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Destaques

Um ano e um mês sem fumar cigarro

 No primeiro ano e um mês sem fumar cigarro situações estressantes podem servir como gatilho para uma recaída, mas consegui me manter longe do cigarro. Até quando vou conseguir? Não faço ideia, mas preciso continuar tentando. A ilusão de que o cigarro pode ajudar com a ansiedade, nos faz esquecer que ele próprio pode causar ansiedade. Logo, mesmo que sirva como um alívio momentâneo, não significa que é a melhor escolha. Assim como vivem aqueles com dependência, é preciso saber viver um dia de cada vez e estar preparado para caso o pior aconteça. Manter-se a uma distância segura dos gatilhos pode diminuir o impacto e não aumentar a dose repentina de fumar cigarro. Tudo muito mais fácil na teoria do que na prática, mas que funciona. Ia, então, passando os dias. Preenchi as horas com poesia. Tinha sempre algo novo a aprender. E ia renovando a esperança de deixar o cigarro no passado de uma vez por todas. Ia aprendendo a regular as emoções e não dar mais importância do que as coisas ti...

No mundo de papel

O mundo dos livros pode ser uma válvula de escape para os dias de tédio e cansaço existencial, bem como pode ser uma ótima oportunidade de deixar a criatividade explodir no papel para aqueles que se dedicam ao ofício de contar histórias. Seja durante a leitura ou no processo de criação literária, muitas vezes, ficamos tão conectados com o universo ficcional que nossos corpos físicos estão presentes, mas nossa mente, atenção e energia estão em sintonia com as narrativas.


*Imagem publicada nas redes sociais do blog Virando Amor 

Leia Escrita Maldita: https://amzn.to/2OlIdVc

Dizem que são as coisas que mais amamos que nos destroem. Com Daniel Luckman, o escritor protagonista do meu livro de terror, Escrita Maldita, não poderia ser diferente. Seu sonho e obsessão de se tornar um autor best-seller é o que o motiva a acordar todos dias, mas também é o que tira o seu sono.

Para ele, a escrita não é só um passatempo, mas é a forma que encontrou para lidar com suas emoções tumultuosas e ressignificar a própria história de vida. Assim como Daniel, carrego dentro de mim a paixão pelos livros, companheiros nesta jornada de existência, testemunhas dos meus silêncios e também dos dias de furacão.

Muitos escritores se refugiam não só dentro dos seus próprios mundos imaginários, como navegam e naufragam no lago de outros sonhadores. A leitura e a escrita são como ópio. Aqueles que fogem do universo das palavras não sabem como é o prazer de se perder e se encontrar, de encontrar um espaço para deixar a mente livre da realidade pesada e sufocante.

É no mundo de papel que nos permitimos entrar em outras peles, conhecer outras realidades e abandonar nossas certezas. Tudo pode acontecer.

Mesmo mergulhados no imprevisível caos e terror, ao final da viagem, como os heróis, retornamos transformados por nossas experiências, preparados para mais um dia em nossa jornada, após uma merecida pausa mental; o espírito volta mais forte, até que precisamos de mais uma dose e resistimos à tentação de nos perdermos nas histórias, sem desejar o caminho de volta.



*Ben Oliveira é escritor, blogueiro e jornalista por formação. É autor do livro de terror Escrita Maldita, publicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano: O Círculo (Vol.1) e O Livro (Vol. 2), disponíveis no Wattpad e na loja Kindle.

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