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Destaques

Autísticos: Reclame para quem se importa

Vez ou outra, eu recebo reclamações na página da Autísticos de pessoas querendo dizer o que eu posso postar ou não.

Desde o início, eu já deixei DEZENAS de indicações de livros e artigos por aqui. Muita gente não lê por preguiça. Alguns porque os livros não são acessíveis. Também deixei dezenas de avisos, é só procurar.


Porém, aos que só sabem reclamar, um aviso: Eu não me importo. O choro é livre nessa página.

"Achei que fosse uma página de autismo, não sobre LGBT/política/outros assuntos".

Que pena, querida. Eu falo do que quiser aqui. Quer reclamar? Procure quem se importa e, quem sabe, um psicólogo.

Tem um aviso fixado na página inicial. Aos que incomodam muito, eu uso o botão de banir sem dó.

Aos coleguinhas que tentam jogar comigo, um aviso: leia meus vários posts sobre hiperfocos em comportamento. Eu percebo todos movimentos de manipulação do mundo do autismo e me divirto. Cada lado tentando empurrar suas pautas.

Avisei algumas vezes e muita gente não viu: Antes de ten…

Resenha: Entrevista: O Diálogo Possível – Cremilda Medina

Entrevista: O Diálogo Possível, livro escrito pela jornalista e Doutora em Ciências da Comunicação Cremilda de Araújo Medina, lançado pela Editora Ática, aborda as questões relacionadas à entrevista, que vão além da visão técnica e podem trabalhar a comunicação humana através do diálogo.

Medina conta que quando ocorre o fenômeno de identificação entre a fonte de informação, o repórter e o receptor, a entrevista se aproxima do diálogo interativo. O receptor consegue sentir a autenticidade e emoção da entrevista tornando a comunicação mais humana. Todavia, quando a entrevista é dirigida por um questionário ou fixado em idéias preestabelecidas, o receptor percebe a ausência do diálogo.

A jornalista explica que o diálogo é democrático e o monólogo é autoritário. "Sua maior ou menor comunicação está diretamente relacionada com a humanização do contato interativo", justifica. De acordo com Medina, o diálogo possível acontece quando a técnica é ultrapassada pela intimidade e entrevistados e entrevistadores saem diferentes após o encontro.

Você sabe o que é entrevista? Segundo a autora do livro, entrevista é um meio cujo fim é o inter-relacionamento humano. "A entrevista jornalística, em primeira instância, é uma técnica de obtenção de informações que recorre ao particular", explica. Medina cita Edgar Morin que acredita que existem dois tipos de entrevista: a de espetáculo e a de compreensão (aprofundamento). Ainda de acordo com a jornalista, deve-se tomar cuidado com a unilateralidade da informação e buscar um diálogo democrático.

Para Medina alguns fatos podem enriquecer o desempenho da entrevista: ter idéia do tema a ser abordado na entrevista; preparo do entrevistador; perfil da personalidade do entrevistador; encarar o momento da entrevista como uma situação psicossocial, de complexidade indiscutível; a atitude do entrevistado; dinâmica de bloqueio e desbloqueio (desarmar o entrevistado).

A fluência-eficiência deve ser buscada na hora de transcrever um diálogo. A autora argumenta que muitas entrevistas jornalísticas pecam pela falta de formas mais fluentes e eficientes e cita como exemplo de como as entrevistas deveriam ser escritas mais naturalizadas e humanas um trecho do texto "O ano da morte de Ricardo Reis", de José Saramago, em que ocorre um diálogo entre Fernando Pessoa e Ricardo Reis. "Apenas um exemplo de como jornalistas e comunicadores devem se aproximar das conquistas artísticas para poderem renovar seu estilo e, em última instância, o grau de eficiência de seus textos quanto à comunicação propriamente dita", ensina.

No livro também é possível conferir: a relação entre pauta e edição; os modelos de montagem das informações; foco narrativo; Lobby dos grupos; os principais ruídos cometidos pelos jornais; liberdade de narração jornalística.

Comentários

  1. Adorei o resumo! Me ajudou bastante...

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    Respostas
    1. Oi!
      Fico feliz em ter ajudado de alguma forma.
      Abraços. Volte mais vezes ;)

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  2. Para um estudante de jornalismo, Cremilda Medina não pode faltar.
    Bom resumo!

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