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| Correio Braziliense - Primeiro jornal brasileiro |
Para entender a importância da
democracia para o
jornalismo no
Brasil é preciso voltar um pouco no tempo em uma época em que a
liberdade de imprensa era ora inexiste, ora marcada por uma série de represálias.
No texto produzido pela
Associação Nacional de Jornais (ANJ) “Imprensa Brasileira – Dois séculos de História” é relatada a
história da imprensa brasileira, desde 1808, com o seu nascimento tardio até as dificuldades e limitações encontradas em fases repressivas como a da
Era Vargas (1930-1945) e dos
Governos Militares (1964-1984) que afetaram o desenvolvimento da atividade jornalística no Brasil.
A história do jornalismo brasileiro está relacionada à democracia desde o seu início, em que o jornal
Correio Braziliense, por exemplo, que era produzido por
Hipólito José da Costa Pereira Furtado de Mendonça, lançado em
1808, era uma publicação livre de censura e escrita em língua portuguesa. Todavia, é preciso ressaltar alguns fatos, como o preço, o excesso de analfabetismo no Brasil e o fato dele ter sido editado em Londres, uma forma de burlar a censura. Também conhecido como
Armazém Literário, o jornal foi publicado até dezembro de 1822. Um outro destaque do Correio Braziliense é que ele era feito para o público brasileiro e não para os europeus e estrangeiros que se mudavam para o país em busca de negociações e estabelecimento.
A
corte real portuguesa influenciava bastante na
censura dos jornais. Somente em 1824 o imperador
D. Pedro I outorgou a primeira constituição brasileira e estabeleceu a liberdade de imprensa, porém com limitações, de forma que fosse possível algumas restrições e represálias. Para se ter noção de como a
repressão era forte neste período, no texto são citados diversos homens que morreram por causa da falta de liberdade de imprensa.
[Continua...]
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Imprensa Brasileira: Repressão e tortura aos jornalistas
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