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Criminologia, Jessica Jones e Mulher-Maravilha: Ficar do lado do agressor é sinal de perigo à sociedade – Ben Oliveira

Que dia lindo para servir Karma Coletivo para Diana, Lilith e Nêmesis ao mesmo tempo:  Resistam julgar as pessoas pela aparência. Meus 2 ex-namorados manipuladores se faziam de vítimas e todo mundo ficava ao lado deles e como eu sou porra louca, como Jessica Jones e Malévola, era injustiçado entre quatro paredes e julgado por todos ao redor. Como sou uma vaca, só há duas pessoas com a qual me importo no mundo, minhas duas chamas gêmeas, o resto é indiferente. Ainda assim... Vocês criam cada distorção cognitiva que só por Deus... É muita falta de terapia, autoconsciência, reflexão e bom senso.  Foi você que tava dentro do carro capotado? Foi você que quase morreu? Foi você que teve que recomeçar várias vezes na vida? Foi você que saiu como vilão quando a pessoa era tóxica pra cacete? Não foi. Então, boca fechada, sempre. Opinião só se dá quando é pedida. Sem falar os DELUSIONAIS que ficaram comentando: Que pena, achei que vocês iam casar. Quem quiser casar com ele, passo até o perfil KK

Salvando o Capitalismo: Documentário do economista Robert Reich reforça a importância das políticas públicas

Com um título polêmico, independente da posição ideológica do telespectador, Salvando o Capitalismo (Saving Capitalism) traz as ideias e reflexões de Robert Reich sobre a importância de políticas públicas que levem em conta também os interesses das classes sociais baixas. O documentário foi baseado no livro homônimo e dirigido por Jacob Kornbluth e Sari Gilman, lançado em 2017 na Netflix.

O documentário de 73 minutos faz um apanhado geral da evolução do sistema político e econômico dos Estados Unidos, mostrando que embora tenham se passado décadas, alguns problemas sociais persistem. Em vez de propor a demolição do capitalismo, Robert Reich defende a importância da melhor remuneração da sociedade, já que nem sempre os salários acompanham as inflações e algumas pessoas trabalham para sobreviver, literalmente.

Reich explora as transformações do capitalismo nos Estados Unidos e o progressivo domínio da economia de mercado. Segundo o professor, economista, autor e comentador político norte-americano Robert Reich, embora as intenções pareceram inovadoras na época, elas acabaram agravando as desigualdades sociais, dando mais poder e influência para os grandes empresários nas tomadas de decisões políticas, deixando de lado a população menos favorecida. 

Além de ser um documentário bem didático, servindo tanto com a função de informar, como de despertar no telespectador a vontade de saber mais sobre o assunto e ler o livro do autor economista, o filme traz entrevistas e registros que ajudam a defender o ponto de vista e relembram que esse desequilíbrio de prioridades na política deveria ser combatido por todos, independente de discussões sobre direita ou esquerda, democratas ou republicanos.

Na questão da desigualdade, Salvando o Capitalismo entrevistou uma trabalhadora de uma rede de fast food que revelou como o seu salário vai quase todo com o aluguel e pouco sobra para sobreviver, levantando discussões sobre a importância da aprovação de um salário mínimo mais justo e proporcional aos gastos básicos. Com pesar, ela cita que em poucas horas a loja em que trabalha ganha o equivalente ao seu salário mensal.

O economista também reúne empresários de diferentes posicionamentos políticos para discutir sobre a situação econômica dos Estados Unidos. Mesmo com vieses contrários, percebe-se que muitos profissionais mantêm o respeito; diferente da polarização radical cada vez mais crescente que alimenta o ódio, discriminação e conflitos, com seu livro, documentário e palestras, Robert Reich propõe a organização de grupos para lutarem por seus direitos de forma democrática. 

O que eu mais gostei no documentário foi como o autor desvenda um mundo desconhecido para muitos brasileiros. Embora não seja novidade para quem lê e consome notícias internacionais de diferentes jornais online, há muita gente que tem uma visão idealizada e fantasiosa da economia dos Estados Unidos, como uma terra prometida em que só não se dá bem quem não quer e todos têm as mesmas oportunidades.

Para quem conhece só o lado dos empresários e trabalhadores que foram bem-sucedidos e não imaginam o quanto milhares de norte-americanos lutam para pagar contas de saúde, moradia, lazer, alimentação, entre outras coisas, Salvando o Capitalismo é um lembrete de que a luta por políticas públicas pensada para todos é uma necessidade em vários países, mesmo naqueles que parecem supostamente um paraíso econômico aos olhares de quem vem de regiões mais pobres e com menos oportunidades de desenvolvimento.

Salvando o Capitalismo aposta na razão, deixando de lado extremismos. O economista, por exemplo, discute a tentação do populismo, já que costuma ter maior apelo ao público e diz que não é nem bom nem ruim, que depende da intenção do governante: ele chegou a fazer o comparativo entre Donald Trump e Bernie Sanders. 

É possível salvar o capitalismo, evitando que ele crie mais desigualdades sociais e possa fazer o capital circular nas diferentes classes? Como o excesso de influência de grandes empresários afeta os direitos trabalhistas e aprovação de leis? 

Robert Reich argumenta de forma simples sobre um assunto mega complexo e que exige do telespectador mais estudo e pesquisa, mas que serve como um pontapé para novas visões de mundo.

*Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo. Autor do livro de terror Escrita Maldita, publicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano: O Círculo (Vol.1) e O Livro (Vol. 2), disponíveis no Wattpad e na loja Kindle.

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