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Destaques

Livros: Paixão pela leitura, hiperfoco autista e profissão de escritor

Então, hoje é Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor. Comemoro de forma dupla, como escritor e leitor.


Muita gente me acompanha, mas não me conhece. Alguns vieram recentemente por causa das campanhas de conscientização do autismo.

Outros não faziam ideia de que sou autista/Asperger, afinal, descobri de forma tardia, só aos 29 anos, e no Brasil, muitos profissionais não entendem sobre Síndrome de Asperger, autistas com altas habilidades e camaleões – logo, eu evito julgar quem é leigo no assunto, já que temos um problema estrutural, muitas vezes, associado à falta de leitura e ao desinteresse pela educação.

Se você trabalha na área, no entanto, eu julgo (e muito), afinal, é seu trabalho estar atualizado e não ficar espalhando mitos, preconceitos e mentiras sobre o espectro autista. Já deixei várias indicações de leitura sobre o autismo no meu blog e nas redes sociais.

Mas hoje quero falar sobre algo importante, sobre como os livros mudaram minha vida. Como escritor e alguém que l…

Amores de plástico

Texto: Ben Oliveira

Enquanto algumas pessoas quando saem de um relacionamento preferem tentar apagar o outro da memória, eu prefiro deixar vivo cada momento e sensação, bons ou ruins. Às vezes é preciso sangrar e enfrentar a realidade. Nem sempre estancar é a melhor solução, quando você sabe que eventualmente este corte vai cicatrizar, todavia, é preciso ser sensato e não deixar que os anticoagulantes te façam perder todo o sangue. Acelerar o processo pode garantir uma melhora momentânea e aparente, mas a longo prazo, em seu interior você pode estar com uma hemorragia.


É preciso esquecer para seguir em frente? Eu diria que é preciso aceitar. Esquecer ou não é opcional.

O ritmo alucinante da Internet tem se incorporado aos nossos cotidianos e, consequentemente, em nossos relacionamentos. Da mesma forma que obtemos informações em questão de segundos, vínculos podem ser criados e desfeitos na mesma velocidade.

Dizem que o amor vem com o tempo: afinal, como é possível amar aquilo, ou melhor, aquele, que não conhecemos? Não confundir a paixão com o amor é fundamental. "Eu te amo", "Você me completa" e "Por onde você andou esse tempo todo?" são ótimas frases de ouvir quando sinceras e vindas diretas do coração. É preciso ter bom senso para dizer palavras que podem mudar a vida de alguém, mas que fora de contexto perdem o sentido.

Alguns momentos depois do relacionamento acabar, o "tudo" torna-se "nada", o "amado" um mero desconhecido e todo o presente e futuro são teletransportados automaticamente para um passado distante.

Bem-vindo à realidade, onde os relacionamentos duram tanto quanto o prazer de comprar aquele lindo par de sapatos da vitrine, que combina muito bem com o coração de plástico do seu manequim favorito.

Leia também: Sobre Amores e Calças Jeans

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Comentários

  1. Incrível. Realmente as pessoas banalizaram o amor. Virou até clichê falar isso, mas é a pura realidade. Sou como tu, não gosto de esquecer, de fingir que nada aconteceu... Estaria sendo injusta com o que EU senti o tempo todo. Parabéns pelo texto Been. Beijo.

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