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Destaques

Lovestruck In The City: Série sul-coreana explora as emoções e fases dos relacionamentos amorosos

Diferente de muitos doramas coreanos que são mais longos, Lovestruck In The City tem um ritmo mais ágil e leva o telespectador para os encontros e desencontros de três casais que fazem parte do mesmo círculo social, em uma linguagem mais interativa, na qual os personagens contam suas próprias versões em frente às câmeras. A série de 2020 está disponível na Netflix . Para quem não tem muito contato com o universo dos dramas coreanos, a série dirigida por Park Shin-woo é uma boa opção, já que os episódios são curtos em relação ao formato tradicional e trazem o desenvolvimento dos relacionamentos desde os primeiros episódios – fugindo um pouco do padrão no qual o telespectador tem que assistir até o final para ver os personagens se declarando e sofrendo silenciosamente. Outro diferencial em relação a muitas produções coreanas é que os atores se beijam mais e o roteiro aborda assuntos que ainda são tratados como tabus por muitas séries da Coreia do Sul, como o sexo. Porém, embora se apro

Roger Stone: Documentário da Netflix expõe estrategista político trapaceiro que ajudou a eleger Donald Trump

Quem nunca ouviu falar que muitos norte-americanos idolatram o dinheiro? Alguns certamente não escondem isso e fazem de tudo pelos seus objetivos, ignorando o que os outros pensam, por mais sujas que sejam suas estratégias. No jogo político, há quem acredite que tudo é válido pela vitória. Get Me Roger Stone é um documentário norte-americano, de 2017, distribuído pela Netflix.

No documentário dirigido e escrito por Dylan Bank, Daniel DiMauro e Morgan Pehme, o telespectador conhece uma figura um tanto polêmica responsável pelo aconselhamento e estratégias de políticos, entre eles, Donald Trump. Como um dos entrevistados comenta, fica difícil determinar onde inicia e termina a influência de Roger Stone na imagem política de Donald Trump, já que ambos parecem sentir prazer pela desinformação, desmoralização e ataques dos seus opositores.

Sabendo de algumas (impossível seria saber todas) das artimanhas de Roger Stone e seu envolvimento com Donald Trump, é bem difícil acreditar que muitos norte-americanos ainda tiveram coragem de votar nele e pior ainda, mesmo com os escândalos mais recentes, ele ainda cogita concorrer de novo para presidente dos Estados Unidos. 

Embora tenha sido lançado em 2017, depois das eleições norte-americanas de 2016, me parece que o documentário e/ou as táticas descritas nele ajudaram a abrir os olhos de algumas pessoas nos Estados Unidos, já que Donald Trump não venceu as eleições de 2020. E mesmo depois de perder, suas opiniões e estratégias continuam causando caos para a democracia do país.

Para quem se irrita com informações falsas nos jornais e na internet, é impossível não se incomodar pela personalidade de Roger Stone e como ele se retrata como indiferente às suas ações profissionais que afetaram a vida de milhões de norte-americanos. Por entender bastante do comportamento humano em relação à política, ele admite no documentário que acredita que o ódio tem mais impacto do que o amor.

Chega a ser inacreditável como muitos jornalistas publicaram as declarações de Roger Stone ao longo dos anos, mesmo sabendo de suas estratégias. Além de ter jogado sujo, ajudando Trump a vencer Hillary Clinton e usado jornais de fatos alternativos e conspiracionistas como seus aliados, o próprio Roger Stone participava de eventos e falava abertamente coisas ofensivas e difamatórias sobre outros políticos.

No documentário Get Me Roger Stone, o estrategista político passa a impressão de que por mais polêmicas que sejam suas atitudes, está sempre dentro da lei. Porém, em novembro de 2019, ele foi condenado por ter mentido para o congresso durante a investigação sobre a interferência dos russos nas eleições dos Estados Unidos de 2016, além de obstrução e ameaça de testemunhas. Em julho de 2010, Donald Trump poupou o seu aliado da prisão.

Autodeclarado como trapaceiro sujo, ele já tinha trabalhado com Trump antes e foi um dos grandes incentivadores dele concorrer à Presidência dos Estados Unidos. Na campanha de 2015, não se sabe se ele se demitiu ou foi demitido, mas mesmo assim, parece ter continuado agindo nos bastidores. Segundo a BBC, Roger Stone foi condenado por sua relação na obtenção de e-mails hackeados de Hillary Clinton, cujo objetivo era prejudicar a candidata democrata. 

A história de Roger Stone parece ser antagonista da trajetória de Gloria Allred, também retratada em documentário da Netflix. Enquanto ele mente, alimenta conspirações da extrema-direita, o documentário Seeing Allred revela uma advogada feminista que torcia por Hillary Clinton e defende várias causas sociais. 

Depois de assistir ao documentário, bate aquela felicidade de lembrar que Donald Trump não foi reeleito e é inevitável pensar que há dedinho de Roger Stone na obsessão pela recontagem dos votos e incitação do caos. Também é inevitável perceber como suas ideias influenciaram políticos de diversos países. Nunca se viu tantas fake news como nos anos atuais, ataques à democracia e à liberdade de imprensa.

*Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo. Autor do livro de terror Escrita Maldita, publicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano: O Círculo (Vol.1) e O Livro (Vol. 2), disponíveis no Wattpad e na loja Kindle.

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