornitorrinco).


Ben Oliveira: Em 2013, você participou de uma coletânea francesa que publicou contos brasileiros. Como foi a experiência?

Ademir Pascale: Foi a minha primeira publicação internacional. E o mais legal é que fui escolhido para publicar ao lado de grandes nomes como Pedro Bandeira, Sérgio Rodrigues e José Costa Leite.

Ben Oliveira: Você já participou como organizador e coautor de diversas coletâneas de contos. Existe preconceito contra o gênero literário no Brasil?

Ademir Pascale: Existe. Mas foi em coletâneas de contos que iniciei minha carreira literária. Aprendi muito publicando em antologias, depois passei a organizar minhas próprias coletâneas. Ter preconceito com coletâneas de contos é pura besteira.

Ben Oliveira: Neste ano, você criou o site Fábrica de Ebooks, uma plataforma de publicação de livros digitais. Quais são os serviços oferecidos?

Ademir Pascale: Penso sempre na qualidade e na praticidade. O autor poderá adquirir rapidamente o seu e-book na “Fábrica de Ebooks”. Lá ele poderá escolher uma capa entre as dezenas de capas que temos, fazemos as alterações necessárias no título e nome do autor e confeccionamos o e-book nas versões pdf, epub e mobi, além de ceder uma página no próprio site para o autor expor o seu e-book, tudo num preço muito camarada.

Ben Oliveira: Como você avalia o cenário dos eBooks no Brasil?

Ademir Pascale: Está crescendo assustadoramente. Ano passado fiquei sabendo através de um editor que os e-books já tinham ultrapassado em 20% as vendas de livros da editora. Isso é um ótimo número. Mas sinceramente, acredito que sempre existirá os livros impressos e eu adoro tê-los em minha estante! :)

Ben Oliveira: Você atua como ativista cultural, seja contribuindo para a divulgação de livros, entrevistando escritores, até ministrando oficinas de criação literária para jovens carentes de São Paulo. Por que é importante para o escritor se tornar um facilitador cultural?

Ademir Pascale: Para que as pessoas tenham uma visão de mundo melhor e que tenham mais facilidade em suas escolhas. As pessoas precisam aprender a discutir situações e serem mais críticas e não aceitarem tudo caladas. Confesso que já apanhei muito por ser assim, mas sou feliz... :)

Ben Oliveira: A questão do mercado de livros, valorização dos escritores, preços, consumo de eBooks têm uma forte relação com o hábito de leitura do brasileiro. O que precisa mudar no país para que tenhamos mais leitores?

Ademir Pascale: Isso mudou e estamos tendo mais leitores no país, mas isso porque nós escritores estamos correndo e lutando por isso. É claro que o livro ainda é caro. Tudo que envolve cultura e aprendizado deveria ter impostos reduzidos, pois isso eleva a cultura de um país, mas parece que a prioridade dos nossos governantes não é essa, mas sim a de oferecer migalhas para tampar buracos. Fiquei super feliz quando li a notícia do “Vale Cultura”, que era pouco, acho que R$ 50,00 por mês para cada trabalhador. Mas quais são as empresas que oferecem esse vale? Já ouvi falar de uma ou duas, mas não conheço ninguém que ganha esse vale. É como uma loteria, no meio de milhares de empresas, uma oferece o “Vale Cultura”. Isso deveria ser uma obrigação das empresas.

Ben Oliveira: Quais dicas você deixaria para escritores iniciantes?

Ademir Pascale: Para sempre seguirem em frente, apesar dos obstáculos e saber distinguir críticas entre verdadeiras críticas.

Ben Oliveira: Quais são seus próximos projetos literários?

Ademir Pascale: Republicar o meu livro “Jesus e os manuscritos proibidos” e organizar duas antologias que estão em andamento, intituladas “Entre as nuvens” e “Contos de Terror”. Valeu pela entrevista, Ben! ;)

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