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Destaques

Sai o sol

Sai o sol e com ele a expectativa de melhorar o humor, afetado pelos dias cinzentos. Sai o sol e, de repente, tudo parece que vai melhorar. Sai o sol. Não sabia se estava botando muita expectativa no sol ou simplesmente lembrando da importância na neurociência, mas a verdade era que depois de dias e dias de chuva, qualquer luz solar fazia diferença. Não importava se tinha relação com depressão sazonal ou se era simplesmente como o cérebro reagia diante da falta de sol, o que importava é que finalmente poderia respirar novamente. É quando sai o sol que vem à tona boas memórias e que lentamente, a vida volta a ganhar o colorido. Se um dia tinha sido a pessoa que amava frio e chuva, estava cada vez mais próxima daquela que amava a estabilidade do sol. Se despedia da chuva, sabendo que ela iria voltar, mas consciente de que a cada dia de sol poderia fortalecer a própria mente. *Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo . Autor do livro de terror  Escrita Maldita , p ublicado na Am...

Amores de plástico

Texto: Ben Oliveira

Enquanto algumas pessoas quando saem de um relacionamento preferem tentar apagar o outro da memória, eu prefiro deixar vivo cada momento e sensação, bons ou ruins. Às vezes é preciso sangrar e enfrentar a realidade. Nem sempre estancar é a melhor solução, quando você sabe que eventualmente este corte vai cicatrizar, todavia, é preciso ser sensato e não deixar que os anticoagulantes te façam perder todo o sangue. Acelerar o processo pode garantir uma melhora momentânea e aparente, mas a longo prazo, em seu interior você pode estar com uma hemorragia.


É preciso esquecer para seguir em frente? Eu diria que é preciso aceitar. Esquecer ou não é opcional.

O ritmo alucinante da Internet tem se incorporado aos nossos cotidianos e, consequentemente, em nossos relacionamentos. Da mesma forma que obtemos informações em questão de segundos, vínculos podem ser criados e desfeitos na mesma velocidade.

Dizem que o amor vem com o tempo: afinal, como é possível amar aquilo, ou melhor, aquele, que não conhecemos? Não confundir a paixão com o amor é fundamental. "Eu te amo", "Você me completa" e "Por onde você andou esse tempo todo?" são ótimas frases de ouvir quando sinceras e vindas diretas do coração. É preciso ter bom senso para dizer palavras que podem mudar a vida de alguém, mas que fora de contexto perdem o sentido.

Alguns momentos depois do relacionamento acabar, o "tudo" torna-se "nada", o "amado" um mero desconhecido e todo o presente e futuro são teletransportados automaticamente para um passado distante.

Bem-vindo à realidade, onde os relacionamentos duram tanto quanto o prazer de comprar aquele lindo par de sapatos da vitrine, que combina muito bem com o coração de plástico do seu manequim favorito.

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