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Destaques

Bem-vindo, outubro

 Outubro enfim chegou. Tem sido bom conferir como a previsão do tempo tem errado e não tem chovido. É um alívio poder voltar a tomar minha dose diária de sol. A verdade era que os dias de sol ajudavam a manter o humor estável. Desta vez, sentia-se levemente acelerado, mas com esperança de que tudo fosse voltar ao normal.  Escrevia como uma forma de ajudar a regular o humor. Escrevia para organizar os pensamentos. Escrevia para extravasar as emoções. Escrevia. Nos últimos tempos tinha pensado em como conseguira abrir mão do cigarro, mas também em como tinha dias em que sentia falta. Mas não, não ia voltar atrás.  Ia seguindo outubro, torcendo para que a previsão do tempo continuasse errando e pudesse desfrutar da dose de sol. De repente, percebia que estava cada vez mais distante de quem tinha sido há um ano. De repente, ser diferente não era algo tão ruim assim.  *Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo . Autor do livro de terror  Escrita Maldita , p ubli...

Criminologia: Pesquisa revela que Empatia Cognitiva pode ajudar a reduzir Ciberbullying

Um estudo publicado em maio de 2022 pela Florida Atlantic University e University of Wisconsin-Eau Claire explorou como a empatia pode ajudar a reduzir o bullying digital entre adolescentes norte-americanos.

Usando mais de 1600 amostras de adolescentes entre 12 e 15 anos, descobriram que quanto maior a empatia, menores são as chances desses jovens cometerem atos de bullying com os outros na internet. Embora o estudo tenha sido feito nos Estados Unidos, creio que os achados sobre comportamentos podem ser aplicados em diferentes partes do mundo.

“O cyberbullying baseado em viés envolve ações prejudiciais repetidas online que desvalorizam ou assediam os colegas específicos de uma característica baseada em identidade. O cyberbullying em geral recebeu maior escrutínio acadêmico na última década, mas o subtipo de cyberbullying baseado em viés tem sido investigado com muito menos frequência, sem estudos anteriores conhecidos envolvendo jovens nos Estados Unidos”, afirmam os autores do estudo.

O estudo ressaltou a importância da Empatia Cognitiva, seja pela sensibilidade às injustiças ou sua relação com a habilidade social de tentar entender as emoções dos outros – ou seja, os efeitos danosos que o ciberbullying pode causar. 

Embora algumas escolas já tenham programas de combate ao bullying, o pesquisador e professor de criminologia que liderou o estudo Sameer Hinduja afirma que as escolas “precisam de mais esforços focados para melhorar a empatia como um meio de reduzir essas formas de danos e melhor proteger aqueles em comunidades vulneráveis e marginalizadas”. 

Segundo o autor, encontrar maneiras de cultivar e aumentar a empatia cognitiva entre adolescente pode reduzir o ciberbullying em diferentes formas, como as ligadas à raça, religião, orientação sexual, identidade de gênero e deficiência. Mas ele lembra que a empatia cognitiva não é a mesma que empatia afetiva (geralmente mais inconsciente). 

*Vale lembrar que nos Estados Unidos há muitos casos de assassinos que sofriam (gatilho) e/ou cometiam bullying.

Leia também: Criminologia: Mais Atiradores em Massa sexualmente frustrados do que se imaginava 

*Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo. Autor do livro de terror Escrita Maldita, publicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano: O Círculo (Vol.1) e O Livro (Vol. 2), disponíveis no Wattpad e na loja Kindle.

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